Mostrar mensagens com a etiqueta Erros de pais. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Erros de pais. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 27 de março de 2012

O meu filho tem este comportamento e eu sei porquê - parte 3

Mais um texto de uma mãe que tentando acertar sente que errou.
Mãe que se importa, mãe que se questiona, faz o que acha certo no momento de agir... pode certamente não ser o mais correcto mas no momento em que o fez era o "mais" possível. O facto de reflectirmos as nossas acções como mães e educadoras acredito que seja já um passo em frente para fazermos o melhor pelo futuro dos nossos filhos.
E como não somos perfeitas, embora muitas vezes somos levadas a acreditar que sim, erramos ao tentar acertar, ao tentar fazer o melhor... mas é nestas tentativas que vamos aprendendo - sermos criticas com nós mesmas é no meu ponto de vista o melhor caminho.
A mãe de hoje escreveu:
------

" Quando tive a minha primeira filha, foi uma felicidade para toda a família!!
A novidade e o desconhecimento leva-nos a ter certos comportamentos, que mais tarde reconhecemos serem errados, a primeira dificuldade foi o dormir.... porque quando a colocava no berço eu não saía do quarto sem que ela adormecesse, ela foi crescendo passou para o seu quarto já numa cama maior e eu acabei por a "habituar" a ter-me sempre a seu lado até ela adormecer. Os anos foram passando e eu tanto na hora da sesta como à noite, lá me deitava com ela para ela dormir.
Quando ela tinha 5 anos e meio nasceu o irmãozinho, e eu vi aí uma oportunidade para que isso acabasse, falei com ela expliquei que a mãe tinha que cuidar do mano e que ela teria que passar a adormecer sozinha, pois também já estava crescidinha!! Resultou.... quer dizer em parte, pois eu passei a deixar de a adormecer, mas quando o pai dormia em casa, normalmente ao fim de semana (a profissão dele não permite que ele esteja todas as noites em casa), ela implorava para o pai se deitar com ela.... e ele lá lhe fazia a vontade.
Finalmente neste momento ela já adormece sozinha sem mãe e sem pai, consegui!!!!  Finalmente aos 10 ANOS consegui!!!!
Eu jurei que com o irmão isso não iria acontecer, mas não sei explicar e as coisas foram pelo mesmo caminho.... foi mais forte do que eu.... ERREI NOVAMENTE, com  ele ainda é pior porque tem que ser mesmo a mãe a adormecer, nem o pai consegue, só a mãe e mais ninguém!!!  O problema é que ele tem 5 anos e meio e vai para a escola em Setembro e eu quero mesmo conseguir que ele adormeça sozinho!! Será que me podes ajudar numa solução possível? para que isto acabe? Eu sei que errei em duplicado e que a culpa é minha e não deles, mas não queria arrastar o problema até aos 10 anos dele!!!"

------

Cá em casa a hora do sono é levada muito a sério, e acredito que o primeiro passo a dar para uma criança adormecer sozinha é a nossa própria segurança com a situação.
Aqui aconteceu muito naturalmente do recém-nascido que adormecia a mamar, que fazia muitos soninhos completos no colinho da mamã enquanto esta aproveitava para dormir também até ao menino que se deita dá beijinho na mamã, trocamos umas palavras de carinho e eu saiu simplesmente do quarto e ele adormece.
O Leo adormece completamente sozinho desde cerca dos 6 meses mas teve algumas alturas que ele pedia para eu ficar com ele e eu ficava, respeitei muito a sua insegurança. O que resultou comigo que não resultou contigo?
Não sei, talvez a rotina mais rigida que eu tinha, talvez mesmo por eu ter conhecido a tua experiência antes de ter o meu próprio filho...

De uma coisa eu sei, não te deves sentir culpada o que já passou, já passou... e acredito que tenhas passado muitos momentos lindos a olhar os teus filhos a adormecer. Num entanto, acho que temos que ajudar os nossos filhos a tornarem-se mais independentes e seguros de si mesmos e o facto de o teu filho ainda sentir a necessidade de ter a mamã ao lado para adormecer pode mostrar uma certa insegurança e pelo que conheço passa também um pouco por aí.
O que podes fazer para ultrapassar isso, passando e o teu pequeno a ouvir a histórinha, dar beijinho e adormecer sozinho não sei muito bem... Talvez conversares com ele, faz com que ele se sinta um menino crescido, promete-lhe algo que ele queira muito se ele passar a dormir sozinho (nada de material, um passeio a um lugar da sua escolha, um piquenique em família, por exemplo). Tenta envolvê-lo mais na rotina do dia-a-dia tratando-o menos como uma criança pequena e mais como um menino que cresceu e tem as suas responsabilidades isso fará-o sentir-se mais seguro e autoconfiante.

