quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Noites mal dormidas

Quando engravidei e dei a noticia, das primeiras coisas que ouvi foi "Dorme muito agora que depois acabou" eu na altura não levei muito a sério. Mas na verdade faz já mais de 1 ano que não durmo uma noite seguida. Nos primeiros três meses era aquele acordar de 2 em 2 horas, na melhor das hipóteses, para a hora do leitinho. É muito complicada esta fase, ficamos exaustas, vivemos sonâmbulas... a cabeça deixa de funcionar direito... mas depois começa-se a entrar no ritmo e o nosso bebé começa também a dormir um pouco melhor. O Leo é um bebé que quase sempre dormiu muito bem, apesar de acordar durante a noite, um miminho ou por vezes um pouco de leitinho da mamã adormecia de seguida.
Mas depois de uns meses a conseguir dormir 5 horas seguidas, por vezes 6 voltamos à estaca zero :( Pois é, ando cansada e com um monte de noites mal dormidas em cima.
Foram as vacinas que o deixaram um pouco adoentado, foi o nascimento do primeiro dentinho, (na semana passada) teve febre, precisou de mais miminho e eu dei, claro. Agora já não tem febre nem dores mas acorda muito durante a noite, antes acordava bebia o leitinho e adormecia, agora acorda o dobro das vezes bebe o leitinho e não quer adormecer, chora muito assim que o deito na cama... :( tenho que o dormir no colo... o que se está a tornar muito cansativo e doloroso para as minhas costas (pois não quer que eu me deite abraçada a ele, tem que ser de pé. :S
Espero mesmo que seja uma fase pois não gosto de estar assim, cansada  acabo por ficar irritada e sem paciência o que ao mesmo tempo me deixa triste...
Antes desta fase, menos boa, o Leo bebia o ultimo leite pelas 20h e só voltava outra vez a mamar pelas 5 da manhã, agora voltou a beber 2 a 3 vezes ao meio da noite. Tenho lido que estas mamadas já não são necessárias que até podem ser prejudiciais para os dentinhos dele. Mas ele pede, o que posso eu fazer?? E agora que ele já fala bastante, acorda e grita do quarto "lête, lête" :) E lá vou eu ainda meia a dormir...
E vocês? Mamãs que amamentam, como foi ou como estão a ser as mamadas nocturnas? Acham que devia fazer alguma coisa para as eliminar? Se ele perder o hábito de mamar de noite será que dormirá mais e melhor?

Hoje fica aqui o desabafo e as duvidas de uma mamã que devia aproveitar para ir dormir um soninho... Porque pais descansados têm mais energia, paciência e tempo para dedicar aos filhos, não é verdade?

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Influência dos rótulos

O M foi o primeiro menino da família até então só existiam duas meninas, a "inteligente" e a "mimada". O M tem desde bebé uma cara de menino que não deixa nada passar ao lado, mesmo ainda bem pequeno era-lhe dito "tens cá um ar de traquina!" e M é hoje realmente uma criança traquina. Não é mau, pelo contrário é bem amoroso mas quando tem em mente fazer alguma coisa, mesmo que não seja momento para isso, ele faz. Faz tudo para obter o que quer e brinquedos com ele não duram inteiros por muito tempo - o verdadeiro traquina da família.

No meu ano de estágio como professora estava bastante ansiosa e um pouco nervosa com o aproximar do inicio das aulas, uma semana antes da abertura oficial tive uma reunião com os outros professores da turma que eu iria acompanhar sozinha. A reunião foi terrível, sai de lá ainda mais nervosa, com medo de ser devorada com a turma que me tinha calhado na rifa. A reunião foi macabra... acreditem. A directora de turma começou a apresentar a turma dizendo coisas do género: a aluna nº1 é muito boa aluna mas "respondona"; a número 2 nunca trabalha é um "caso perdido"; o nº3 é um "coitadinho", pai na prisão e a mãe alcoólica; o nº 4 muita atenção não dar confiança porque ele é "terrível";
Pois, podem não acreditar, mas foi mesmo assim... Eu lamentei o número de repetentes e alunos com dificuldades, mesmo antes de os conhecer, eles já eram um problema para mim, eram todos rotulados. Na altura fiquei muito em baixo, mas hoje fico chocada com a atitude daquela professora, com a atitude de muitos adultos, pois colocar rótulos não é assim tão raro, acontece na escola e também em casa, em família.

Tenho muito para aprender mas ao analisar estas situações tornei-me mais atenta e olho de forma mais individualizada para cada criança, antes de ser influenciada por qualquer rótulo que esteja já vinculado ou possa entretanto surgir.

"Trapalhona", "traquina", "mimada" para o carácter ou "trinca-espinhas", "molengão" para a condição física são rótulos que podem de certa forma condicionar o comportamento e trazer consequências futuras. O desenvolvimento emocional da criança pressupõe uma série de etapas, onde a valorização de seu eu é determinante para o sucesso das suas relações sociais.
Uma criança que é desvalorizada, por estar sujeita a determinado rótulo negativo, terá certamente mais dificuldades em ultrapassar situações de convívio.
Muitas doenças do foro psicológico têm origem nos comportamentos de pais e educadores. Colocar rótulos é um deles, estes vinculam complexos de inferioridade ou de superioridade e crescem com as crianças.
A criança que é "traquinas", habitua-se a sê-lo. Se todos a classificam como tal, ela interioriza essa característica como sua, correspondendo às expectativas dos que a rodeiam. Deixa de confiar na suas capacidades, de corrigir e de ultrapassar as dificuldades. Se a distinguem pela negativa, a criança sofre de incompetência e pode mesmo sentir-se sinónimo de fracasso.
No caso dos pais que tratam os filhos como uns "pequenos génios" estão a transmitir-lhes expectativas que deviam guardar para si. Esta criança crescerá a pensar que é o melhor e não saberá lidar com a frustração e o insucesso quando este surgir.


Os rótulos colocados desde criança passam em muitos dos casos a fazer parte do intimo do individuo e vive com ele. Colocar rótulos é fácil difícil é retirá-los.



Assim da próxima vez que estiver próximo a colocar ou reforçar um rótulo pense duas vezes antes de o fazer...

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Onde está o Bebé??? Está aqui!!!

Se existem fenómenos universais e transculturais, um deles é sem duvida a maneira como os pais comunicam com os seus bebés. Existem imensas brincadeiras que podem ser observadas nas famílias da China às tribos da América Latina, em Portugal e na Alemanha.... Até no filme a Idade do Gelo... :)
Esconder a cara com as mãos ou com um lenço e reaparecer com um "Té-té!", um "Cu-Cu!" ou ainda um "Estouuuu Aquiiii" é uma cena obrigatória em qualquer casa, tenda ou acampamento onde haja um bebé. E não é por acaso que todos os pais e todos os bebés do mundo brincam desta maneira. É que até aqui os especialistas trabalharam, é verdade!!! O jogo do "Cu-Cu!" segundo eles, contribui decisivamente para o desenvolvimento psico-social do bebé: ajuda-o a lidar com a ansiedade da separação, quando a mãe vai embora; ajuda-o a perceber que os objectos e as pessoas não deixam de existir quando desaparecem da sua vista; ajuda-o a descobrir regras de convivência social e de conversação; e até a treinar a concentração, que é fundamental para a aprendizagem.
E eu a pensar, desde que o Leo nasceu, que estava a fazer mais uma das minhas figurinhas :)
Agora já sabe: quando estiver a fazer "Cu-Cu!" com o seu bebé, está a fazer muito mais do que uma simples brincadeira... O assunto é sério! :)

