sexta-feira, 27 de maio de 2011

Dica 100% Natural - Para aliviar a tosse

Por aqui estiveram uns dias de muito calor e desde ontem voltou a ficar fresquinho com muita chuva à mistura, resultado: o Leo está como muita tosse hoje.... :(
É a segunda vez que ele tem tosse, mas desta vez é daquela irritante que nem o deixa dormir bem...
Então aqui em casa para aliviar resgatei uma receitinha caseira, aqui fica para quem precisar. Os resultados estão comprovados, tomei durante a gravidez e já dei ao Leo e verificaram-se sempre melhoras :)

Receita para aliviar a tosse
1 cenoura
1 colher de sobremesa de gengibre ralado
1 colher de sobremesa de cebola ralada 
4 colheres de sopa de mel

Ralar a cenoura muito fina, juntar os restantes ingredientes e ferver por 2-3 minutos. Deixar arrefecer e dar 3 a 4 colheres de sopa por dia (antes das refeições principais e antes de dormir). 

E vocês também usam receitinhas caseiras para os vossos filhotes?

Bom fim de semana

Problemas a comentar!!!

Amiguinhos acho que estou com uns problemas técnicos aqui no blog... já recebi 3 queixas por e-mail de que está impossível comentar os meus post...
Logo eu que gosto tanto de saber a vossa opinião. Fico tão contente quando abro o e-mail e tenho comentários para ver ;) E mais chato ainda é que sem comentários não à partilha de opiniões, discussão de ideias e troca de miminhos :)
Já alterei aqui umas definições mas não sei se o problema continua... avisei-me se tiverem dificuldades, ok???

Bom fim de semana!

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Criança independente: "Ajuda-me a fazer sozinho"

Com a chegada do 2º aniversário a criança começa a querer ser mais independente, começa a ter capacidade para isso mas como em todas a fases do seu desenvolvimento precisa do nosso apoio, da nossa compreensão, paciência e calma... Este é um momento crucial para a criança construir o seu espaço e o seu momento de brincadeira sem ter que estar sempre junto da mamã e do papá.
O Leo sempre foi uma criança que requisita muito a nossa atenção, não gosta de brincar sozinho, mas começa a entender que existem momentos que a mamã tem outras coisas para fazer e ele tem que se ocupar sozinho.
Ouço muitas vezes mães a lamentar-se que o seu filho não consegue brincar sozinho (ok o Leo só brinca sozinho por 15 min no máximo), que o pequeno quer sempre que a mamã brinque com ele (compreensível  com companhia é bem mais divertido), que não consegue fazer as tarefas da casa sem que ele esteja sempre a seu lado, que se ele fica sozinho 5 minutos começa a chorar (aqui também é assim).
Estas coisas também acontecem cá em casa mas estão a tornar-se cada vez menos frequentes , pois o Leo está cada vez menos dependente... cada vez mais um rapazinho capaz... mas para que ele se torne ainda mais capaz precisa da minha ajuda.

O que considero muito importante, nesta nova fase do seu desenvolvimento é deixá-lo respirar, é não estar sempre ao seu lado, é deixá-lo construir o seu próprio espaço.
Tentar ao longo do dia não estar sempre a postos para satisfazer os pedidos do pequeno. O que não quer dizer, naturalmente, que a estratégia é deixa-lo sozinho e ele que se vire, mas sim quando ele quiser alguma coisa tentar contrapor o pedido com perguntas de forma a ele próprio tentar resolver o seu problema, chegar a uma solução para a sua necessidade. - Seguindo a máxima: "Ajuda-me a fazer sozinho"  e não "Faz por mim".
O Leo está a deixar de ser um bebé e esta transição tem que ser feita também por mim mãe, não é verdade?

Por exemplo, ele quer mas não consegue calçar o sapato sozinho ou ele quer construir alguma coisa com os Legos e a sua construção cai, aí chama a mamã para que ela faça por ele, tornando tudo mais fácil.  A melhor estratégia será perguntar-lhe: - "O que queres mesmo fazer?" "Se queres fazer uma torre, que tens que fazer primeiro? Construir a base com umas peças maiores, não é? - O que quero dizer é que os nossos pequenos tem que aprender a se sentir seguros a fazer, a experimentar sozinhos, e nós temos agora a função mais do que nunca de os orientar. Deixámos de os servir para os guiar - "O que queres fazer agora?", "Para isso o que tens que fazer primeiro?", "Se queres calçar os sapatos sozinho o que tens que fazer primeiro? Tens que abrir as correias, enfiar o pé e colar as correias novamente". - Vamos guiar, mostrar como se faz e aos poucos ele conseguirá fazer sozinho.

As crianças conseguem, a maioria das vezes, fazer mais do que nós achamos, eu fico muitas vezes de boca aberta com a velocidade que o Leo aprende. É importante, a meu ver, deixar que as crianças experimentem, errem e treinem a sua concentração, paciência e persistência. Para que aos poucos se sintam capazes de fazer sozinhos.
Momentos como o lavar os dentes, colocar a pasta na escova, às refeições tentarei comer tudo sozinhos, na hora de arrumar os brinquedos, ensiná-lo onde fica o quê. - Eles conseguem fazer isto tudo mas é bem mais confortável se a mamã ou o papá o fizerem sempre por eles. E é neste ponto que deveremos estar atentos. Não vamos abandonar os nossos filhos porque deixaram de ser bebés, mas vamos começar sim a caminhar a seu lado orientando, guiando....Tal requer também força da nossa parte, pais, em ficarmos em segundo plano e deixarmos fazer, o que muitas vezes demorava 5 passa a demorar 20 minutos, mas são passos essenciais para o desenvolvimento do pequeno, para a sua autonomia. E também para nós, para com isto construirmos os momentos em que ele se ocupa sozinho nas suas brincadeiras e os momentos nos quais estamos de corpo e alma com eles.
Naturalmente nem todas as tarefas resultam sempre ou resultam bem mas não deixam de ser uma base para a construção da sua independência segura e confiante.
Não esquecendo que são crianças, que precisam de tempo e da nossa paciência e respeito pelo seu esforço, pelo seu fracasso e pelas suas conquistas.
Se a criança é capaz fica muito orgulhosa de si mesma  e podemos elogiá-la dizendo que fez muito bem, que esteve muito bem.

Ao ajudar os nosso filhos a realizar as suas tarefas do dia-a-dia estamos a ajudá-los a ocuparem-se sozinhos e é neste momento que eles precisam da nossa orientação. Se vamos, por exemplo, arrumar a casa e queremos que ele se ocupe sozinho pode ser uma tarefa dificil para ele. Podemos dar-lhe um pano e dizer-lhe para nos ajudar a limpar, mesmo que não seja uma ajuda vai deixa-lo satisfeito por saber que pode ajudar, ou então dizer-lhe com o que deve brincar o que deve fazer enquanto nós não podemos brincar junto. O essencial é deixar-lhe claro que assim tem que ser que agora nós estamos ocupadas em algo mas que quando acabarmos poderemos brincar juntos (é muito importante também não faltar à promessa)


Quando as crianças são um pouco maiorzinhas podemos construir estes momentos com rituais, por exemplo depois de almoço ele vai para o quarto, ou para o espaço onde brinca, damo-lhe uma tarefa. Podemos mesmo ter uma caixinha para este momento com um livro de pintar ou outros brinquedos com os quais ele se deve ocupar por uns 15 minutinhos sozinho, para ser mais fácil para a criança é boa estratégia ter um relógio de ponteiros e explicar-lhe até quando deve brincar sozinho, ele se sentirá mais seguro se tiver objetivos delineados. E nós teremos 15 minutos para relaxarmos, tomarmos um café e recarregarmos energias para acompanharmos com toda a disposição o nosso pequeno o resto do dia.

Todas estas dicas parecem muito fáceis assim aqui escritas mas a realidade não é fácil, principalmente para aquelas mães com mais do que  um filho pequeno em casa. Mas acredito que ensinarmos os nossos pequenos a se ocuparem sozinhos os tornará mais independentes e confiantes e dar-nos-à mais tempo também para nós mesmas recarregarmos energia.

E vocês que acham?

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Bolinhos saudáveis!!!