Este são os palpites de uma mãe que não teve problemas com a hora de dormir, alguém por aí tem ideias mais concretas??? Alguém já passou pelo mesmo?
Partilhem nos comentários.

Este post começou aqui:
Aprender com os erros dos outros
O meu filho tem este comportamento e eu sei porquê - parte 1
O meu filho tem este comportamento e eu sei porquê - parte 2

E quem quiser participar neste meu cantinho é só mandar o texto para o mail: ssbrites@gmail.com

domingo, 11 de março de 2012

O meu filho tem este comportamento e eu sei porquê - parte 2

Se o tempo me permitir esta série irá render muito estou cheia de ideias para partilhar e que adorava debater e claro se houver mais quem queira por aqui deixar um testemunho, as portas estão abertas.

Como já escrevi anteriormente questiono bastante os comportamentos do meu filho e faço sempre a análise de como eu reajo, tento compreender o meu filho olhando um pouco para mim como mãe, e não se trata de procurar culpa, mas sim entender e tentar melhorar.
E como a máxima diz: "com os erros também se aprende" acredito que posso aprender muito com os erros ou melhor dizendo, com as tentativas de acertar das outras mães e também partilhar e discutir o que faço, o que vejo e o que analiso.

Hoje tenho o prazer de deixar aqui um texto da Aline Bastos, mãe do fofinho Leonardo (com este nome só podia ser fofinho né? :) )
------
Ola me chamo Aline, tenho 32anos e um filho de 1ano chamado Leonardo.
Passei uma gravidez de risco onde necessitou cuidados para que meu Leozinho nao chegasse antes da hora, ate uma cirurgia chamada cerclagem uterina tive que fazer.
Dai vc pode imaginar como esse garotinho foi esperado, amado e mimado ate na barriga né?!
Bom, tudo passou bem e o meninao chegou, paparicado por mamae e papai desde o nascimento e principalmente por morarmos somente os dois numa cidade distante dos familiares.
Todo choro estava eu com ele no colo, cada dor estava eu com ele no colo, cada sonho ruim estava eu com ele no colo e assim é are hoje..
Perdi todos os meus quilos, meu corpo, minhas noites de sono, enfim abri mão de tudo por ele, hj estamos numa loucura total, ele não quer obedecer, só faz birra e pensa que sou um brinquedão que faz suas vontades.
Na verdade eu sei que ele é assim porque tive muito medo que algo ruim acontecesse dai foi colo, colo e mais colo até hoje.Estou aprendendo com meus erros, porem ainda não encontrei a saída para que ele seja mais seguro e consiga brincar e ficar mais tempo sozinho ou com outras pessoas.
Bom, deixo aqui meu pequeno resumo com a intenção de ajudar próximos pais de primeira viagem, nao adianta dar muito colo quando pequenino porque depois a coisa ficará muito difícil, mesmo amando demais, temos que deixa-los um pouco sentirem seus espaços e não sermos tão pronto para atendê-los...
Detalhe:a dica é facil.. Dificil é cumprir...se alguem tiver alguma ideia de como eu devo agir para acabar as birras, manhas, choros e dengos.. Por favor..entrem em contato.
Agradeço seu blog.. É muuuuuito bom e me ajuda bastante..até ideias de brincadeiras já fiz aqui em casa. 


Beijos
Aline Bastos
------

A Aline fala-nos de amor dado sem limites, como por vezes ao tentarmos acertar e fazer o nosso melhor protegemos demais os nossos pequenos, o amor é cego até o amor de mãe. 
Penso que a questão não é dar colo a mais acho que passa mesmo por uma questão de limites, dizer não quando necessário e para isso não precisamos de ser más mas sim justas.
E como eu sempre digo falar muito com os nossos pequenos, eles entendem mais do que muitas vezes pensamos.
Aqui ficam as minhas dicas:
- Dizer não dando alternativas (não podes mexer aqui mas olha que bolas tão lindas tens aqui);
- Criar rotinas (torna as crianças mais seguras pois sabem com o que podem contar a seguir a cada etapa do dia)
- Dar muito carinho e falar meiguinho (mesmo que por vezes tenhamos de contar até 100 interiormente);
- E quando fazem birra (e que não seja birra por falta de sono, comida, fralda suja ou doença) deixar a criança lidar com ela própria sem que para isso tenhamos que fazer o que ela quer... a criança vai assim aprendendo a lidar com os seus próprios sentimentos - birras não são mais que treinos para controlar sentimentos;
Isto resultou aqui por casa, o Leo fez poucas birras até agora, teve uma fase com 1 ano e pouco mais critica mas resolveu-se, hoje em dia com 2 anos e meio, é uma criança tranquila, as birrinhas que faz são raras e duram segundos. :)

E vocês o que acham? Partilhem nos comentários.