domingo, 3 de outubro de 2010

Ensinar a brincar

Porque é também a brincar que os nossos filhos comunicam , porque é a brincar que os nossos filhos aprendem os princípios de  interacção social,  a explorar sentimentos, a desenvolver causa e efeito, a estimular  a criatividade e a imaginação; porque eles não nascem ensinados; porque nos dias de hoje as crianças têm tantos estímulos, tantos brinquedos, tantas distracções que precisam ajuda para saberem brincar. E porque brincar com uma criança é fazer parte do seu mundo, transmitir regras, valores; garantir a nossa presença e a nossa protecção.
O Leo começou faz pouco tempo a brincar por maiores períodos de tempo sozinho, ele explora os brinquedos, bate com eles, enfia uns dentro de outros, é uma delicia observá-lo a brincar. Passo bastante parte do dia dedicada exclusivamente a brincar com ele, a ver um livro ou a cantar.
Ele tem uns carrinhos com uns bonecos tipo playmobil com os quais passa imenso tempo, um dia destes fiz de conta que os bonecos andavam sobre o tapete, meti-os no carro e fiz brumm brumm com eles :) e agora o Leo faz igual é tão amoroso. É tão bom vê-lo a crescer e a ser mais capaz... Isto me fez pensar que toda a criança necessita de brincar para aprender, para saber lidar e entender o mundo que a rodeia. Brincar ajuda-as nas suas frustrações, alivia o stress, ajuda a solucionar problemas que possam vir a surgir na vida real. É essencial que nós, pais,  intervenhamos junto deles, interagindo nas suas brincadeiras, acabando por os ensinar a brincar. Mas para tal, temos acima de tudo saber chegar aos nossos filhos, saber brincar com eles, voltar nós mesmos a ser novamente crianças, acordar as lembranças da nossa infância. Fazer a viagem ao mundo deles e ajudá-los nessa exploração. O que não podemos deixar de fazer é de brincar e interagir com os nossos pequenos.
Não deixemos de brincar com eles com medo de perder a nossa autoridade pois a brincar além de proporcionarmos um momento agradável entre pais e filhos podemos criar regras ou limites e competições saudáveis.
E certamente vão concordar comigo quando digo que não há nada que suscite maior prazer que ver o nosso filho a brincar de forma harmoniosa, alegre e divertida.
Vamos ser crianças, vamos brincar muito, fazer muitas "figuras tristes" :) mas acima de tudo brincar, fazer com que os nossos filhos se sintam felizes por poderem contar connosco.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Importância dos hábitos de leitura - Efeito de Mateus


A leitura tem consequências cognitivas que vão além da aquisição de conhecimento e compreensão de determinado fenómeno ou situação. Existem evidências e estudos realizados que revelam que a quantidade de leitura na infância (independentemente da qualidade, aliás) tem consequencias mensuráveis no nível de inteligência do adulto. E quanto mais cedo a criança adquirir o hábito de ler maiores e melhores são as consequências.
A influência da leitura no desenvolvimento cognitivo do individuo foi esclarecido através do "Efeito de Mateus do desempenho escolar" por Stanovich, 1986.
O efeito Mateus retoma uma parábola bíblica do senhor que chamou os seu servos, dando a um 5 talentos, a outro 2 e ao terceiro 1 talento e recomendando que os fizessem frutificar. O que recebeu 5, trabalhou e conseguiu outros 5. O que recebeu 2 agiu do mesmo modo e conseguiu 4. O que recebeu 1, com medo que o roubassem foi escondê-lo debaixo da terra. O senhor regressou, chamou os servos e pediu-lhes contas pelos talentos dados. O que tinha recebido 5 apresentou 10; o que tinha recebido 2 apresentou 4; o que recebera 1 apresentou-o e devolveu-o. E então o senhor louvou os que tinham duplicado os talentos. E pegou no talento que tinha estado enterrado e ordenou: – Tirai--lhe o talento e dai-o ao que tem dez. Porque, a todo aquele que tem, será dado mais, e terá em abundância. Mas ao que não tem, até o que tem lhe será tirado. (Mateus, 25, 28-29)
Uma criança que cresce junto com livros desde cedo é incentivada a aprender a ler e tendo esta capacidade terá interesse em ler mais e mais, o que será determinante para o desenvolvimento das suas capacidades cognitivas. O sucesso inicial é uma das chaves que abre uma vida de hábitos de leitura. O exercício posterior desses hábitos servem para desenvolver a capacidade de compreensão da leitura numa lógica de feedback-positivo. As Crianças sem esses hábitos e com dificuldades em adquiri-los vão manter-se num nível de desenvolvimento anterior. Quanto mais e melhor se lê mais se quer ler.
Mais sobre o assunto podem ver neste interessante artigo que aconselho a leitura:  
What Reading Does for the Mind de Anne E. Cunningham e Keith E. Stanovich.

E mais posso acrescentar: "Ler muito e muito bem. Dá saúde e faz crescer"

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Amamentar até quando?

Pois é meus amigos e minhas amigas desde este fim de semana que sou oficialmente uma "Ave-rara". E isto porquê? Porque o Leo fez um ano e eu continuo a amamentar :)
Para muita gente amamentar até aos 6 meses é normal, amamentar até ao 1º ano é para quem não tem mais nada para fazer na vida, mas amamentar depois de o bebé fazer um ano já é muito mais além... só mesmo para aves-raras!!! É uma pena que exista gente assim...
Compreendo quem tenha que deixar de amamentar cedo devido ao trabalho não permitir conciliar as duas coisas. Mas eu posso fazê-lo e quero, mesmo que para isso passe para o clube das aves-raras. :) que pelo o que a minha experiência me tem mostrado não é um clube assim tão pequeno e ainda bem.
Amamentar um bebé só tem vantagens tanto para o bebé como para a mãe. O inicio é muitas vezes complicado para ambos mas muita força de vontade e apoio de gente especializada e com experiência consegue-se. Sei que por vezes falta o apoio e o biberão e o leite em pó são uma solução desesperada de acalmar o bebé, criando assim mais obstáculos para que tenha sucesso na amamentação. Temos que ser firmes e persistentes..é difícil, por vezes doí, estamos cansadas, mas temos que acreditar e ir em frente.
A partir do momento que o bebé e a mãe estão adaptados é só seguir em frente. Mas depois surge a questão: Amamentar até quando?
Já faz algum tempo que sou confrontada com o facto de amamentar, imensa gente me pergunta: "Ainda amamentas?"," Vais amamentar até quando?" e eu respondo "Até quando ele quiser." e as pessoas olham para mim com um ar de estranheza. Não dizem que faço mal e que devo parar mas fazem piadas com a situação, do tipo: "Quando ele for para a universidade lá vai ela atrás para dar de mamar.." como é possível que nos dias de hoje em que já é mais que provado que o leite materno é o melhor que não existe formula de leite tão boa como esta, ainda soframos com esta pressão social... a qual eu gosto mais de chamar pressão preconceituosa...
Eu vou amamentar até que seja confortável para os dois, por enquanto estamos muito bem :) ... o leitinho da mamã basta eu digo mesmo não a outro tipo de leite e farinhas lácteas... e não faltam argumentos para me sentir segura de que é o melhor a fazer, não há como negar os benefícios da amamentação dita prolongada, embora eu não a rotule assim, pois não existe um período ideal para o desmame, como não há um método. É fundamental considerar as condições específicas de cada criança, de cada mãe, de cada família, sem levar em conta a pressão social pelo desmame.
  
(in: http://www.amigasdopeito.org.br/?p=830)
Amamentar crianças maiores têm benefício nutricional
Pesquisas mostram que o leite materno durante o segundo ano de vida da criança continua sendo uma importante fonte de nutrientes, especialmente de proteína, gorduras e vitaminas.
No segundo ano de vida, 500ml de leite materno proporciona à criança: 95% do total de vitamina C necessário
45% do total de vitamina A necessária, 38% do total de proteína necessária, 31% de caloria do total necessária.
Alguns médicos podem pensar que a amamentação vai interferir em relação ao apetite da criança para outros alimentos. Contudo não existem pesquisas indicando que a criança amamentada têm maior tendência a recusar outros alimentos que a criança que já desmamou. Na verdade, a maioria dos pesquisadores em países subdesenvolvidos, onde o apetite de uma criança desnutrida pode ser de importância vital, recomendam que a amamentação continue para crianças com desnutrição severa.
Crianças maiores que ainda amamentam adoecem menos
Os fatores de imunidade do leite materno aumentam em concentração, à medida que o bebê cresce e mama menos. Portanto, crianças maiores continuam recebendo os benefícios da imunidade.
Claro que em boas condições de saúde, o desmame não é uma questão de vida ou morte, mas a amamentação por mais tempo pode significar menos idas ao pediatra. Crianças entre 16 e 30 meses, que ainda são amamentadas, adoecem menos e por menos tempo que as que não são.
Crianças amamentadas têm menos alergias
Está bem documentado que quanto mais tarde se introduz leite de vaca e outros alimentos alergênicos, menos provavelmente essas crianças vão apresentar reações alérgicas.
Crianças amamentadas são mais espertas
Crianças que foram amamentadas têm melhor performance na escola e maiores notas . Os autores desse estudo, que acompanhou crianças até os 18 anos descobriram que quanto mais tempo as crianças são amamentadas, maiores as notas que recebem nas avaliações.
Crianças amamentadas são mais ajustadas socialmente
Um estudo com bebês amamentados por mais de um ano mostrou uma ligação significante entre a duração do período de amamentação o ajustamento social em crianças de 6 a 8 anos de idade.  Nas palavras dos pesquisadores: “Existem tendências estatísticamente significantes para que a desordem na conduta diminua com o aumento da duração da amamentação”. Mamar durante a infância ajuda bebês e crianças a fazer uma transição gradual. Amamentação é um amoroso jeito de atender as necessidades dasa crianças e bebês. Ajuda a superar as frustrações, quedas e machucados e o stress diario da infância.
Atender as necessidades de dependência da criança, de acordo com o tempo único de cada criança é a chave para ajudar a criança a alcançar sua independência. Crianças que conquistam sua independência em seu próprio ritmo são mais seguras dessa independência que as crianças forçadas a isso prematuramente.
Amamentar crianças maiores é normal
A “American Academy of Pediatrics” recomenda que as crianças sejam amamentadas por ao menos todo o primeiro ano de vida, e por mais tempo se a mãe e o bebê quiserem. A Organização Mundial de Saúde reforça a importância de amamentar até os dois anos de vida ou mais.  A média de idade de desmame, em todo o mundo é de 4,2 anos. 
Mães que amamentam por mais tempo também são beneficiadas
· A amamentação prolongada pode diminuir a fertilidade e suprimir a ovulação em algumas mulheres
· A amamentação reduz o risco de câncer de ovário
· A amamentação reduz o risco de câncer de útero
· A amamentação reduz o risco de câncer de câncer de endométrio
· A amamentação protege contra osteoporose. Durante a amamentação a mulher experimenta uma diminuição na densidade óssea. A densidade óssea de uma mãe que está amamentando pode ser reduzida, em geral em 1 a 2%. No entanto, a mãe tem essa densidade de volta e pode até ter um aumento, qaundo o bebê é desmamado. Isso não depende de um suplemento adicional na alimentação da mãe.
· A amamentação reduz o risco de alguns tipos de câncer de mama.
· A amamentação tem demonstrado diminuir a necessidade de insulina da mãe diabética.
. Mães que amamentam têm tendência a perder o peso extra adquirido na gravidez mais facilmente.