A pedido de muitas famílias ihihih :) inauguro hoje o espaço Culinária. Para quem não me conhece, eu adoro cozinhar e inventar na cozinha (a minha mãe diz muitas vezes que eu devia editar um livro de culinária), então acho que faz todo o sentido este espaço, espero que gostem.
Não sei se, se trata de uma questão de cultura, mas as minhas amigas "mamãs" aqui na Alemanha admiram-se com a alimentação que o Leo tem. Dizem ser muito cuidada e trabalhosa... eu digo que é equilibrada e prazentosa  :) E além das refeições principais que se comem cá em casa é preciso muita imaginação para fazer os lanchinhos diários que não façam o pequeno ficar com vontade de roubar os bolinhos hiper-mega-industrializados (feitos para se comerem também com os olhos) que o coleguinha do grupo de brincadeira come...
Se sou mãe a tempo inteiro e se me dedico à educação (e a educação alimentar também faz parte, não é verdade?) do Leo quase em exclusivo tenho o dever de lhe proporcionar o melhor que posso (já que o pequeno ainda não sabe cozinhar eheh)... e com isto acaba por toda a família se alimentar de forma mais saudável também. Sei que para quem trabalha fora por vezes fica dificil, mas espero ajudar um pouco com as minhas receitas.

"Bolinhos saudáveis" soa a qualquer coisa não muito deliciosa, não é verdade?
Bolinhos sem açúcar, sem gordura, sem sabor... Mas estão enganados, pois os bolinhos que se seguem além de serem ricos em nutrientes são uma delicia - o Teste já foi feito e o Leo deu nota máxima ;)

Antes de vos deixar com a receita quero partilhar o meu segredo de como é possível fazer bolinhos saudáveis e muito saborosos, para as crianças, eu sigo 4 princípios:
  1. O doce não precisa vir do açúcar:  Açúcar seja branco, amarelo ou castanho oferece ao corpo só calorias "vazias", minerais, nutrientes??!!! não existem. Ou seja, numa alimentação saudável para crianças o açúcar não encontra um lugar muito confortável. Mas ainda bem que existem alternativas para adoçar os bolinhos e além disso oferecerem nutrientes que as crianças precisam diariamente.  O mel é uma ótima alternativa, constituído por açucares simples, minerais essenciais (Ca, Cu, F, K, Mg entre outros), por cerca de metade dos aminoácidos existentes e vitaminas (complexo B, vitamina C, D, E) substitui muito bem o açúcar (mas atenção: apesar de suas propriedades o mel não pode ser consumido por crianças com idade inferior a 1 ano, devido a possibilidade de contaminação pela bactéria Clostridium botulinum, o sistema imune da criança nesta faixa etária não possui capacidade imunológica para destruir o microorganismo), outras alternativas para adoçar são o xarope de Ácer ou xarope de Agave ambos extraidos de plantas mas não tão económicos.
  2. Frutos secos são doces e saudáveis: passas, damasco, tâmaras ou Cranberries (uva-do-monte) são óptimas opções. Eles têm como os frutos frescos muitas vitaminas e minerais mas são mais concentradas em doce. Com frutas secas inteiras ou trituradas a massa de qualquer bolinho fica mais doce e apetitosa.
  3. Produtos integrais saciam:  Farinha integral tem mais vitaminas e minerais que a farinha normal, além de ter muitas fibras, o que é ótimo para um bom funcionamento intestinal e para a saciedade, a vontade de comer algo doce não volta tão rápido. - Se usares farinha integral em substituição da farinha normal deves acrescentar em cerca de 20% a porção liquida da receita.
  4. Gordura saudável também existe: nozes, amêndoas ou avelãs contém além de ácido fólico e vitamina E uma grande percentagem de gordura mono-insaturada (saudável e de fácil digestão) a famosa ômega-6.
E depois de tanta teoria... aqui fica a primeira receita. Espero que gostem. E olho que não é só para crianças :)

 - Bolinhas de amêndoa -
 
Ingredientes:  
                200g de mel;
                2 ovos biológicos;
                350 g de  amêndoa ralada;
                1 maça;
                1 vagem de baunilha (opcional)
                meia chávena de amêndoa em lascas (opcional)

Procedimento:
Misturar bem o mel com os ovos. Ralar a maçã e misturar com a amêndoa, adicionar à massa de mel e ovos e mexer bem até ficar uma massa homogénea. Por fim juntar a baunilha.
Com as mãos húmidas fazer pequenas bolas com a massa e colocar numa forma forrada com papel de ir ao forno e enfeitar com a amêndoa em lascas. Acender o forno a 180ºC e colocar os bolinhos durante 20 minutos (não deves pré-aquecer o forno). Ao fim baixar um pouco o forno para que os bolinhos não fiquem muito dourados e deixar mais 15 minutos .

Dica: em vez da maça podes usar frutos secos (por exemplo damascos, tâmaras ou passas) trituradas em um bocadinho de água.

BOM APETITE!!

 Nota: Para aqueles que não gostam de mel e acham muito dispendioso os xaropes que referi o açúcar mascavado é a melhor opção.


Bom fim de semana

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Amamentação: as delícias e as dificuldades

E porque eu aqui já deixei bem claro o que é para mim amamentar... e porque gosto muito de um post que fiz faz uns tempos, que me saiu num momento rico de inspiração... deixo-o aqui novamente para não deixar passar esta blogagem colectiva :) proposta pela Ananda do Projecto de mãe. (lá no cantinho da Ananda podem encontrar a lista de quem participou com textos lindos e testemunhos admiráveis).

Selinho by Joana Heck   

Sabes aqueles sapatos altos lindos que compras para uma festa e que combinam exactamente com o teu vestido? Aqueles em que ficas maravilhosa? Aqueles em que te sentes poderosa? Em que é dificil manter o equilíbrio mas por ter sentires a mulher mais linda apanhas logo o jeito. Sentes que as pessoas olham para ti e sorriem, porque toda a tua beleza está ali, desde a tua cara de satisfação à beleza dos sapatos.
Mas que passado 10 minutos da festa começam-te a fazer umas dores nos pés. Daquelas dores chatas, que faz ferida? Sim, esses sapatos que apesar de te magoarem não vais descalçar, não vais desistir. E sabes porquê? Porque além de te fazerem elegante, linda, poderosa. fazem-te bem ao ego, à auto-estima.
E aguentas mais umas horas, esqueces a dor e divertes-te. É uma dor menor, comparada com a alegria do momento, podes até colocar uns pensos rápidos nos dedos e no calcanhar e... óptimo a dor passa. E então podes dançar, passear pela festa e manter o teu sorriso, nada podia estar melhor. Uma festa linda e tu a sentires-te completa.
Pois é... usar sapato alto e novo é para mim comparável a amamentar. (prontos, podem chamar-me nomes, dizer que fiquei maluca e não digo coisa com coisa... eu aceito :) )
Amamentar doi, sim. Pode doer muito. Amamentar exige muita força, principalmente nos primeiros tempos em que o nosso corpo ainda não se adaptou, mas passa, depois de algum tempo deixa de doer. Cheguei a evitar gemer de dor com o Leo a mamar, para que ele não sentisse que eu sofria... mas passou (foram os 1ºs 4 meses, mas sabes que já nem me lembro)...
Mas amamentar também me faz sentir poderosa - ver um ser tão pequenino chegar aos 6 meses grande e gordinho só com o meu leitinho não tem sensação melhor. Amamentar aumenta a tua auto-estima, sentes-te linda. 
O sentimento que tenho de amamentar não é dos tempos dificeis, longe disso, o que fica é os momentos maravilhosos, o olhar de bebé recém-nascido fixado em mim, o sorriso... e agora que ele é mais crescido ficaram especialmente maravilhoso, estes momentos só nossos:
O Leo pára de mamar e diz: "É bom.... deícia" (delicia!!) - não é de morrer de amor :)
E quando ainda a mamar eu pergunto: - "De quem é o leitinho, amor? - ele responde ainda a abocanhar o meu peito: - "É meu" :)
Além de todas as vantagem que já conhecemos a níveis de saúde, amamentar é bom para a alma, para o nosso equilíbrio... É uma opção sim, não condeno quem usa sapato rasteiro com um vestido de noite... mas certamente são de acordo que combinaria melhor um sapato alto e elegante...
Amamentar é para mim um deixar de estar grávida gradual.... faz parte... combina.
E sei que há casos de quem não consegue amamentar, tenho consciência disso, existem casos bem próximos de mim. Mas também sei que a falta de apoio e informação desencadeia essa não possibilidade. A facilidade em preparar um biberão com LA não se compara à capacidade, paciência e força que temos que ter para começar a amamentar. Sei que existem, felizmente raramente, distúrbios orgânicos que não deixam o nosso corpo reagir naturalmente. Para essas mães deixo o meu abraço, não se sintam menores ou culpadas por não o terem feito... não deixam por isso de ser menos mães. E certamente poderão sentir-se belas e maravilhosas nesta "festa de ser mãe" em outras situações e etapas de desenvolvimento dos nossos tesouros.
Amamentar é além de nutrir, é começar a Educar Sentimentos...
Hoje estou assim, como quem vive numa festa, sentindo-me linda e completa, com a auto-estima em alta...

segunda-feira, 16 de maio de 2011

As forma de distribuir carinho III

Como já defendi aqui e aqui existem imensas formas de distribuir carinho :)
E quando distribuimos carinho e ao mesmo tempo estamos a fazer algo que nos faz bem, que nos relaxa e nos deixa satisfeitas melhor ainda não é!!
E porque ser mãe é ser uma infinidade de coisas, aqui do velho se faz novo, com uma camisa que o papá já não vestia (e que ainda estava nova)  fiz um chapéu de "Pirata com pala"... eheheh (só chapéu de pirata não ajudava muito na protecção do sol nos olhos :) ) E assim protege os olhos e o pescoço de possíveis queimaduras solares.
E então, aqui partilho a minha última criação e o Leo adorou.