Este post começou aqui:
Aprender com os erros dos outros
O meu filho tem este comportamento e eu sei porquê - parte 1

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

O meu filho tem este comportamento e eu sei porquê - parte 1

Este post vem em seguimento do "Aprender com os erros dos outros" (quem não leu é só clicar).


E como eu escrevi na semana passada, acredito que possamos aprender com os erros umas das outras (e aqui a palavra erro não é só no sentido negativo, mais no sentido de podia ser diferente, podia ser mais fácil se fosse de outra forma). Todas as mães erram ou escolhem sem se dar conta caminhos que são mais difíceis de seguir, mas não somos monstros... fazemos o que naquele momento achámos melhor ou por um impulso simplesmente aconteceu. Mas, assim como nós próprias nos damos conta dos nossos desvios e nos corrigimos outras mães podem se corrigir ou nem sequer fazer tal desvio se já tiverem pensado no assunto.

Cada criança é única, cada mãe e cada família tem a sua individualidade, as histórias que aqui vou contar (minhas e de quem tiver interesse em participar - basta mandar e-mail (ssbrites@gmail.com)) não são de longe para serem condenadas ou pelo contrário levadas como receitas ou passos mágicos... são pura e simplesmente histórias para reflectirmos e retirarmos o que acharmos que seja válido, comentarmos e nos ajudarmos mutuamente.

Aqui fica a primeira de, espero eu, muitas histórias para reflexão :)

O meu filho tem este comportamento e eu sei porquê

O Leo tem frequentemente reservas a experimentar o que é novo e tal ocorre principalmente com coisas a nível motor. Demonstra curiosidade mas não encontra coragem para o fazer. E porque é que ele é assim?

Em primeiro lugar vou fazer um enquadramento da situação :)
O Leo nasceu prematuro de um parto de urgência, foi muito difícil para mim, pensei não o ver crescer, pensei que ia morrer pela primeira vez na minha vida e isso penso que foi o primeiro passo para me tornar uma mãe bastante protectora. 
O Leo foi crescendo e apesar de eu ter consciencia de que criança tem que experimentar, tem que cultivar a sua confiança e que não é bom para seu desenvolvimento ser demasiadamente protegida como escrevi aqui,  foi muito difícil para mim abrir esta barreira de mãe galinha. Não é à toa que uma das primeiras palavras que o Leo disse foi "pigoso"(perigoso).
Uma das frases que mais foi falada aqui em casa até bem pouco tempo atrás foi: "Cuidado que é perigoso" e ela não era usada por mim só para o alertar quando ele ia mexer na tomada eléctrica ou no fogão da cozinha, também era usada quando ele queria trepar o sofá, correr muito rápido pela casa, saltar em cima da cama, enfim... este foi o meu erro.
O que mais me aborrece não é o Leo ter este medo do desconhecido que em alguns casos acaba por ser bom pois ele quando o ultrapassa fá-lo com atenção, com cuidado e segurança. O que me aborrece é saber que fui eu que tanto o limitei e foi tão inconscientemente que mesmo eu pensando e acreditando sempre que temos que deixa-los ser um pouco mais exploradores não foi isso que fiz.
Fico triste quando vamos no parque e o Leo vê outras crianças escorregar no escorrega se ri e mostra vontade de fazer igual mas não consegue porque tem medo.
O Leo tem uma imaginação muito fértil, ele brinca muito de faz de conta, ele corre, salta, adora joguinhos em que necessita de alguma concentração e destreza, adora Legos e puzzles, mas ir escorregar ou trepar no parque não é para ele.
Hoje em dia eu policio-me muito, deixo-o mais livre embora morra de medo que ele se magoe e tenho notado grandes mudanças nele, está mais confiante nessa sua dificuldade motoro-aventureira :) frequentamos ginástica para crianças onde ele pode pular, trepar, escorregar em segurança com muitos colchões e isso tem ajudado, muito embora ainda não faça tudo sozinho como a maioria das crianças da idade dele, mas aos poucos em vai conseguindo... foi sem duvida um erro da minha parte.