Um bom dia para todos :)

sábado, 18 de setembro de 2010

Regras e limites para crianças dos 2 aos 3 anos

Cada criança tem o seu próprio ritmo de crescimento, não é por uma criança começar a andar tarde, aos 3 anos usar fralda, não gostar de comer, principalmente comida saudável,  não gostar de partilhar quando brinca com outras crianças e que gostaria de enviar a irmã mais nova de volta para o hospital que não é normal! Cada criança tem o seu tempo para explorar os seus horizontes.
Ela aprende a andar - e a fugir; aprende a falar - e a dizer não; aprende a construir tores - e a deitá-las abaixo; aprende a brincar com outras crianças - e a zangar-se com elas; aprende a comer sozinha- e a atirar com a comida; ela pode abraçar a mãe - ou não quer nada com ela;
Nenhuma criança nesta idade sabe exactamente o que é o bem e o que é o mal, mas uma coisa elas sabem muito bem - analisar em cada situação a atitude dos pais e através desta criar a sua visão do mundo, as suas próprias regras.
Como falei num post anterior, Annette Kast-Zahn no livro "Jedes Kind kann Regeln lernen", propôs um conjunto de regras com as quais os nossos filhos conseguem definir a sua visão do mundo. Todas elas elaboradas do ponto de vista da criança.
Hoje decidi partilhar o que a autora refere acerca das regras para as crianças entre os 2 e ou 3 anos.

  • "Eu mando!"
    • "Quando eu tiro alguma coisa das mãos de outra criança, eu posso ficar com ela";
    • "Quando eu não quero determinada comida, a minha mãe faz outra só para mim";
    • "Quando me atiro ao chão e grito, dão-me imediatamente o que eu quero";
    • "Eu sei quando preciso ir à casa de banho, mas quando eu me recuso a ir, a mamã limpa-me e veste-me uma fralda nova";
 Aprende o seu filho estes pontos em contextos semelhantes? Então ele está a aprender a regra: "Acontece sempre o que eu quero. O que acontece com os outros não importa."
  • "Os meus pais mandam com autoridade e rigidez!"
    • "Quando eu tiro alguma coisa das mãos de outra criança, levo uma palmada no rabo";
    • "Quando eu não quero determinada comida, tenho que a comer à força";
    • "Quando eu me atiro ao chão zangado, berram comigo e batem-me";
    • "Eu tenho que ficar sentado na sanita até que faça alguma coisa";
Aqui ao contrário das situações anteriores o poder dos pais domina. Os pais não tem consideração com a criança, não se importam como o que este sente. Esta postura dos pais torna a criança confusa e reprimida.

Ambos os tipos de regras mencionadas acima têm desvantagens significativas e os pais devem decidir-se por outro caminho, aconselhado pela autora, através do qual a criança aprende a assumir responsabilidades.
  • "Quando eu tiro alguma coisa das mãos de outra criança, a mamã tira-me e devolve a quem eu tirei";
  • "Quando eu não quero determinada comida, tenho que esperar até à próxima refeição";
  • "Quando me atiro ao chão e grito, a minha mãe deixa de me dar atenção";
  • " Eu não uso mais fralda mesmo que por vezes faça xixi nas calças";

A nossa postura perante as atitudes dos nossos filhos são a chave para ao seu desenvolvimento,  a criação dos seus limites e regras. Educar criando limites não é fácil, mas é muito importante como pais, sermos firmes e de confiança para os nossos pequenos, porque só assim criaremos indivíduos preparados para enfrentar a sociedade de uma forma equilibrada. E teremos o retorno, os nossos filhos repeitar-nos-ão se, se sentirem por nós respeitados.

Um bom dia para todos

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

O meu maior desejo

Antes de eu ser mãe,
Eu nunca tropeçava em brinquedos ou esquecia o texto de uma canção de embalar,
Eu não me preocupava se as plantas cá de casa eram venenosas ou não,
Eu nunca pensei em vacinação...
Antes de eu ser mãe,
nunca ninguém vomitou, babou ou fez xixi em cima de mim,
Eu estava em plena posse das minhas capacidades mentais,
Eu dormia todas as noites...
Antes de eu ser mãe,
Eu não precisava segurar um bebé a gritar para o médico examinar ou dar a vacina,
E ficar com os olhos cheios de lágrimas...
Antes de ser mãe,

Eu nunca fui feliz com um simples sorriso,
Eu nunca fiquei acordada até tarde só para ver um bebé a dormir...
Antes de ser mãe,
Eu nunca peguei num bebé no colo e fiquei simplesmente sem vontade do o deitar de novo na cama,
Eu não conhecia o sentimento de ter o coração partido em mil pedaços quando não podia parar a dor,
Eu não sabia que algo tão pequeno podia influenciar tanto a minha vida,
Eu não sabia que eu podia amar tanto alguém,
Eu não sabia que ia amar tanto ser mãe...
Antes de eu ser mãe,
Eu não conhecia o sentimento de ter o meu coração fora do meu corpo,
Eu não sabia que era tão boa a sensação de amamentar um bebé,
Eu não conhecia este vinculo entre mãe e filho,
Eu não sabia que algo tão pequeno e frágil poderia ser tão importante para mim,
e fazer-me tão feliz...
Antes de eu ser mãe,
Eu não acordava a meio da noite só para ver se estava tudo bem,
Eu não conhecia o calor, a alegria, o amor, a admiração,
o aperto no coração e a satisfação de ser mãe.
Eu não sabia que era capaz de sentir tanto - antes de eu ser mãe...

Está quase a fazer um ano que o meu "mais que tudo" nasceu, foi um dia muito difícil... em que senti o maior medo da minha vida, senti medo de o perder mesmo antes de o ganhar, senti medo de me perder... mas o meu pequeno era forte, pequenino mas muito forte e deu forças à mamã... não é um dia que eu goste de recordar por estranho que pareça... infelizmente não senti aquela felicidade que tanta mãe fala, de ter o meu filho nos braços assim que nasceu (tive que esperar 4 dias)... senti-me triste, senti que me tinham roubado o meu coração, fiquei revoltada e com medo... Mas apesar de tudo, estava a correr tudo bem  :)
Hoje sou super feliz... sou outra pessoa... sou mais forte... mais segura.... ganhei um novo sentido na vida 
Eu amo o meu filho acima de tudo... Sou mãe!!!

(hoje estou muito sentimental :) mas quando olho para esta carinha não posso sentir-me de outra forma)

Um óptimo dia

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Viver fora do país com filhos

Nos últimos tempo tenho-me questionado muito sobre viver longe da família, longe dos pais,  irmãos e amigos de longa data. Enquanto não tínhamos o Leo não era tão difícil, vivíamos aqui de forma plena e superávamos as saudades com as visitas e o Skipe e tudo corria lindamente.
Mas agora ver o Leo crescer longe da família faz-me questionar e pensar no assunto de outra forma ao ponto de ponderar largar isto tudo e voltar para perto de todos. Mas até que ponto é importante a presença diária da família (digo diária, pois eles não estão ao pé de nós mas não deixam por isso de fazer parte da nossa vida) no crescimento dos nossos filhos? Devo pensar mais nas oportunidades de futuro que posso aqui oferecer ao Leo que em Portugal serão mais difíceis, como estabilidade económica,  melhores escolas, melhor sistema de saúde, melhor futuro para ele? Ou devo ter em conta que é importante viver junto da família? Será suficiente as férias intensas e programadas dedicadas exclusivamente à família? 
Continuamos a ir a Portugal de férias e até o temos feito mais vezes e por mais tempo, falamos bastantes vezes no Skipe para desta forma encurtar as distancias, mas será suficiente? O que pode falhar no desenvolvimento de uma criança se viver longe da família?