Fotos tiradas mesmo ao lado de casa na margem do rio Isar... é maravilhoso viver numa cidade tão grande como Munique e ter ao mesmo tempo a natureza à porta de casa.

Uma óptima semana para todos

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Educar a autoconfiança e a autoestima

A autoestima e a autoconfiança são as ferramentas mínimas para o ser humano ser capaz de levar a vida de forma saudável e feliz, enfrentando todas as dificuldades, resistências e frustrações.
Autoestima é auto-amor, é aceitar quem somos, é gostar de nós mesmos... é compreender-me, acolher-me e aceitar-me do jeito que eu sou e da maneira que eu estiver em cada momento e situação da minha vida.
Autoconfiança é confiança em mim, força de vontade, é crer que eu sou capaz, que eu posso, que eu consigo, que eu tenho capacidade e disposição para ir em frente, para aprender o que eu não sei, para reconhecer e aproveitar as oportunidades, para ultrapassar os obstáculos que surgem, para superar meus bloqueios e para vencer minhas limitações.
É por isto que defendo que viver sem estes dois não é ser feliz, não é estar bem. E se não estamos bem, nós ou as nossas crianças, temos que fazer alguma coisa e não cruzar os braços...
Primeiro o que temos a fazer se achamos que os nossos filhos não se sentem confiantes é olhar no espelho, sim no espelho.
Quantas vezes eu já disse por aqui que é com exemplo que se educa???!!! 
Sinto-me confiante??? Gosto de mim??? Se sim, certamente estarei a conduzir os meus filhos no bom caminho, e eles ganharão estes sentimentos com um pouco de atenção e incentivo da nossa parte, se não... tenho que tomar uma atitude. Pois se nós mesmos não nos sentimos confiantes como poderão se sentir os nossos filhos.
Se as raízes não têm confiança e autoestima como poderão os frutos se alimentar!!!!

Nós sentimos o que pensamos. A nossa autoestima é o resultado dos nossos pensamentos e atitudes. E se a nossa autoestima for alta teremos certamente mais confiança nas nossas habilidades. Em geral: quanto mais positiva a nossa autoestima e autoconfiança for, mais bem-sucedidos podemos ser e podemos lidar melhor com as pessoas, os problemas e a vida... E a base para nossa auto-estima é certamente definida na infância.
Como pais e professores, temos uma grande influência sobre a auto-estima de nossas crianças. A base para a auto-estima, dizem os especialistas, é formada nos primeiros 6 anos de vida. A experiência que fazemos nestes primeiros anos dão forma à nossa autoestima-essencial. Mais tarde os colegas também terão um grande impacto, mas com uma base solida não é com eles que grandes alterações ocorrerão.

Como podemos então ajudar na formação de autoconfiança nos nossos filhos? (aqui ficam algumas dicas que acho essenciais)
  1. Quanto mais positiva for a autoconfiança e autoestima dos pais maior será a das crianças, então sê um bom modelo, trabalha e reforça a tua autoconfiança e autoestima;
  2. O elogio e reconhecimento é a forma mais fácil e rápida de aumentar a autoestima de uma pessoa, elogia pelo menos uma vezes por dia o teu filho (o comportamento, por exemplo, e se o teu filho dificilmente se comporta de forma excelente, elogia o melhor que ele conseguiu e ele aumentará o seu nível a cada dia, não precisa ser o perfeito mas sim o melhor), elogia também as tentativas de fazer algo, se o teu filho tentou já foi positivo; 
  3. Pega no teu filho ao colo pelo menos uma vez por dia para lhe dizeres o quanto gostas dele, o quanto estás feliz por ele existir; 
  4. Evita criticar e caso o faças critica a ação não a pessoa, por exemplo, diz-lhe que o amas mas que o seu comportamento te chateia muito;
  5. Mostra ao teu filho que ele pode controlar os seus próprios sentimentos, se ele se sente triste podes-lhe pedir que feche os olhos e pense em algo bonito que já lhe aconteceu, ou que pense numa situação em que já teve orgulho em si mesmo por ter conseguido algo, ajuda-o a relembrar estes momentos que o fizeram sentir-se confiante. Explica-lhe que não são os sentimentos que o comandam mas sim os seus pensamentos e ideias;  

A autoestima e autoconfiança positivas são as principais razões para uma criança atingir um estado mental estável, que lhe permita confiar em ser capaz de lidar com a vida e lidar com a rejeição dos outros. Valorizar a si mesmo e as suas ações. Sentir que tem um lugar no mundo...


E tudo isto com uma "pitada" (uma grande pitada :) ) de carinho e atenção dos pais estará o caminho aberto para um futuro com pernas para andar...

Uma ótima semana para todos

quinta-feira, 5 de maio de 2011

terça-feira, 3 de maio de 2011

Educar do medo à autoconfiança

Quando a criança pequena demonstra medos que aos nossos olhos parecem demasiado estranhos ficamos naturalmente inseguros. Medo de um brinquedo novo, medo de um ruído... durante muito tempo o Leo tinha um medo enorme do aspirador nem precisava estar ligado se ele o visse chorava e gritava com um verdadeiro e sentido sentimento. A minha estratégia foi deixar que ele mesmo lidasse com seu medo, expliquei-lhe o que era aquilo, para que era usado. E pouco a pouco o Leo foi-se sentindo mais confiante até ao dia que o encontrei a tocar no aspirador explorando-o, não disse nada, deixei-o ali com os seus pensamentos e desde esse dia o Leo não tem mais medo, ele não gosta mas não tem medo.
O medo faz parte da vida, não é verdade? Devemos saber lidar com ele...

Uma vez numa conversa com uns amigos sobre as diferentes formas de medo houve um deles que disse: "Eu não conheço o sentimento de medo." E eu fiquei perplexa, não sabia se devia felicitá-lo, lamentar ou simplesmente não acreditar no que dizia. Decidi por lamentar. Eu sei dar valor ao meu medo, sei apreciar o seu valor. Quando criança eu tinha medo de ficar sozinha em casa, de participar na sala de aula, mas eu aprendi com estes medos, aprendi a lidar com eles e através desta aprendizagem ganhei autoconfiança. O medo também me ajudou a reagir adequadamente em situações dificeis. O medo faz parte.
Claro que nem todas as pessoas têm os mesmos medos ou sentem medo com a mesma intensidade. O medo faz parte das características psicológicas de cada um, tem o objetivo de nos proteger contra os perigos com que nos deparamos ou longo da vida.

Para os nossos filhos o medo é também uma parte do seu desenvolvimento saudável. Eles estão nos seus primeiros anos de vida e são confrontados diariamente com situações novas que podem aos seus olhos serem ameaçadoras. Dependendo da personalidade, sensibilidade e imaginação da criança o medo pode-se manifestar com intensidades diferentes. Mas também faz parte, são medos diferentes dos nossos naturalmente, mas são medos válidos e como em tudo temos que ter a sensibilidade de os olhar com os olhos de uma criança e não desvalorizá-los à luz da nossa compreensão do mundo.
E mais uma fez muitos medos não passam de uma fase, como é o caso do medo da separação e da perda que vão enfraquecendo e desaparecendo gradualmente. Só no caso de a criança demonstrar medos que cada vez se tornam mais fortes e se solidificam tornando-se limitações no seu dia-a-dia, interferindo na sua saúde deveremos procurar ajuda profissional, mas nestes casos passamos para outro campo mais complicado que são as fobias.

No entanto, banalizar o medo que a criança sente não é boa estratégia. Devemos num primeiro passo falar abertamente com o nosso filho sobre os seus medos. A criança vai acalmar-se, vai sentir que é levada a sério. Devemos falar sobre medo e incentivar o nosso filho a descrever o que sente, a descrever os seus sentimentos de medo e ansiedade. Nunca confrontá-lo com o medo mas sim deixá-lo à vontade para ele próprio quando se sentir preparado o enfrentar.