Sei que o desenvolvimento dos pequenos difere muito, sei que o Leo pelo facto de ter começado a falar bastante cedo (com 10 meses) pode-se ter concentrado mais na linguagem do que a nível motor (ele começou a andar com 16 meses), também sei que ele é saudável e que só não faz as coisas por falta de coragem não por ter algum problema, mas se pudesse voltar atrás teria sido um pouco menos neurótica disso não tenho dúvida.
O meu consciente nunca achou correcto mas o meu inconsciente fazia-me agir assim...

Moral da história: Os nossos pequenos precisam sim de se sentir protegidos e seguros mas também confiantes, para tudo tem a medida certa.

Aqui fica a minha história para reflectir e comentar...  :)

(Espero que gostem destes posts e sintam-se à vontade para participar e enriquecer este espaço)

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Aprender com os erros dos outros

Não é fácil uma mãe aceitar uma critica, uma observação em jeito de opinião de outra mãe. Primeiro porque ninguém melhor que nós, mães, conhece o seu filho e segundo, nós damos o nosso melhor e o nosso melhor é sem dúvida o melhor que conseguimos fazer, certo?
Está certo, mães não acatam, geralmente,  de bom grado opinião de outras mães, faz parte da nossa natureza de ser mães, podemos até ouvir a outra mãe, podemos até pensar no assunto e ponderar analisar bem o nosso ponto de vista e podemos até mesmo vir a concordar com essa mãe, mas essa mãe "dona dessa razão" não saberá que nos fez mudar de opinião.
E é por causa desta natureza de ser mãe que eu muito raramente dou a minha opinião pessoalmente (aqui no blogue dou opinião, mas aqui só lê quem quer, quem precisa, quem procura e está aberta a analisar novas perspectivas e esta já é outra história - a história maravilhosa do mundo dos blogues maternos :) que tanto me tem feito melhor mãe. :) )

E sabem que mais, acho isto de sermos mães corujas muito errado... Sou uma pessoa muito observadora, e penso, analiso e questiono o que vejo para os meus botões, mudo de opinião, de comportamentos como resultado dessas minhas observações. No entanto, guardo muita coisa só para mim mesma e isto acontece em todos os aspectos da vida.
Admitir um erro não é difícil para mim, mas ao contrário do que acontece com o que corre bem na vida que gosto de partilhar acabo por inconscientemente nunca partilhar os meus erros com os outros... pelo menos não me lembro de o fazer directamente com alguém.
Vamos lá ver se me faço entender.

Como mãe e humana que sou :) erro, tropeço em tentativas para melhorar e volto a errar, até aqui tudo bem né? "Errar é Humano!" e "Com os erros também se aprende", mas será que os erros de uns não poderão ajudar na aprendizagens dos outros.
Aprendemos desde que nascemos pelo exemplo, pela imitação... mas também por ouvir os outros ou ler o que os outros escreveram. E é neste ponto que acho que a maternidade ainda não se comunica como poderia ser mais rico.

Por exemplo:
- Questiono-me muitas vezes, o que é diferente ou falhou na educação de uma criança que faz birras constantes?
- O que aconteceu de diferente que levou a ter dois filhos completamente diferentes, um bem comportado e um muito difícil de lidar, é uma questão só genética?
- É possível ter mais que um filho e embora com personalidades muito diferentes respeitem limites? O que aconteceu para não ser assim?
- Porque uma criança bate noutras? Só crianças que já levaram umas palmadas batem noutras?
- Porque há crianças que comem bem e outras não? É uma questão de educação? Ou a mãe errou nas receitas?

Acho que se houvesse uma partilha maior e mais objectiva entre pais dos erros que ocorrem, porque sim nós todos sabemos que erramos e muitas vezes sabemos exactamente onde errámos, mesmo que sejam pequenos erros e que conseguimos rapidamente corrigi-los seria mais fácil educar. Será utopia minha???

Gostava muito de abrir um espaço aqui no blogue para "lavar a roupa suja"para partilharmos os nossos podres de mães. Acham que seria uma mais valia?
Será que desta forma ficaria mais fácil?
Seria um espaço com o título: O meu filho tem este comportamento e eu sei porquê (ou qualquer coisa do genero)
Um espaço aberto a quem quiser participar, sendo somente necessário mandar um mail que pode mesmo ser anónimo, porque não?! O essencial é ensinarmos ou darmos algumas lições que nós mesmas aprendemos com os nossos próprios erros, que de alguma forma podemos evitar que esses erros se repitam.
Como mãe de primeira viagem não sei se faz sentido, digam-me vocês...

Opinei para mim :) Acham interessante?

(nos próximos dias publicarei o primeiro: "O meu filho tem este comportamento e eu sei porquê" made aqui mesmo em minha casa. - Eu sei porque o Leo é tão reservado quanto ao desconhecido, eu sei onde errei)
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...