Acho maravilhoso estar com a família toda reunida mas também é muito bom viver aqui no meu espaço, na minha casa.. Eu já moro fora de Portugal faz 3 anos e diria que hoje, não só aprendi a gostar, mas também a apreciar e valorizar a vida que tenho por aqui. 
O Leo ainda não dá sinais de que fica com saudades da família. Ele ainda não entende essa distância. Mas quando ele começar a sentir saudade, como devo lidar com isso? Será fundamental que ele entenda esta distancia e estas "perdas" momentâneas.

Hoje estou assim, só com perguntas na cabeça... viver longe da família não é fácil, há momentos que penso que é uma questão de atitude... fazer mais visitar, ligar mais vezes... outras que estou a perder a oportunidade de conviver mais com eles.
A família é importante é um pilar na nossa vida sabemos que está sempre do nosso lado quando for necessário, mas quando passamos à fase de criar nós mesmo a nossa família fica mais difícil dar atenção a todos. E quando a distancia geográfica está envolvida ainda crescem as dificuldades... Fica mais difícil criar prioridades, cortar o nosso cordão umbilical para nos concentrarmos naquele que a partir de agora se ligou a nós...

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Que regras deve e consegue o meu bebé aprender?

Um bebé quando nasce não tem ideia do que é certo ou errado, do que desejado que ele faça ou não. Mas ele está pronto para observar as reacções dos pais ao seu comportamento. Tais observações são a chave do seu desenvolvimento, da compreensão de que existem regras e limites a serem tidos em conta, no entanto os seus meios para atingir os fins ainda não têm fronteiras delimitadas.
Annette Kast-Zahn no livro "Jedes Kind kann Regeln lernen", propôs um conjunto de regras que um bebé no seu 1º ano de vida consegue aprender e com as quais este, em especial a partir dos 6 mês, consegue definir a sua visão do mundo. Todas elas elaboradas do ponto de vista do bebé.
Achei bastante interessante esta abordagem por isso aqui ficam para analisarem e claro darem a vossa opinião.
  • Eu recebo o que quero
    • "Quando eu grito, alguém trata de mim";
    • "Eu só durmo se alguém me embalar no colo";
    • "Quando eu quero recebo alguma coisa para comer, seja de noite ou de dia";
    • "Quando não como a papa ou a sopinha, a mãe dá-me o peito/biberão";
    • "Quando choro no carrinho de bebé, a mais tardar em 5 minutos estou no colo de alguém".
Aprende o seu filho estes pontos em contextos semelhantes? Então ele está a aprender a regra: "Acontece sempre o que eu quero. Os meus pais provavelmente não têm as suas próprias necessidades."
  • O que eu preciso não conta
    • "Eu tenho sempre que beber o leite todo tenha eu fome ou não";
    • "Eu tenho todas as noites de ficar na cama 12 horas, mesmo que eu só consiga dormir 10";
    • "Depois de cada refeição sou imediatamente colocado de lado, ninguém se ocupa comigo";
Em oposição com as regras anteriores aqui o seu filho aprende: "Acontece sempre o que os meus pais querem.  As minhas necessidades são ignoradas".

Ambos os tipos de regras mencionadas acima têm desvantagens significativas. Mas existe um terceiro tipo: As regras recomendadas para o 1º ano de vida do bebé:

  • "A minha mãe decide quando me deve oferecer comida e o que deve oferecer. Eu posso decidir se quero comer muito ou pouco daquilo que ela me oferece";
  • "Quando eu estou satisfeito e com bom humor a minha mãe brincar muito e de forma dedicada comigo";
  • "Quando eu choro recebo tudo o que eu preciso, se ainda continuar a chorar recebo menos atenção dos meus pais";
  • "Os meus pais ocupam-se de forma dedicada comigo várias vezes ao dia. No entanto, quando eles têm alguma coisa importante para fazer eu devo distrair-me sozinho mesmo que não goste disso";
  • Na nossa casa eu posso explorar quase tudo, mas existem coisas que eu de maneira nenhuma devo mexer";
Aprende o seu filho neste tipo de contextos? Então ele pode e consegue aprender ao mesmo tempo:
"Eu recebo dos meus pais tudo o que eu preciso, mas nem sempre tudo o que eu quero. Os meus pais respeitam as minhas necessidades, por vezes eles sabem melhor do que eu o que é bom para mim."

Segundo a autora, e com a qual eu concordo, estas ultimas são regras justas para ambas as partes envolvidas, que incluem as necessidades do bebé, mas podem por vezes também ser dirigidas contra a sua vontade. Regras que criam limites justos sem reprimir a personalidade que se está a criar.
Ela refere também contextos e regras para crianças mais velhas, um livro deveras interessante, pena que ainda não se encontre traduzido. Mas eu irei partilhando o que achei mais interessante e me fez pensar.

Tenham um óptimo dia :)

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Treinar o cérebro desde a infância - uma vantagem para toda a vida

Treinar o cérebro é óptimo não só para as nossas crianças mas também para nós adultos. Com o aumento da esperança média de vida e a maior incidência de doenças degenerativas o melhor que temos a fazer é precavermo-nos e tentarmos manter-nos o mais mentalmente-jovens possível. E treinar o cérebro é um bom exercício para todos, além de poder ser bastante divertido.
Através de jogos de pensamento como por exemplo jogos de memória além de desenvolver o cérebro, podemos conseguir que as crianças tenham menos dificuldades na escola, será mais fácil para esta aprender a tabuada, regras gramaticais, a escrever sem erros, com este treino é mais fácil e natural "gravar" nas células cerebrais de memória.
Os jogos de pensamento melhoram as interligações entre as células cerebrais. E ajudam a activar o hemisfério direito do cérebro de forma a usufruir dos benefícios contidos neste, como a imaginação criativa, a serenidade, a visão global, a capacidade de síntese e facilidade de memorizar, dentre outros. E é através de técnicas variadas poderemos estimular o lado direito do cérebro e buscar a integração entre os dois hemisférios, equilibrando o uso de nossas potencialidades. 

Sendo assim, podemos ajudar as nossas crianças desde cedo, existem imensos jogos de memória divertidos, a caminho da escola ou no passeio de domingo podemos passar o tempo de forma mais divertida. Podemos falar sobre as placas de transito, podemos contar as plantas e os animais do parque e falar sobre eles. Podemos criar imensas perguntas com aquilo que nos envolve: "Neste momento estamos a passar sobre o rio. Como se chama? Conhecemos outros nomes de rios?"
Ou mesmo aquela velha brincadeira de viagens longas, um de nó começa: "Eu fui de viagem e levei uma caneta", o seguinte diz: "Eu fui de viagem e levei uma caneta e uma bicicleta" e assim sucessivamente até termos uma grande cadeia de palavras, tornando-se difícil lembrar de tudo o que levámos de viagem.  :)
Existem também as famosas mnemónicas (por exemplo, aprender o número de dias dos meses do anos  usando a mão).

Com estes rituais de pensamento, procura de mnemónicas, descobrir e analisar o que vemos podemos divertirmo-nos bastante com os nossos filhos.
De acordo com trabalhos científicos sabe-se que crianças que desenvolvem desde cedo as interligações entre os dois hemisférios do cérebro aprendem mais facilmente. Têm pensamento lógico e intuitivo mais desenvolvido, são práticos  e sonhadores, racionais e emotivos,  captando todos os ensinamentos com mais facilidade. Isto os tornará muito mais capazes e autoconfiantes.

E se a brincar podemos construir no nosso cérebro novos caminhos, estradas e autoestradas vamos a isso... brinquemos muito. 


Um óptimo dia para todos

sábado, 4 de setembro de 2010

O que é ter filhos?