Existem rituais com vertentes positivas, que podem ajudar as crianças em idade escolar, crianças que enfrentam medos e que mesmo entendendo-os não se sentem capazes de os ultrapassar sozinhas. Pequenos rituais como bater as palmas quando sentem esse medo, fechar as mãos com força e contar até dez... por vezes pode ajudar se fizerem um desenho descrevendo o que sentem, uma encenação do medo ou exercícios de relaxamento como por exemplo ioga.

Em caso algum devemos inferiorizar a criança por sentir medo, não devemos dessuadi-la, frase do tipo "Tu não precisas ter medo" não trazem resultados positivos. A segurança e aprendizagem na primeira infância são os pilar para o desenvolvimento saudável. Todos os relacionamentos posteriores serão baseados nelas.
Se nós pais permitirmos que os nossos filhos enfrentem os  seus próprios medos, sem super proteger estaremos a oferecer-lhes segurança, autoconfiança. E uma criança com autoconfiança ultrapassará posteriormente as situações stressantes e ameaçadoras da vida com mais facilidade.
E acredito que se deixarmos os nossos filhos explorar sem super-proteger sem lhe mostrar o nosso próprio medo ou a nossa própria ansiedade com o seu desenvolvimento, estaremos a construir as melhores cartas, as melhores ferramentas para que um dia o nosso filho possa dizer: "Os meus pais foram para mim um porto seguro onde eu sempre me pude ancorar".

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Tempo sem a mamã (4ª parte) - A atitude que tomamos é o nosso destino

Faz 1 mês que o Leo vai 3 dias por semana por cerca de 2 horas por dia ao infantário do Fitness-studio onde a mamã tem um tempinho para ela e para o seu corpinho :)
Pois posso dizer-vos que não foi fácil, o Leo esteve até aos 18 meses exclusivamente comigo, 24 horas por dia,  ficar com pessoas que não conhece foi um problema, para ele e para mim...
Mas apesar da pausa de uma semana, quando ele esteve doente, que não ajudou nada no processo de adaptação, hoje ele fica quase sempre sem chorar e mesmo quando chora acalma-se bastante rápido. Posso considerar que a adaptação está no ótimo caminho :)

O que ajudou no processo de adaptação:
- Conversar muito com o Leo, sempre que vamos para a escolinha (nome que demos para tornar a coisa mais carinhosa :)) explico que ele vai ficar lá enquanto a mãe vai fazer ginástica, que ele não precisa chorar;
- Falamos frequentemente em casa sobre a escolinha os brinquedos que lá existem, sobre as professoras, dizendo sempre o nome delas, para que o Leo se sinta o menos possível num lugar estranho;
- Nos dias que vamos, a conversa ao jantar passa por contar ao papá como correu o dia na escolinha o que fez e com o que brincou;
- Quando chegamos na escolinha fazemos sempre o mesmo ritual, o Leo tira o casaco e os sapatos, senta-se na mesinha e faz um lanchinho e eu vou embora (a primeira vez que ele, quando eu fui embora, em vez de chorar se virou para mim e disse "Até já mamã" fiquei triste acreditam???!!! Ser mãe é muito dificil... queremos que os pequenos sejam independentes e ao mesmo tempo queremos que eles se sintam agarrados a nós para sempre. Mas é claro que estou super feliz por ele já se sentir bem por lá e aliviada);

- E o mais importante de tudo e que acredito que tenha sido o ponto crucial para a boa adaptação foi a minha atitude. Considero que nas primeiras semanas eu transmitia ao Leo, mesmo não querendo, que estava insegura, que embora soubesse que ele ficava acompanhado com pessoas muito competentes, eu no fundo não queria deixa-lo, sentia-me a abandoná-lo.
Hoje sei que esse deveria ser o primeiro passo, antes de querer que o Leo se adaptasse a esta nova etapa sem a mamã deveria ter sido eu a adaptar-me. E foram os vossos comentários, as vossas dicas que me deram essa força. E a minha atitude mudou muito.

Obrigada Cora, o teu comentário fez o verdadeiro clique na minha cabeça, como tu mesmo disseste "Quando começar a deixá-lo sem "culpa" ele também ficará melhor" "Você precisa passar confiança para ele" e foi isso que eu fiz. Pensei no assunto mais uma vez e senti-me com força, é isto que é o melhor para o Leo e para mim, ele precisa de uma mãe que se sinta bem consigo mesma, precisa de brincar com outras crianças, precisa ser mais confiante e seguro e precisa ouvir mais alemão para que aos 3 anos a entrada na pré-escola não seja um choque tão grande. E se é bom para os dois, se ele está com pessoas que o tratam bem, se eu estou ali tão perto, porquê estar insegura??
Hoje eu transmito-lhe confiança, deixo-o na escolinha com um sorriso nos lábios como sempre, mas agora também tenho um sorriso no olhar e no coração... e ele sente isso... eu sei.


Com isto acabei clarificando mais uma teoria nesta minha cabeça :) Existem tantas situações na vida em que mais do que tudo é a nossa atitude que as comanda. Se estamos doentes fisica ou mentalmente e a nossa atitude é baixar os braços não lutar mesmo tendo em conta as nossas limitações, nos isolamos do mundo e não apanhamos sol, não ficaremos bons nunca, a tristeza enraizar-se-á e a doença ficará como nossa única companhia. Quem gosta de estar ao pé de pessoas que só se queixam, que só se lamentam??!!! Admiro muito aquelas pessoas que apesar das suas limitações conseguem olhar para a vida de cabeça erguida e é assim que eu quero olhar.
Se tomarmos uma atitude positiva e de confiança o sol brilhará mesmo em dias cinzentos, acreditem. Hoje o carro avariou vamos ter que sair a pé ou de transportes públicos, e que fazemos nós??!!! Temos paciência... vamos aproveitar para sorrir para as pessoas, olhar para a paisagem, mostrar o lufa-lufa da cidade para o nosso pequeno conhecer como é a vida dos adultos... e assim não é tão desgastante o nosso dia mesmo sabendo que temos um carro avariado em casa... que tanta falta faz.
A vida é para ser vivida, ela não espera, então que melhor haverá a fazer que tomar uma atitude positiva e de confiança? De enfrentar os problemas e resolvê-los... sejam eles mais ou menos complicados tudo não passa de uma questão de atitude.

E as boas atitudes são contagiantes.

"Habilidade é o que tu és capaz de fazer. Motivação determina o que tu fazes. Atitude determina a qualidade do que fazes." (Lou Holtz)

quarta-feira, 27 de abril de 2011

O meu filho é um Emo!!!

Depois da semana complicada como referi aqui, cá estou eu de volta e desta vez para partilhar as minhas reflexões sobre um tema que embora ainda esteja bem longe da minha realidade como mãe (espero eu... né?) é algo que me faz reunir com os meus neurónios...e pensar... 


Posso afirmar que não existe passeio até ao centro da cidade em que eu não veja um Emo - um daqueles adolescente que por quererem se afirmar, por quererem ser diferentes, por estarem a viver aquela fase complicada da adolescência (ai como a minha foi complicada... eheheh eu batia muito com as portas...) se vestem de forma esquisita diferente. 
O cantor Bill dos Tokio Hotel e outros como ele, expandiram de certa forma o estilo para as massas de adolescente, tornando-se o estilo-emo mais badalado. Mas porque é que estes estilos pegam os adolescentes? 
Esta questão não tem naturalmente uma resposta simples, existem várias razões pelas quais os adolescentes escolhem um estilo particular. Certamente os amigos, o ambiente escolar têm um papel importante nesta escolha.
O que caracteriza o estilo Emo?
O termo Emo era originalmente utilizado para designar o estilo de música “emotional hardcore” dos anos 80 no cenário punk rock. No entanto, nenhuma banda mesmo aquelas que deram origem ao estilo, aceitam o rótulo de emo. Esta palavra é ambígua, pois pode ser utilizada tanto como um rótulo que agrega bandas que emergem do cenário undergroud, quanto para definir uma cultura alternativa
Entre os acessórios tipicos de um Emo incluem-se Jeans apertados, T-shirt justa, ténis Converse ou Vans, Pulseiras largas e geralmente cores escuras que vão do preto ao roxo, vermelho e azul escuro, os cabelos são geralmente pretos e lisos com franjas sobre os olhos e com olhos pintados com lápis preto, seja rapaz ou rapariga é assim que eles andam pela rua.
O estílo Emo e os seus Klischees:
Muitos jovens se identificam com a ideologia emo, outros apenas curtem a forma deles se vestirem. Assim como qualquer outro grupo social, os emos também são alvo de muito preconceito, principalmente pela parte conservadora da sociedade. A sociedade sempre impôs parâmetros a serem seguidos por todos, se alguém foge a regra, é considerada uma pessoa anormal, vista como o “mal” da sociedade. Mas, antes de tudo deve-se ter respeito pelo outro, cada um é livre para escolher ser e fazer o que achar melhor. Lembrando sempre que “Os meus direitos começam onde terminam os teus...”.
Os seguidores deste estílo são geralmente relacionados com a depressão e melancolia. Por vezes encontram-se jovens seguidores deste estilo que se auto-mutilam com vidros ou lâminas de barbear. 