Depois da chegada de um filho a nossa vida ganha outro sentido entram em cena necessidades que antes não questionávamos. Para se sentir confiante a ponto de partir para explorar o mundo por conta própria, a criança precisa de uma base segura. Os pais precisam ser constantes, confiáveis e respeitáveis.
Desde a chegada do meu pequeno tesouro que me sinto, na realidade, outra pessoa, comecei a dar importância a outras coisas, a estar mais atenta, eu e o meu marido mudamos muito, acho que posso mesmo dizer que ficamos mais adultos. :) Antes se fossemos trocar os pneus do carro escolheríamos uns dos mais baratos, mas agora o nosso sentido de "segurança acima de tudo" levou-nos a comprar uns pneus mais seguros logo mais caros, fazemos tudo a pensar, consciente ou inconscientemente, no nosso mais-que-tudo.
Com a chegada dos filhos, nós pais "Plantamo-nos com firmeza no chão para que nossos filhos possam aprender a voar."
Diante da situação desconhecida que é ter um filho, tentamos estabelecer o máximo de segurança possível. Procuramos conter o imprevisível, organizamo-nos, estabelecemos prioridades, ficamos sérios. Deixamos para trás o que é imaturo, irresponsável, agitado, excessivo e improdutivo e agarramo-nos de garras e dentes à nossa tarefa de criar uma família. A vida familiar desenvolve-se numa atmosfera de conforto e consistência.
Ter filhos é descobrirmo-nos como seres humanos, sentirmos na pele que podemos dar tudo de nós, sentirmos que existe um sentimento de amor, afeição e carinho que não podemos medir, sentirmos que não há nada mais importante neste mundo que eles.  
Mas também é sentirmos um frio na espinha quando não encontramos soluções prontas e vivermos assustados por não saber como lidar na educação dos nossos filhos. Os filhos são um tesouro que nos torna mais afectuoso e que ao mesmo tempo nos suscitam um profundo sentimento de vulnerabilidade e falta de controle. Temos pavor de pensar na possibilidade de lhes acontecer algo de terrível ou, pior ainda, de perde-los. Eles nos mantém reféns da ansiedade permanente. Amamos muito os nossos filhos e queremos protege-los a todo custo. Queremos acertar na forma como os educamos.
Ter filhos é um viver num turbilhão de emoções... é viver sem limites de amor e carinho mas ao mesmo tempo sem limites de ansiedade, medo, preocupação...  é não ter tempo e ter tempo para amar o tempo todo...
E o que é para vocês ter filhos?

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

A partir de que idade posso dar doces ao meu filho?

Considero que sou muito rígida quanto à alimentação do meu pequeno, desde que nasceu que, dar-lhe uma boa alimentação foi uma máxima para mim. O Leo foi amamentado exclusivamente até os 6 meses e até pelo menos aos dois anos espero continuar a amamentar. Quando introduzi os legumes, as papas e a fruta fui sempre bastante atenta às origens de cada produto e também a forma como o cozinhava (uso essencialmente cozinha a vapor).
Pois, mas há quem ache que sou demasiado certinha nestas coisas, mas na verdade faço-o por gosto e esta postura até me tem ajudado a melhorar a alimentação geral cá de casa :) e o Leo é um bebé que para comer nunca vi igual, gosta de tudo e come bastante, o que me deixa orgulhosa.
O Leo está com 11 meses e quase 2 semanas e a semana passada fomos a uma consulta de rotina, estava tudo óptimo, o Leo levou uma vacina e como chorou bastante a médica perguntou-me se lhe queria dar uma guloseima que elas têm para dar às crianças, eu respondi que não, que ele ainda tinha tempo que ainda era muito novo para comer açúcar e que eu o consolava com miminho. A médica respeitou a minha decisão e até aí tudo bem... Sai do consultório e tive que passar na farmácia qual não é o meu espanto quando a farmacêutica quer oferecer uma guloseima ao Leo, mais uma vez educadamente não aceitei. Vim para casa perplexa com os acontecimentos de uma só manhã. Será que estou a andar em sentido contrário?? A partir de que idade posso dar doces ao meu filho?
Eu decidi que o Leo só irá comer doces após os 2 anos, se conseguir mais tempo melhor ainda. Se ele não for acostumado com o sabor adocicado, não vai sentir a falta. Além do mais, o açúcar, quando ingerido, fermenta no intestino, provocando cólicas e também por vezes tira o apetite da comida mais saudável. As crianças que adoram doces comem-nos desenfreadamente e podem apresentar cáries e, no futuro vão ter mais chances de desenvolver obesidade e diabetes. E como o Leo adora fruta já ingere muito açúcar do bom :)
Quando o Leo for mais velho poderá naturalmente comer doces mas de forma restrita. Alguns pais acham radical restringir o acesso ao doce a uma vez por semana, por exemplo, mas se isso for um hábito da família, a criança vai assimilá-lo de forma mais fácil. A família, mais uma vez, é a chave da questão. Se os pais gostam de doce e comem com frequência, o filho segue o mesmo ritmo.
Mas acho que a minha tarefa de evitar dar doces ao Leo vai ser complicada, com tantas ofertas... Agora ele ainda não liga, mas quando for mais velhinho? Ele não vai aceitar o doce da médica ou da farmacêutica??? Será que estou a ser demasiado rígida quanto a esta questão?
Ai, Ai ser mãe é complicado e tomar decisões também....

sábado, 28 de agosto de 2010

Tenha uma influência positiva...

Não sei se já conhecem o vídeo, vale a pena ver. Um vídeo forte mas que retrata bem a realidade...
O que as crianças nos vêm fazer elas copiam... vamos ser uma influência positiva, para um  futuro melhor.

Os exemplos valem por mil palavras...

                                       Dá bons exemplos ao teu filho e ele aprenderá boas atitudes,
Se criticas as suas atitudes, ele aprenderá a condenar,
Se incentivas as suas boas atitudes, ele aprenderá a ser confiante,
Se o humilhas, ele aprenderá a sentir-se culpado,
Se és justo, ele aprenderá a ser honesto,
Se és hostil, ele aprenderá a agredir,
Se és tolerante, ele aprenderá a ser paciente,
Se lhe deres segurança, ele aprenderá a ter convicção,
Se lhe deres tudo, ele aprenderá a ser egoísta,
Se lhe deres o que merece, ele aprenderá a ser solidário,
Se o respeitares, ele aprenderá a palavra dignidade,
Se lhe deres muito amor e carinho, ele aprenderá o conceito de FAMÍLIA



 A todos um óptimo dia :)

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Como lidar com a desilusão?

As desilusões que as crianças sofrem na escola ou no seu dia-a-dia são contraproducentes e podem afectar a sua vida e o seu desenvolvimento. O que podem os pais fazer para preparar as crianças para esses fracassos? 
A maioria das pessoas durante a sua vida têm que lidar com fracassos, estes recuos e desilusões são inevitáveis e no caso, de se ser uma criança a família só terá que estar sempre ao lado dela, ajudando-a a ultrapassar este momento de forma a esta encontrar de novo o caminho que perdeu.
A teoria é sempre mais fácil que a prática, pois cada criança é um individuo único e portanto não existem fórmulas que nos ensinem como proteger os nossos filhos contra fracassos e desilusões.

O que podemos então fazer?
Nada é mais frustrante para uma criança do que trazer da escola notas baixas ou demonstrar um desempenho ruim em determinada área. Nestes casos, nós pais não devemos nunca reagir com sanções, mas sim motivar a criança a continuar e lembrá-la das suas habilidades individuais. A escola e os professores têm também um papel muito importante nestas situações e não poderão deixar de reconhecer as capacidades da criança e de as promover individualmente. Além disso, os professores e nós devemos ajudar a corrigir o mau desempenho da criança com cuidado, evitando a todo o custo que esta se sinta inferiorizada perante os outros. Pois nada é mais desagradável para as crianças que serem confrontadas com os seus fracassos e desilusões em frente a outras pessoas, principalmente quando estas são também crianças. Devemos sempre dar-lhe a oportunidade de melhorar os maus resultados sem que se sinta como uma nódoa perante os outros.
Crianças que sofrem desilusões frequentemente tornam-se tímidas, fechadas e tristes. Experiências positivas no seu dia-a-dia ajudam a fortalecer a sua confiança. por isso é imperativo que nós pais,  perante uma situação destas, nos dediquemos a incentivar e a apoiar as qualidades que o nosso filho tem, um determinado talento, em musica ou em desporto por exemplo. Ajudar a criar, manter e solidificar amizades positivas ajudar-lhe-ão a combater a timidez. E não quero com isto dizer que devemos de ir em busca de amigos para os nossos filhos, eles deverão fazê-lo sozinhos na escola ou nos seus tempos livres, mas nós poderemos criar as situações para que esse processo seja mais fácil, ajudando-o a participar ou criar actividades em que  os amigos estejam presentes (como por exemplo: passeios ou jogos colectivos ao fim-de-semana).

É de extrema importância para o bom desenvolvimentos dos nossos filhos estarmos atentos e sabermos apoiar, confiar e dar confiança no momento em que estes estejam a sofrer uma desilusão... um fracasso. 
As desilusões e fracassos também nos ensinam a saber que não devemos desistir e sempre continuar mesmo que o caminho esteja difícil, de modo a conseguirmos atingir os nosso objectivos, os nossos sonhos.
Portanto nós pais não devemos, por mais que às vezes possa doer, deixar longe dos nossos filhos as dificuldades que o mundo possa colocar no caminho....  Devemos sim ajudá-los e ensiná-los a ultrapassá-las, quando possível evitá-las mas nunca a esconder-se delas.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Bater para ensinar

E depois da discussão que me levou a escrever os últimos dois post passou-se a seguinte situação que me fez pensar ainda mais no assunto:

Durante as férias estávamos nós na praia quando de repente um casal e uma criança de cerca de 8-9 anos que estavam ao nosso lado começaram muito aflitos a chamar pelo nome de outra criança. A filha mais nova tinha desaparecido, ela teria uns 3-4 anos. Foi uma situação de muito stress os pais correram imediatamente para o parque de estacionamento, temendo o pior e em segundos toda a gente procurava a criança chamando o nome dela. E passados uns minutos, alguém encontra a criança mesmo ali ao lado, que no meio daquela confusão brincava distraidamente na areia.
O pai pegou na criança com alguma violência deu-lhe umas palmadas e levou-a para perto das toalhas sempre a dizer-lhe que não devia ter saído da vista deles. A mãe depois daquela aflição sentou-se na areia perto da filha, disse-lhe que os tinha assustado muito para não voltar a fazer e chorou de alivio. Passado o stress os pais foram para as toalhas e a criança ficou onde a tinham deixado a chorar...

E então? Aquelas palmadas trouxeram alguma lição à criança? Seriam neste caso indispensáveis para que nunca mais se repita tal? Foram um impulso da aflição do pai? Achará aquele pai que agiu como devia?

Pois bem, não quero aqui dizer que este pai está errado, porque nestas coisas da educação nunca se sabe bem quem tem razão e o que realmente trará melhores resultados. Mas na minha opinião, a criança teria aprendido a lição só de ver a aflição dos pais e uma conversa sincera com ela ajudaria.
Mas acrescento mais, quando uma criança erra muitas vezes age-se dando palmadas ou castigos sem tentar perceber o que levou a criança a errar, no caso do post anterior, por exemplo, porque é que a criança empurou o amigo? Não existe motivo para fazer mal a alguém, isso é certo, mas e se foi em legitima defesa? Se não fosse o amigo a cair cairia ela... Nos adultos quando se age em legitima defesa existe perdão, não é verdade?
E no caso da criança que desapareceu, quem foi negligente? A criança que saiu de perto dos pais sem avisar ou os pais que não estavam a olhar para a criança?
Cada caso é um caso, cada criança uma criança e cada família uma família.... O que está certo, o que está errado cabe a cada um de nós analisar e dessa forma agir segundo os seu principios... não esquecendo como já tenho referido que somos humanos e que errar é humano mas corrigir também.

O que eu acho que faria nesta situação II

O que eu faria vai ao encontro com as vossas opiniões, faria igualzinho como a Minéia descreveu. Mas na discussão que tive sobre este assunto havia quem achasse que umas palmadas seriam mais eficientes, que uma criança tão pequena não vai com conversas e numa situação tão grave como esta tem que ficar bem gravado que o que ela fez está completamente errado. As crianças têm que ser mais velhas para irem só com conversas.
Ou seja, numa situação destas perigosa e com uma criança tão pequena temos mesmo que recorrer a palmadas.
E se fossemos a mãe da criança magoada? Teríamos a mesma opinião?
Eu quero estar completamente desacordo, mas apesar de saber que palmadas não resolvem nada, sei que podem acontecer, a mãe fica extremamente nervosa com a situação de perigosa que foi e dá uma palmada à criança, aliviando assim a sua própria aflição. Se tal me acontecesse morreria de seguida de arrependimento. Mas acredito que não exista muita gente que nunca deu uma palmada a um filho, por falta de paciência, por nervosismo ou por a situação ser de tal maneira perigosa que perdemos o controle.
Não quero educar o meu filho com palmadas, pois sei que estas não resolvem, por vezes até dificultam a situação. Conheço casos em que mães recorrem a palmadas e vejo que estas não resolvem mesmo nada. A criança não aprende que fez mal a criança fica assustada, triste e zangada, aprenderá a ter medo, a não ter confiança nos pais, pois bater humilha e não é a humilhar que se educa uma criança para um dia ser um Homem responsável e seguro de si.

O que farias nesta situação?


A situação que apresento provocou grande discussão de ideias cá em casa um dia destes. Gostaria de ter mais opiniões. Partilhem comigo.

"O seu filho está a brincar com um amiguinho, aparentemente, tudo corre bem até que de repente o seu filho ao brincar no escorrega empurra com violência o amiguinho, este cai no chão e magoa-se com alguma gravidade."

O que fariam no momento imediato que esta situação ocorresse? Como reagiriam com o vosso filho?

domingo, 22 de agosto de 2010

Obesidade infantil II

Hoje deixo aqui um vídeo muito interessante de um programa muito louvável no combate à obesidade infantil. Com uma média nacional de 32% de crianças obesas espero que brevemente este programa seja alargado ao resto do país.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Os pais não têm que ser perfeitos

Já repararam naquela mãe da publicidade de um detergente qualquer, que recebe o filho com um sorriso quando este chega a casa com a T-shirt suja de lama? Que mãe perfeita... Como é que reagiriam vocês? Provavelmente ficariam zangados de ver a T-shirt tão suja e se estivessem sem paciência como muitas vezes acontece, levantariam a voz ou colocariam o pequeno de castigo... 
Existem prateleiras cheias de conselhos de como Educar, temos muito para ler e analisar... mas quando alguma coisa corre de forma diferente daquela que lemos e acreditamos,  quando por um momento fizemos o que achamos que está errado, surgem as dúvidas sobre as nossas qualificações educacionais, batendo fundo na nossa auto-estima.
Como pais estamos constantemente a reflectir e a questionar a forma como educamos os nossos filhos e muito frequentemente ficamos agarrados à pretensão de sermos perfeitos. No entanto, esquecemos-nos que perfeito pode talvez ser uma casa, um carro, mas um Homem é um Ser não lapidado, que comete falhas, que tem alterações de humor... É assim que são os pais e é assim que são os filhos... não somos perfeitos.
Numa pequena família encontramos diferentes personalidades, características, limitações... e esta é uma boa comunidade quando todos os pequenos erros humanos que  possam acontecer não a venham a ferir num todo. A vida é nesta situação a oportunidade de crescer juntos.
Como seria aborrecida uma família de pessoas perfeitas!! Crianças que não conhecem a palavra "não" mas que sabem estar e obedecer aos pais. E pais sempre a sorrir e equilibrados, sempre pedagogicamente correctos. Respondendo as desavenças dos filhos de forma compreensiva, sendo bem sucedidos profissionalmente e conseguirem organizar a casa sem falhas. Que família esta sem vida... sem conquistas... sem desafios...
Porque temos tanto medo de errar? Porque esperamos tanto de nós, querendo alcançar o perfeccionismo?
Talvez porque o mundo em que vivemos se tornou num mundo de possibilidades e aparências, frequentemente vemos nos média vedetas, às quais as imperfeições físicas são corrigidas cirurgicamente, para cada problema parece haver sempre uma solução simples. Só nós mesmos, com as nossas dores e imperfeições, parecemos não encaixar neste mundo perfeito.
Os pais que se sentem na obrigação de serem perfeitos esperam também ter filhos perfeitos. Ter uma criança que só traga boas notas para casa, que seja boa a desporto e nas aulas de piano. Estes pais guiam a criança segundo as suas expectativas sem limites e quando esta tomar o seu caminho e por qualquer motivo não corresponder as expectativas dos pais, estes sempre poderão dizer "Fizemos tudo por ti". Dizendo isto, parece que como pais estão a exigir os juros do empréstimo que o filho concedeu a alguns anos.
Todos sabemos que não somos perfeitos e que cometemos inevitavelmente falhas, será mais honesto dizer:  "Nós não conseguimos fazer tudo o que realmente queríamos. Tentámos dar-te uma boa infância mas várias vezes atingimos os nossos limites. Tivemos muitas vezes de nos chatear contigo e com nós próprios. Mas nós gostamos mesmo muito de ti". Não acham?
As crianças não precisam de pais que "fazem tudo por elas". Elas precisam antes um honesto "Estou exausta/o demais para brincar contigo", de alguém que apesar de estar do seu lado lhe mostrou o dever  burocrático. Um ambiente acolhedor, um lugar onde ser lide uns com os outros de uma forma equilibrada e relaxante, tolerância com o outro e consigo mesmo são, na minha opinião, o clima familiar que permite que a criança cresça.