Ajudem-me!!! - O meu filho é um Emo....
Acho que não existe razões para nos preocuparmos, nem todos os adolescentes que se submetem a este estilo andam com laminas e vidros nos bolsos. A maioria atravessa simplesmente uma fase de auto-afirmação ou segue uma moda.
Os klischees inerentes a este estilo são muitas vezes exagerados, acredito que um jovem adolescente que se automutila tem outros problemas bem mais graves do que a roupa que veste e a forma como anda... e com esses sim devemos estar atentos e preocupados.
Mas porque um adolescente se veste assim? Já referi que tal está relacionado com o seu ambiente, os amigos que tem, a escola que frequenta, as suas confusões e devaneios naturais de adolescentes com tanto pela frente e sem saberem para onde se virar... nós mesmos já passamos por isso. E como eu digo sempre: para entender uma birra de criança temos que conseguir nos colocar no lugar dela, também aqui será uma carta na manga se conseguirmos agir com nossos filhos adolescentes tendo consciência do lugar que eles ocupam.

E vamos ser sinceros. O estilo Emo é muito mais arrojado  que o Checker-Poseur-Style com casaco Picaldi e carteira de cintura da Eastpak. Com cabelo em pé, rapado em toda a sua extensão com excepção do topo ou boné de rede sobre a cabeça e não na cabeça... Com calças a caminho das meias e não da cintura que fica lá bem longe, acompanhados do seu telemóvel (sim eles abandonaram os rádios gigantes que provavelmente lhes trariam problemas cervicais no futuro por minúsculos telemóveis que apesar de pequenos fazem muito barulho)  com a musica super alta repetindo para quem quer e não quer ouvir sons como "Oh yeah, motherfucka..." 

E então, mesmo pensando no assunto eu me pergunto todas as vezes: Porquê???

Não me considero preconceituosa ou conservadora, cada um anda na rua como quer e entende mas digo-vos uma coisa: não gosto de imaginar assim o meu Leo, mas se ele passar por estas modas ou outras que virão, o mínimo que posso fazer é confiar nele ter uma relação aberta e não havendo outros problemas mais graves (mutilação, depressão, drogas ou álcool) simplesmente esperar e respeitar até que a fase passe.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

A primeira -ite: Laringite Subglótica

Desaparecida daqui por motivos não desejados... o meu tesouro adoeceu, teve a sua primeira -ite.
Começou sem aviso prévio... segunda-feira o Leo foi dormir aparentemente super saudável e na terça de manhã acordou doente. Nessa noite dormiu 12 horas seguidas, o que eu achei bastante estranho (nunca tinha dormido mais de umas 8h seguidas e muito raramente), certamente o seu sistema imunitário estaria bastante ocupado em reagir no seu corpinho que o fez dormir tantas horas. Acordou a chorar e com muita dificuldade em respirar fiquei super assustada.
Ele melhorou um pouco depois de eu o acalmar, fomos ao pediatra, tomou imediatamente um supositório de cortisona e fez vapores... a dificuldade em respirar e o barulho rouco que fazia não melhoravam... diagnóstico: "Não sei o que ele tem, deveria melhorar com o supositório, é melhor ir imediatamente para o hospital" - (Ouvir de um pediatra "Não sei o que ele tem" é assustador) e lá fomos nós. Depois de vários exames e muito choro o Leo foi melhorando a respiração e começou a fazer febre (38,5ºC), ficamos no hospital. No dia seguinte o médico disse que ele estava com Laringite Subglótica também conhecida por Pseudocrupe, um nome tão pomposo e feio que só de ouvir mete medo... mas embora possa ser bastante grave para nós foi só um susto. Ficamos 3 dias no hospital, fechados num quartinho pequeno com mais dois bebés de poucos meses todos com doenças infecciosas, não podíamos sair do quarto para não contagiar as outras crianças do hospital. O Leo estava super saturado de estar no mesmo sitio, não dormiu nada as duas noites, com dois bebés a acordar para mamar de 3 em 3 horas e não nas mesmas 3 horas, o pobre Leo acordou imensas vezes. Cheguei a pensar que seria melhor para ele estar em casa... hospitais por vezes colocam-nos mais doentes do que aquilo que já estamos...
No segundo dia o Leo chegou a ter 40, 3ºC de febre mas na sexta a febre desapareceu assim como apareceu e a dificuldade de respirar passou completamente.
Agora o Leo está super carente, dorme muito e parece sempre rabugento, tadinho... quando chora ou se chateia ainda respira fazendo um ruído mas está muito melhor. Já não está a tomar medicação (a única que tomou foi supositórios para a febre, mas tenho um supositório de emergência que devo usar em caso que lhe falte o ar - colocar o supositório e correr para o hospital).
A Páscoa por aqui foi bem agitada...

Alguma informação sobre a doença:

Laringite subglótica - Pseudocrupe
Esta forma de laringite, que afecta as crianças mais pequenas, especialmente entre os 6 meses e os 3 anos de idade, costuma ser provocada por uma infecção viral. Caracteriza-se por uma inflamação aguda da mucosa laríngea, predominantemente por baixo das cordas vocais, podendo ocasionalmente alastrar para a traqueia e para os brônquios (laringotraqueobronquite).
Tendo em conta que nas crianças pequenas a laringe é um canal muito mais estreito do que nos adultos, uma inflamação das suas paredes provoca grandes dificuldades à passagem do ar até aos pulmões, podendo obstruí-lo por completo. Trata-se de uma situação muito grave, porque pode originar um quadro de asfixia.
Manifestações:  A doença costuma manifestar-se subitamente através de uma intensa dificuldade respiratória nas crianças afectadas por uma infecção das vias respiratórias superiores, sendo normalmente banal. Na maioria dos casos, costuma surgir durante a noite, provocando o despertar da criança, com o aparecimento de uma tosse típica semelhante a um latido, de rouquidão e de uma evidente dificuldade respiratória, que se intensifica durante a inspiração. As inspirações são longas, sendo acompanhadas por um ruído rude e agudo, denominado "estridor laríngeo", com um notório esforço da musculatura respiratória fácil de detectar, sobretudo pelo adejo nasal e pela retracção dos músculos intercostais e supraclaviculares. A doença, que pode ser mais ligeira ou mais grave conforme os casos, persiste entre três a cinco dias, durante os quais parece melhorar durante as manhãs e piorar ao longo das noites. Por vezes, o esforço para respirar esgota a criança, que mostra sinais inequívocos de sofrimento, e a sua respiração torna-se cada vez mais superficial. Caso a inflamação laríngea seja muito intensa, pode impedir a chegada de ar suficiente aos pulmões, o que provoca um défice de oxigenação do sangue, traduzido numa coloração azulada da pele e das mucosas, sobretudo nos lábios e extremidades. Nestes casos, se a situação não for rapidamente solucionada, a criança pode sofrer uma alteração do estado de consciência e entrar em coma, podendo morrer em consequência da asfixia.
Tratamento: Como não se pode prever a evolução da doença, impõe-se uma actuação terapêutica imediata, sempre que a situação necessitar de uma pronta intervenção. É, portanto, necessário levar a criança a um serviço de urgência. Enquanto se aguarda pela ajuda profissional, é fundamental manter um ambiente tranquilo e evitar que a criança chore, pois estará muito assustada e tanto o choro como o nervosismo podem agravar a dificuldade respiratória. Também é conveniente que a criança respire num ambiente húmido (por exemplo, no banho, ao deixar correr a água do duche).
Quando a criança já estiver sob vigilância médica, deve-se recorrer administração de potentes anti-inflamatórios corticosteróides, de modo a diminuir a inflamação laríngea e solucionar a obstrução da passagem de ar para os pulmões. Nos casos ligeiros ou moderados, o tratamento pode efectuar-se na própria casa; contudo, nos casos mais graves, é necessário o internamento hospitalar. Por vezes, a administração de fármacos não é suficiente para assegurar a passagem de ar para os pulmões, o que implica a realização de uma intubação traqueal, ou seja, a introdução através da boca ou do nariz da criança de um tubo plástico flexível que atravessa a laringe até a traqueia. Em alguns casos, a inflamação laríngea é tão grande que é necessário proceder-se a uma traqueostomia, ou seja, a uma incisão na traqueia, através do pescoço, de modo a introduzir directamente uma cânula no seu interior e permitir que o ar aceda aos pulmões. A criança deve permanecer internada, sob constante vigilância, até que a inflamação ceda e se possa retirar o tubo, o que pode levar dois ou três dias.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

A brincar também se aprende - uma questão de concentração

Lembro-me, de quando pequena andava de carro com a minha família, brincava com os meus irmãos para a viagem não ser tão aborrecida, brincávamos a jogos de palavras, cores, letras e números e era mesmo muito divertido. Por vezes, ganhava um ponto quem encontrava primeiro um carro com matrícula com 2 números iguais, outras com 2 letras iguais, outras vezes contávamos os carros de determinada cor, cada um tinha uma cor e quem contasse mais ganhava, lembro-me que o meu irmão muitas vezes me dava uma cor tipo rosa ou amarelo com bolinhas azuis e eu ficava triste por não contar carro nenhum :)
Estes jogos além de serem uma boa ferramenta para tornar as viagem mais curtas são óptimos para exercitar o nosso cérebro. E a brincar se vai aprendendo a nos mantermos mais concentrados.

Hoje deixo aqui uma série de jogos divertidos para jogar em família a qualquer momento. Jogos que além de proporcionarem momentos em família agradáveis permitem fazer um pouco de ginástica ao cérebro.

1. Corrigir errando - A mãe ou o pai colocam a  mão no nariz e dizem "Este é o meu cotovelo!" a criança deverá tocar no cotovelo e dizer "Este é o meu nariz!", repete-se o jogo com as diferentes partes do corpo aumentando a velocidade de reacção. A mãe ou o pai devem falar cada vez mais rápido e a criança tentar responder também cada vez mais rápido;

2. Memória e vocabulário -  A mãe ou o pai deverão colocar vários objectos sobre a mesa (aqui vale tudo) a criança observará os objectos durante 1 minutos e vira-se, retira-se um ou dois objectos sem que ela veja e ela vira-se novamente e terá que adivinhar qual o objecto ou objectos que faltam;

3. Viagem de sonho - Pais e crianças deitam-se no sofá ou na cama fecham os olhos e o pai ou a mãe começam a descrever uma viagem de sonho com muito sentimento e fantasia, todos deverão manter os olhos fechados e deixar a imaginação viajar (um óptimo jogo como exercício de relaxamento, bom também para fazer minutos antes de ir dormir);

4.  Habilidade e paciência - Pais e crianças constroem juntos castelos de cartas, jogam mikado ou jenga e estarão a treinar a suas habilidades de movimentos de precisão além da paciência (aquele que se mantiver mais calmo e paciente terá certamente melhores resultados), (aqui com o Leo, como ele ainda é pequeno, fazemos somente torres com bloquinhos de madeira até que fiquem bem altas e caiam, ele adora :) );

5. Sentir e descobrir -  Colocar numa caixa uma mistura de sementes secas (um pouco de ervilha seca, feijão, grão, lentinhas...) e tapar com um pano opaco. Escolher determinada semente (por exemplo ervilhas) e cada um terá que tirar o maior número de ervilhas que conseguir durante um minuto, mas sem olhar identificando somente através do toque (com o Leo cabo por brincar somente com as sementes e digo-lhe os nomes, ele sente, identifica e enriquece o seu vocabulário, mas atenção com crianças muito pequenas pode ser perigoso brincar com sementes estejam sempre a vigiar não vá o pequeno colocá-las no nariz);

6.  Treinar equilíbrio usando a concentração - Colocar uma corda no chão da sala e a criança deverá tentar caminhar sobre ela, de preferência descalça, sem se desequilibrar. Ou cortar quadrados de papel (A5) e espalhar pela sala ou pelo jardim, a criança deverá saltar de papel em papel sem se desequilibrar até à meta.

7. Mind games - Existe um grande número de jogos, tais como, puzzles, quebra-cabeças, procurar diferenças, procurar pares, jogos de cartas e também os chamados "pocket trainer" que desenvolvem a ambição e concentração das crianças e que podem proporcionar uns divertidos momentos em família.

8. Ouvir música, explorar sentimentos- Pais e crianças ouvem juntos um pedaço de uma música instrumental. O pai ou a mãe descrevem o que pensaram e sentiram ao ouvir a musica (por exemplo: viu uma paisagem, nevoeiro, ventos) a criança deverá descrever o que sentiu. depois juntos podem construir uma história com aquilo que imaginaram;

9. Ilusão óptica: Explorar o que cada um vê na imagem pode ser muito divertido e aguçar a imaginação dando muitas gargalhadas, além de desenvolver a concentração e percepção.

10. Contador de histórias: a linguagem é a base de todos os processos de pensamento. Portanto, é importante despertar o poder da fala desde cedo e de forma contínua. Estimulando a imaginação da criança contando uma história é um método divertido. A mãe ou o pai começam por exemplo com a frase: "Um homem com um chapéu passeava num parque..." Depois a criança faz mais uma frase contando um pouco mais da história. No final ficará uma história rica em imaginação e fantasia inventada por toda a família. 

Aqui ficam, desta vez, 10 ideias. E vocês conhecem jogos divertidos que fomentam a união da família e das conexões cerebrais?

terça-feira, 12 de abril de 2011

Como dar fim às birras do seu filho

Um título bem comprometedor, não acham?
Pois, foi o que eu pensei, quando li este artigo, no site mdemulher, fiquei intrigada, só pelo título, sobre o que poderia estar escrito nele. Certamente não ia encontrar umas palavras mágicas, uns pozinhos de perlimpimpim para resolver todos os males de uma criança que faz birra (o Leo ainda não está numa fase difícil, não me posso queixar, mas a chegada de tempos mais dificeis adivinham-se, estão muito de leve a começar a dar o ar da sua graça), mas fiquei curiosa e li. E certamente, para muitas de vocês, não trará nada de novo mas achei que era um texto tão bem conseguido que não pude deixar de partilhar com vocês.
Em poucas palavras é dada a solução que todas nós sabemos qual é e que mais uma vez pertence ao lote de coisas que me fazem gritar bem alto: "EDUCAR NÃO É FÁCIL"  mas que também mais uma vez me dá a certeza de que sou mãe e por isso tenho deveres a cumprir e um dos que mais me empenho é ajudar o meu filho em todas as fases do seu desenvolvimento e se vem aí mais uma fase dificil, estaremos aqui os dois, juntos como deve ser, para enfrentar mais esta.

Seu filho está naquela fase que chora para tudo e, até mesmo, mostra ter um comportamento agressivo quando não consegue o que quer? Saiba o que fazer para controlar a situação
Você se acostumou com o bebê sempre calminho e receptivo e agora precisa lidar com uma nova faceta do pequeno, pois entraram em cena as primeiras atitudes de confronto? Saiba que nem sempre é fácil lidar com os escândalos protagonizados pelas crianças. É preciso ter pulso firme e, principalmente, saber dizer não.
Por que o bebê faz birra?
Quando o bebê já se comunica com mais facilidade, por meio de palavras ou de gestos, ele quer que sua vontade seja sempre feita. E, de preferência, imediatamente! "Toda criança, nessa fase, manifesta comportamentos de birra. Isso é natural e até esperado. Significa que ela está começando a se perceber e deseja se afirmar. Esse processo é positivo e fundamental para a formação da identidade", explica a psicanalista infantil Ceres Alves de Araújo, de São Paulo.
O problema é que muitas crianças apresentam reações desmedidas diante das contrariedades e acabam deixando os pais sem saber como agir. "O primeiro passo é ter paciência e acolher o filho, entendendo que ele está passando por uma fase completamente nova em seu desenvolvimento. Quando ele toma o brinquedo da mão do amigo sem a menor cerimônia, usando até certa agressividade, age obedecendo a sentimentos que ainda não conhece, mas que consegue perceber e expressar de modo muito intenso. O fato é que ele ainda não sabe lidar com as próprias emoções", exemplifica a psicanalista infantil Anne Lise Scappaticci.
O que os pais devem fazer?
Tenha paciência: o apoio e a mediação dos pais, nesses momentos, fazem toda a diferença. Afinal, deve-se legitimar os sentimentos do filho e, ao mesmo tempo, dar um fim aos comportamentos exagerados ou inaceitáveis. "Cabe à família avaliar cada situação. Às vezes, o caminho é explicar à criança que o desejo dela não poderá ser atendido e deixá-la chorar. As reações do bebê são exgeradas, mas costumam passar rápido. Em outros momentos, porém, depois de intervir e impor o limite, é preciso apaziguá-lo", diz Ceres.
Mantenha a calma: você não pode se contaminar pelo nervosismo do seu filho. Tente explicar ao bebê que aqueles gritos e batidas de pé são inadequados. Ao mesmo tempo, ofereça um modelo do que seria correto. Por exemplo, diga: "Você não pode pegar o brinquedo da mão do amigo, mas que tal brincarem juntos com esses bonecos?" E vá distraindo a criança até que ela se recomponha. Segundo Anne Lise, apresentar alternativas faz com que o pequeno não insista no erro. "Senão, a birra vira uma espécie de obsessão. Sempre que dizemos 'não', temos que apresentar um 'sim', uma referência do que é correto. Essa atitude deixa a criança mais segura em relação ao que deve fazer", garante a especialista.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Concentração pode-se aprender?