Vamos dar o nosso melhor na educação dos nossos filhos tendo consciência que somos Humanos...

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

LER + dá Saúde

Já faz algum tempo tive conhecimento deste fantástico projecto:  Ler + Plano Nacional de Leitura, o qual tem o objectivo de incentivar os portugueses à leitura. É uma iniciativa do Governo extremamente louvável.
Nas escolas, hospitais, bibliotecas é incentivada a leitura, existem uma série de livros aconselhados pelo projecto, direccionados essencialmente para crianças.
A escola onde andam os meus sobrinhos aderiu a este projecto, todas as crianças levam regularmente livros para casa para lerem com um membro da família.
Acho extremamente importante incentivar os pequenos a ler, nos tempos que correm as crianças têm demasiadas distracções, como computadores, vídeo-jogos, Internet, televisão e se não forem  orientadas e incentivadas a ler será muito difícil pegarem e viajarem por elas mesmas num livro.
Mamãs e Papás vamos incentivar a leitura, abrir a imaginação e criatividade das nossas crianças através das páginas de um bom livro... porque ler dá Saúde :)

in: http://www.planonacionaldeleitura.gov.pt/lermaisdasaude/

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Mãe a tempo inteiro e a Sociedade

Para se decidir ser Mãe a tempo inteiro tem, sem duvida de se abdicar de muita coisa tanto a nível financeiro como a nível profissional... o que pode trazer algumas duvidas e receios. No meu caso, pensei que não me iria sentir completa mas enganei-me, sou uma mãe e dona de casa realizada e feliz.
No entanto, excluída dos contactos profissionais a sensação de estar a desligar do mundo pode fazer-se sentir. é muito importante manter firme o nosso leque de amigos, sair, arranjar tempo para o casal, ler jornais e manter-se actualizada... Porque senão, não tarda só saberemos falar de crianças :)
Uma Mãe a tempo é muitas vezes alvo de criticas por parte dos outros, confrontada com perguntas do tipo: "Como és capaz? O que é que fazes durante o dia todo?", não é fácil. Eu respondo, que raramente tenho 5 minutos para me sentar no sofá, ter um bebé não se pára o dia inteiro; é um esforço que passa pela vontade de estar com os nossos filhos e dar-lhe o melhor e o confronto de ter tirado um curso durante cinco anos, estar a trabalhar e voltar a ficar em casa...
Quando se toma a decisão de ficar em casa, um dos maiores constrangimentos é, obviamente, deixar de receber um ordenado. A maioria das famílias depende de 2 ordenados e torna-se difícil prescindir de um deles. Uma mãe que pretenda tomar conta dos filhos é considerada inactiva e não tem ajudas. Em outros países como no caso da Alemanha, ser Mãe é considerada uma profissão, existem apoios financeiros, de saúde e os anos como mãe contam futuramente para a reforma.
Lamento que, ser Mãe a tempo inteiro, não seja apoiado pela Sociedade em geral, pois do meu ponto de vista só existem vantagens para todos, uma Mãe dedicada ajudará sem duvida na construção de uma sociedade melhor... de um mundo melhor...
Lamento a tendência das empresas em prolongarem os horários de trabalho, por um lado as pessoas tem receio, porque o mercado de trabalho está péssimo, e hoje em dia existem mesmo empresas em que a pessoa  é mal vista por sair a horas (o que é bom e bonito é sair fora de horas). E por outro, existem os "Workaholics" da nossa geração, gostam de ter filhos mas não se importam de os ter longas horas em colégios e amas. E a vida passa assim...
Acho óptimo que as crianças frequentem as escolas e outras actividades para evoluírem, mas a educação tem de ser em casa e não é em poucas horas que ficam disponíveis depois de um dia cheio de trabalho, cansados e sem paciência, que se educam crianças, que se dá carinho, que se dá amor e que se dá atenção...
Cada vez existem mais crianças sozinhas, crianças cujos pais têm mesmo que trabalhar e que estão o dia inteiro entregues a si próprias...
Estou convencida que muitas mulheres, se pudessem escolher, não hesitariam em ser Mães a tempo inteiro, mas, infelizmente a maior parte delas tem mesmo de trabalhar...esta é a sociedade que temos...

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

A televisão e a família

Faz algum tempo que discutimos cá em casa a presença ou não da televisão, estamos seriamente a pensar vender ou mesmo oferecer, ela raramente é usada e cada vez que o fazemos ficamos com a ideia que perdemos tempo, muito raramente se aprende alguma coisa (quando isso acontece não nos podemos esquecer que poderíamos saber o mesmo em menos tempo através de livros ou da Internet) e quando queremos ver um filme para nos divertirmos e/ou descontrairmos não há necessidade de sermos bombardeados por publicidade, passando um filme de 2 horas a demorar 3h, basta simplesmente arranjarmos um DVD.
Tenho andado a pensar no papel da televisão nas famílias, da televisão actual na qual não consigo encontrar alguma coisa que valha a pena, fiquei chocada com as novelas que passam na televisão, uma tal de "Mundo de Pati"... o que é aquilo? Acho sinceramente que programas deste tipo "burrificam" aqueles que  o vêem. Mas não é só os conteúdos que esta caixinha preta nos mostra que me deixam perplexa mas também o tempo que as pessoas passam frente a este. Acreditam que não conheço uma única casa portuguesa em que não exista uma televisão na cozinha? Quando pensei nisto fiquei chocada...
Sobre este assunto encontrei um artigo muito interessante que aconselho a leitura:

"A televisão como novo membro de família"

Dra. Lara R. Alves, Psicóloga Clínica
As famílias portuguesas estão, cada vez mais dependentes da televisão. Esta ideia, embora já bastante discutida, assume nova importância quando empresas de sondagens divulgam dados reais.

O consumo de televisão aumentou 4,6% entre Janeiro e Outubro face a igual período em 2003. Nos primeiros 10 meses de 2004, cada residente no Continente com idade superior a 4 anos, viu, por dia e em média, 3 horas, 32 minutos e 17 segundos de televisão.
É ainda importante referir que embora sejam os jovens que vêem menos televisão (comparando-os com idosos acima dos 65 anos e donas de casa), é na classe etária entre os 15 e os 34 anos que se regista uma maior subida, rondando os 10,3%.
Temos então que pensar não só no que poderá estar a levar a um aumento do consumo da televisão mas também nas implicações que advêm dessas razões e nas suas consequências para a educação dos jovens de hoje.
Para compreendermos este fenómeno, em primeiro lugar, é necessário compreender a mudança de características e de valores que a sociedade tem sofrido.
A sociedade outrora simplista, virada para o sacrifício, para a moralidade e para a palavra, está agora orientada para o consumismo, para o hedonismo (busca do prazer), para a amoralidade e para o sentir. Basta para entender esta mudança observar a evolução da banda desenhada, antigamente repleta de balões com texto e agora com apenas imagens.
Neste sentido, é natural que os jovens procurem, dentro desta ordem de ideias, estímulos e comportamentos orientados para esta busca do prazer e do sentir. A televisão aparece assim como o meio mais prático e mais barato para satisfazer esta busca.
Esta razão, por si só poderá explicar o aumento da visualização da televisão na sociedade portuguesa, no entanto existem outros factores que podem estar a influir este comportamento. É necessário avaliar até que ponto poderão os pais estar a fomentar este consumo: quantas vezes se ouvem frases como “deixa-te estar sossegadinho a ver televisão!” ou “vai ver televisão e não chateies!”.
Estas frases parecem demonstrar um profundo mal-estar familiar onde os filhos são tratados como um mal de que é necessário prevenir de contacto, eliminando o verdadeiro modo de educação, “o estar com…”, onde é essencial a relação humana ao invés de apenas co-habitação. Estes comportamentos acabam por criar assim uma cultura apreendida de consumo da televisão.
Parece ainda existir algo mais… parece que as crianças acabam por desenvolver desde uma idade bastante precoce uma “relação” de companheirismo com a televisão pois esta acaba por ser a companhia após a escola, na hora das refeições e na ajuda dos trabalhos de casa.
Não será pois de estranhar que, segundo o relatório anual da OCDE, a família portuguesa seja aquela que em toda a Europa passa menos tempo com os filhos. A televisão acaba por ser a única coisa que colmata a necessidade de segurança e de afectos que a criança necessita.
Por outro lado, é preciso ainda pôr a hipótese que a televisão poderá ser a única fonte de ligação familiar: basta pensar nas famílias em que o único contacto familiar social se rende ao serão em frente à televisão visionando a telenovela, um filme ou um concurso televisivo. Esta acaba por ser uma forma negligente de cuidar que, a longo prazo traz danos afectivos e relacionais graves.
A criança aprende deste modo a relacionar-se com os outros, comprometendo não só a socialização familiar mas também a socialização com os pares.
Sendo este o único modo que conhece de relacionamento, progressivamente, vai assimilando-o como normal e ensinando-o aos seus próprios filhos.
Passando de geração em geração, acaba-se por formar uma cultura de consumo televisivo, tornando estas questões cada vez mais problemáticas e enraizadas socialmente.
Visto que, ao que parece a televisão encontrou um lugar como um novo membro da família, é essencial debruçarmo-nos sobre o tipo de informação que esta passa para as nossas crianças. Tirando alguns programas, de um modo geral a televisão apresenta uma grelha deficiente em termos de valores e educação.
Resta-nos ter esperança que os canais televisivos adoptem uma posição de educador, orientando as suas grelhas para algo mais que programas que rasam a demência e a idiotice apostando na informação para a cultura.
A televisão acaba então, por se tornar um elemento de socialização familiar mas também de companheirismo e educação para a sociedade.
Mas a que preço? As relações afectivas e humanas tornaram-se negligentes. Todos vêm televisão em conjunto mas, intimamente sozinhos. Todos se sentam a uma mesa em conjunto, mas sozinhos com eles próprios… e com a televisão. A televisão tornou-se hoje, um elemento compensador da solidão e da falta de afectividade, quase um mecanismo de defesa que inconscientemente alastrou a toda a sociedade.
Qual a solução? Simplesmente desligar a televisão quando em família, sentar no tapete e brincar com o seu filho, transmitir os seus valores, critérios e atitudes: acima de tudo… educar e aprender a recuperar algo estrondosamente bom: os afectos.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Desafio durante as minhas férias :)