Pessoas concentradas são calmas mas não paralisadas, são sim pessoas atentas e com potencial. E é num ambiente calmo que uma criança aprende a estar acalma e concentrada. Uma criança de apenas um ano poderá ser capaz, se o ambiente lhe proporcionar essa ajuda, brincar durante 1 hora completamente concentrado com blocos de Legos, juntando-os e separando-os. As interrupções durante estes momentos são fatais para a sua concentração (quantas vezes já vi o Leo a brincar sozinho caladinho e concentrado e lá vou eu perguntar: "Morzito que estás a fazer?") e a criança acaba por aprender a se ocupar sozinha por períodos muito curtos.
Neste sentido, é importante que antes de querermos que os nossos filhos aprendam a se concentrar, nós próprios o consigamos fazer e que entendamos a importância que isso tem para a nossa vida.

Ter um estilo de vida calmo, fazendo o nosso dia-a-dia tendo claras as nossas metas e desafios. Não tentar fazer tudo de uma vez, acabando por não fazer nada...  Em vez disso, faz cada coisa com a maior dedicação, entrega-te. Dá atenção aos outros, ouve, tenta respeitar cada ponto de vista, mesmo que sejam contrários dos teus. O nosso mundo é tão diversificado, existem tantas coisas para descobrirmos... temos que estar em equilíbrio para que possamos dar valor ao que nos é oferecido. E para isso não nos podemos dar ao luxo de pasmar para a vida, e não se confunda aqui descansar com pasmar. Pasmar é deitar fora tempo de vida. Descansar é recarregar energias e só precisamos descansar quando as energias se acabam.


Mas não dispersando demasiado nos meus desvaneios de pensamentos...

A concentração pode sim ser aprendida mas não forçada. Se não permitimos um ambiente propicio, se não temos uma vida calma e dedicada, como poderemos transmitir essa necessidade ás nossas crianças?
Não adianta ficar ao lado da criança e dizer: "Agora vais-te concentrar.", com este comportamento só conseguiremos criar pressão e impaciência. Concentração exige uma "vontade" e um "à vontade". As crianças aprendem por imitação, se lhe mostrarmos calma e interesse pelo saber, fazer e fazer-bem iremos contagiá-las.

Já passeaste com o teu filho pela natureza de forma "exploratória"??? Explora com o teu filho, e para o teu filho, o mundo novamente: "Quantos tons diferentes de verde conseguimos distinguir na natureza?", "Que formas têm as pétalas das flores?", "Que elementos na natureza consegues conhecer só de apalpar?", "Que sons consegues identificar só de ouvir?"
Treina a tua percepção com o teu filho, estes jogos de perguntas de exploração são divertidos e uma percepção treinada é um pré-requisito para a aprendizagem e compreensão, além de desenvolver a capacidade de concentração. Quem observa superficialmente aprende superficialmente... e superficialmente muitas coisas são iguais. E porque é que temos que aprender coisas que não nos trazem nada de novo? Somente quando sabemos porque é que temos que aprender, aprendemos com motivação, entusiasmo e interesse.
Só quem vê o significado de determinada actividade consegue se absorver na mesma. Só quem compreende a importância da capacidade de concentração, da capacidade de pensar "com todas as cartas" consegue analisar e questionar seu próprios valores, suas próprias metas e desafios: "quem?", "onde?", "quando?", "porquê? e "o quê?". Terá ferramentas para aprender, para saber falar, ouvir e questionar...

Crianças são crianças têm muita energia e precisam libertá-la e se não queres que ela seja libertada na tua falta de paciência, na paciência de um professor ou de um coleguinha da escola concentra-te na educação do teu filho... ajuda-o a pensar, a ouvir, a questionar. Não acredito que uma criança mal comportada ou irrequieta em casa faça o mesmo num passeio exploratório pela natureza. De uma coisa pode estar certa, o teu filho será uma pessoa mais calma e equilibrada se se souber concentrar-se mas para isso tens que lhe mostrar que também és capaz de o fazer, que és capaz de te envolver.... e  não é a preencher o seu horário de actividade mas sim a passar mais tempo juntos, a questionar mais, a brincar mais a envolver-te mais. Nunca ninguém disse que educar era fácil....
A próxima vez que achares que o teu filho ou o filho do vizinho são irrequietos, mal comportados, desatentos não te esqueças que eles são crianças e crianças têm muita energia por natureza que só será bem canalizada se lhe dermos uma ajuda, e no meu modesto ponto de vista tudo não passa de uma questão de concentração. Que envolve não só a criança mas toda a família.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Adaptação ao infantário - tempo sem a mamã

A adaptação não está a ser tão fácil como fazia parecer na primeira semana... e a saga continua. Já tivemos a parte1, a parte 2 e hoje deixo aqui a parte 3 :(

Primeiro tinha duvidas se deveria ir em frente com este "tempo sem a mamã" depois o Leo ajudou-me a decidir e foram 2 dias bastante bons ele ficava a brincar sem chorar, no terceiro dia choramingou um pouco quando sai mas calou-se logo e ficou a brincar com as outras crianças. A partir de então deixo-o a chorar e encontro-o a chorar...
Parece-me que os primeiros dias era só o efeito da novidade, agora que ele sabe que eu o vou deixar ali ele chora mesmo antes de entrar na salinha. Ando de coração partido...
As educadoras são muito simpáticas, conversei com elas para ver como seria a  melhor forma de fazer a adaptação com o Leo (ele tem que se adaptar ao "tempo sem a mamã" e ao alemão, que ele ainda não entende muito). Vou 3 dias por semana (segundas, quartas e sextas) fico com ele 10 minutos e ele sempre a choramingar, converso muito  e saio. Espero no sofá da entrada até ele se calar (3-4 minutos) vou fazer a minha ginástica e elas ligam-me dizendo como ele se está saindo. Ele brinca um pouco, depois chora, depois volta a brincar, depois chora... ao fim de 1 hora (meta que estabelecemos como limite se ele estiver a chorar) eu desço. Ele quer logo colinho, mas depois de acalmar vamos os dois para as mesinhas pequeninas, que ele adora e fazemos um lanchinho juntos. Aproveitamos este tempo para conversar com ele, eu e a educadora e ele fica super animado e quer mostrar-me todos os brinquedos (a educadora diz ser um bom sinal de adaptação).
E tem sido assim... nada fácil. Uma horinha por dia, dia sim, dia não. De casa sai todo animado com a sua mochila, mas chega lá e chora.
Hoje foi o 6º dia, 4 dos quais ele ficou a chorar e só conseguimos ficar 1 hora. Assim escrito não parece muito tempo... mas para mim parece imenso... ai como e difícil deixa-lo lá. A dependência não é só do filho pela mãe... a mãe aqui também está muito dependente do pequeno e fico triste e nervosa todos os dias que o deixo lá na salinha e vou "cuidar" de mim.