Recebi um desafio da Minéia já faz uns dias mas como estou de férias não deu para cumprir a minha missão. aqui vai agora :) 
Tenho que contar 6 coisas que vocês ainda  não sabem sobre mim.
Já escrevi sobre mim num post anterior "O primeiro selo" e não sei muito bem o que posso acrescentar... mas aqui vai o que me lembro de momento :)
1ª Gosto de analisar a minha vida ao longo dos anos, ter noção de que o tempo passa, mas no entanto, não gosto de festejar o meu aniversário, um pouco caricato;
2ª Detesto esperar por alguém , principalmente nas horas das refeições esperar que todos estejam prontos para ir para a mesa, fico muito irritada quando acontece;
3ª Gosto muito de fazer caminhadas pela floresta e acampar, embora ultimamente não o tenha feito;
4ª Ser mãe tem sido para mim uma experiência fantástica, descobri em mim uma forma de estar na vida que desconhecia;
5ª Adoro amamentar o meu "mais que tudo" é um momento único para os dois, deixa-me feliz e completamente relaxada;
6ª Sempre pensei que me sentiria realizada somente com um vida profissional em pleno mas desde que sou mãe, esta ficou em segundo plano e sabem? Sinto-me completamente realizada e feliz; 

E... desafio concluído!

Para todos os que lêem o meu blog e que escrevem um também, podem pegar neste desafio vou gostar de connhecer mais sobre vocês.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Quais as causas da obesidade infantil?

Fonte: http://enfermped.wordpress.com
Quais as causas da obesidade infantil? Numa pesquisa pela Internet encontrei imensa informação sobre o assunto que me levou a reflectir mais sobre este tema.
Em vários sites da especialidade dizem que as principais causas da obesidade  são certamente, o facto de as crianças comerem demasiado e/ou alimentos demasiado calóricos e não realizarem exercício físico regular. Acrescentam ainda que pode ser suscitada por alguns factores tais como os genes (infelizmente, algumas pessoas estão naturalmente predispostas à obesidade), questões de saúde e o sedentarismo, assim como as questões psicológicas. 
 Li ainda que "De acordo com a British Medical Association, a causa primária deste aumento está relacionada com o equilíbrio de energia: as crianças ingerem grandes quantidades de alimentos face a uma prática de actividade física reduzida".
Mas e os pais? Não serão os pais a primeiríssima causa de obesidade??? Ou estarei eu a pensar mal? Ou o facto de não ser mãe de uma criança que tenha mais autonomia na escolha da sua alimentação não me dá o direito de achar que os pais são a principal causa? Digam-me vocês mães de crianças um pouco mais velhas se estou errada. 
Sei que a sociedade em que vivemos tornou mais difícil o nosso papel, é complicado passar mais tempo com os nossos filhos, temos a publicidade a entrar todos os dias em nossa casa, os computadores, as consolas de jogos, uma menor segurança para deixar os nossos filhos brincar na rua e que tudo isto joga a favor do pior. Mas ainda somos pais, ainda temos o papel de guiar os nossos filhos pelo melhor caminho possível....
Já faz alguns anos vi uma situação que me deixou chocada até hoje, vi uma criança que não tinha certamente mais que 2 anos a beber um biberon de coca-cola.... acham normal? E para não bastar o pai dizia: "Já viram o meu filho? Este é que é homem já bebe um biberon de coca-cola." nem dá para acreditar... E eu na altura fiquei calada, completamente bloqueada, também o que se poderia dizer numa situação destas, em que um pai se julga o maior mesmo estando a ser tão negligente... 
Quando trabalhei como professora fiquei também perplexa com os lanches que as crianças levavam para a escola, ao meio da manhã comiam batatas fritas de pacote, chocolates, pastilhas, isto diariamente... e eu questionava-me quem teriam preparado aquele lanche. Uma mãe???? 
Estes são só exemplos da ideia que me passou pela cabeça e que queria partilhar e saber a vossa opinião.
Somos ou não, como pais, responsáveis pelo que os nossos filhos fazem? Somos ou não, responsáveis pelo que eles comem?
Muitas vezes se ouve falar de Educação Alimentar nas escolas, nos meios de comunicação mas nunca vi os pais a serem responsabilizados....

Um lindo dia para todos...

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Amor e bons exemplos chegam?

O Amor é o mais importante sentimento que podemos dar aos nossos filhos, seguido dos bons exemplos que devemos transmitir o mais frequentemente possível. Com este dois pilares podemos seguramente construir uma educação sólida. Não se faz educação sem amor e exemplos...
Existem crianças que aparentemente o amor e os bons exemplos que os pais lhes dão são suficientes para os tornar responsáveis. amorosos e felizes. Estas crianças aprendem cedo através de bom-senso a aceitação de  limites sem se revoltarem, as chamadas "crianças que não dão trabalho". No entanto, eu conheço muito poucas crianças assim. Com a maioria das crianças as coisas não são tão simples.Amor e bons exemplos são sem duvida essenciais mas não suficientes.
O filho de uma amiga minha tem 2 anos e sempre foi uma criança sem problemas de maior mas desde algum tempo tornou-se rebelde e mau para os amiguinhos da escola, agora aprendeu não sei bem onde a morder as suas vitimas, está completamente irreconhecível ele nunca tinha batido ou mordido outras crianças. A mãe está muito triste e sem saber o que fazer, ele sempre foi uma criança adorável a quem nunca faltou amor, tempo, bons exemplo e mesmo limites definidos. Porque ficou ele assim? Mesmo estando os pais a dar o seu melhor?


Como podemos impedir os nossos filhos de fazer coisas que não se deve fazer? Como os podemos convencer a fazer coisas que não querem - ou seja, as tarefas e obrigações que os pais acham importantes e necessárias? O que podemos fazer se todas as boas palavras e exemplo até agora foram insuficiente e sem efeito?

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Quando dizer NÃO!

Para complementar o post anterior a Cora deu uma ajudinha :)

É este tipo de situações de desobediência e birra que quero evitar por isso me preocupo desde já com a Educação do meu pequeno.
Educar é complicado e não tem fórmulas próprias mas temos que ser firmes, através de uma comunicação sincera e atitudes firmes.
As crianças de hoje em dia mostram-se cada ver mais indisciplinadas, talvez se deva ao facto de os pais passarem cada vez menos tempo com os filhos e quando estão com eles querem dar-lhe tudo para os fazer felizes esquecendo-se, por vezes, que estes momentos acabam por ser um "ceder a tudo" para que a criança olhe os país como " os porreiros" os país fixes e não os pais que os Educam e criam limites que os orientam para a vida.

Ao longo do tempo fomos passando de crianças que viam os país como uma autoridade para crianças que têm o Rei na barriga, são elas que mandam. E este tipo de educação tem-se vindo a reflectir nas escolas, frequentemente somos deparados com noticias de indisciplina na sala de aula, e porque é que isto acontece? É o professor que está a falhar na Educação? Na minha opinião esta está é a falhar em casa, na família.
Será que os pais de hoje se esqueceram das funções de educadores?
Repreensão é função dos pais e é muito importante no processo de educação e esta é feita através da dedicação e também dos limites.
São precisos pais mais disponíveis, abertos que discutam, orientem e saibam dizer "Não".
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