Talvez alguma de vocês tenha dicas que possam facilitar a adaptação do meu pequeno... podem sugerir tudo que eu estou aqui para ouvir tudinho...

terça-feira, 5 de abril de 2011

Filho irrequieto - Aprender a concentrar-se

Como falei no último post - Hiperactividade ou incapacidade de estar quieto? - e que muitas de vocês acabaram por concordar comigo, considero que uma das principais causas que leva as crianças a serem irrequietas, rotuladas de hiperactivas e mal educadas é a falha na dedicação (por nós, pais) em ajudar e ensinar os pequenos a canalizar as suas energias.
Criança é criança, criança tem muita energia é muito curiosa, não tem noção de tempo e de momento e precisa de aprender essas noções. Criança é despreocupada, criança corre por correr, salta por saltar.
E além da natureza da criança hoje ela tem um novo desafio, tem muita distracção, tem preocupações (este mundo está perdido) com horários da escola, horário do futebol, do judo, da dança, da natação e ainda tem que levar com o stress dos adultos, que chegam do trabalho cansados e que têm uma imensidão de coisas para fazer e assim passa o dia... a criança é envolvida em tanta agitação que perde o seu foco de diversão. Não sendo acompanhada pelos pais ou se senta longas horas frente à TV (onde lhe é dada uma falsa ideia de calma e de momento de descanso) e frente ao PC ou acaba a pular e a correr pela casa querendo ocupar-se sem saber muito bem como.
E é neste ponto que eu acho essencial a presença dos pais. Os nossos filhos precisam de apoio e não é só para terem as suas necessidades básicas atendidas (comida e roupa lavada) mas para se sentirem capazes de seguir a cada etapa que a vida lhes apresenta.
E para que uma criança se consiga sentir em equilíbrio entre os estímulos que lhes são apresentados diariamente e o seu desenvolvimento é muito importante que esta se consiga concentrar, que consiga estar com ela própria.
Já referi a importância da concentração em vários post pois considero ser um problema grave nos tempos modernos, as pessoas em geral não se conseguem concentrar, não conseguem tirar um tempo para ficar consigo mesmas, uma criança que seja ajudada desde cedo a aprender a concentrar-se atingirá com maior facilidade os seus objectivos, nas suas brincadeiras, nas conversas e nos resultados obtidos ao longo dos seus estudos. Conseguirá abstrair-se da avalanche de estímulos que o mundo nos apresenta quando sentir necessidade disso, conseguirá pensar (ohhh como é importante pensar... e tanta gente se esquece disso) e ainda acredito que conseguirá canalizar as suas energias (quando estiver a brincar, estará a brincar; quando estiver a competir num jogo de futebol estará a competir e quando estiver a aprender na escola, estará a aprender).

Se uma criança tem problemas de concentração, não consegue envolver-se numa actividade e fica irrequieta com muita facilidade somos sem duvida nós pais os responsáveis, não chega meter a cria frente à TV ou ao computador, é preciso envolvermo-nos com eles, sim dá trabalho, exige muita dedicação da nossa parte, mas nunca ninguém disse que educar era fácil... E podemos estar certas que as crianças aprendem rápido e aprendem primeiro na família com o exemplo que lhes é dado, aprendem a se concentrar e a envolver-se em algo com garras durante as simples actividades em família: às refeições, ao ouvir uma historia ou a jogar um jogo de tabuleiro - não é só na escola.

E como podemos ajudar os nossos filhos a desenvolver a sua concentração?
- Rotina:  horas para fazer os trabalhos de casa, horas de sono, para tomar banho e para as refeições estabelecidas são uma mais valia para a criança se sentir orientada, será mais fácil para ela saber como ocupar o seu tempo;
- Espaço - Um local calmo e organizado para fazer os trabalhos da escola ou ler um livro: um sitio onde a criança se sente bem, onde ela sabe que ali é o silêncio e a concentração que impera; este lugar é essencial para crianças que já frequentam a escola mas se for criado mesmo para crianças pequenas só trará vantagem. A presença de um cantinho de leitura, um cantinho de desenho em casa criará bons hábitos;
- Recompensa -  nunca interromper uma criança que se conseguiu concentrar num trabalho mesmo que demore a fazê-lo, ela tem que aprender aos poucos a se organizar e nunca esquecer de compensar o esforço, umas palavras queridas depois do trabalho feito valem muito numa criança;
- Movimento -  a actividade física aumenta a concentração e a capacidade de pensar. Sabias que: "Quem gasta 40% da sua energia com actividade motora fornecerá mais 20% de fluxo sanguíneo ao cérebro, essencial na sua actividade." já se diz faz muito: "Corpo sano... mente sana"
- Alimentação -  não é novidade para ninguém que uma alimentação saudável é essencial. Demasiados açucares tornam as crianças mais agitadas. Um estudo inglês mostrou que ocorre um aumento da concentração em crianças em idade escolar quando estas se alimentam com produtos naturais (muita fruta, legumes e comidinha da mamã) e bebem água em vez de refrigerantes e fast-food. E que o essencial para as células cerebrais é o omega-3 que está presente no peixe e a fosfatidilserina, presente na carne, fígado e ovos.

Mas apesar de estar ao nosso alcance ajudar os nosso filhos a canalizar as suas energias e concentrarem-se nas suas actividades não nos podemos esquecer nunca que estamos a lidar com crianças, que precisam de liberdade e de brincar muito. Que são crianças e por natureza irrequietas.

Que estar concentrado não se restringe a aprender com livros, ler, escrever e fazer contas mas também a brincar é possível estar concentrado. Existe uma série de jogos em família que são muito divertidos e que além de proporcionarem momentos de convívio essenciais para uma família saudável, a todos os níveis, ajudam os pequenos a se concentrarem e a levarem essa habilidade para a vida.

quinta-feira, 31 de março de 2011

Hiperactividade ou incapacidade de estar quieto? - uma questão de concentração

Falei aqui faz algum tempo sobre a importância de uma criança desenvolver a sua capacidade de concentração e como este desenvolvimento deve ser auxiliado por nós pais e educadores: "O meu filho não pára quieto - uma questão de concentração".
Uma coisa que me deixou bastante perplexa quando entrei no mundo do ensino foi o elevado número de crianças consideradas hiperactivas, o elevado número de crianças que não se sabia comportar em sala de aula além da falta de educação dos pequenos (sobre este último conversaremos outro dia). Considerei que se tratava de um problema pontual que seria somente nesta escola, mas não fiquei por aqui e investiguei sobre o assunto e realmente cheguei à conclusão que esta é uma realidade (pelo menos em Portugal). Cada vez mais crianças são levadas ao médico e lhes é diagnosticada a famosa hiperactividade e mais grave que isso é que são medicadas com calmantes para ficarem mais calmos. Será para darem descanso aos pais e professores?
Sobre hiperactividade existe imensa informação diz-se que é das doenças infantis mais faladas da actualidade e eu questiono-me. Porque será que quando andei na escola nenhum dos meus colegas era hiperactivo? E agora visito uma escola e encontrarei certamente crianças com esse diagnóstico? Será que é uma doença ou um sinal de evolução e no futuro seremos todos hiperactivos? Será que não estão a confundir a hiperactividade com falta de concentração, com falta de orientação, com falta de foco, com excesso de estímulos das crianças? (se eu estiver muito errada por favor corrijam-me) Será que é falta de paciência dos país, professores e profissionais de saúde para lidar com a energia de uma criança?
Acredito que a doença exista, acredito que não deve ser fácil para país que realmente têm filhos hiperactivos lidar com a situação, lidar com problemas de desatenção, agitação motora, impulsividade dos filhos. Mas vamos ser realistas e críticos no diagnóstico da doença, por favor... não vamos encher os nossos filhos de calmantes, criança é criança, criança tem energia, ela precisa é desde cedo ser bem canalizada.
Estarão certamente de acordo comigo quando digo que os tempos que correm são bem diferentes daqueles em que nós pais crescemos. Existem tantos estímulos, tantas novidades, tanta informação a ser processada que, acredito eu, a criança precisa mais apoio e orientação dos pais. E o que é que acontece na realidade? Vivemos num mundo que cada vez menos tempo dá às crianças, que cada vez menos humanamente as orienta e as ajuda a canalizar as suas energias.
Vivemos num mundo que preenche o tempo das nossas crianças com estímulos "não humanos" para os adultos poderem ter descanso. (a meu ver se querem "descanso" não tenham filhos)
O mundo parece-me estar de pernas para o ar.... sei que falo de barriga cheia, pois sou uma mãe que tem o privilégio de viver em pleno a infância do meu filho e que posso fazê-lo, mas também conheço muitos país que trabalham muito e que sabem dar atenção aos seus filhos, que sabem, que se preocupam em orientar o pequeno que hoje tem uma tarefa bem mais complicada daquela que tínhamos nós enquanto crianças.
Os nossos filhos precisam de mais ajuda, precisam do nosso apoio para enfrentar este mundo cheio de tudo e nós precisamos muita paciência e dedicação. 
Não vamos meter tudo no mesmo saco: hiperactividade, incapacidade de estar quieto ou falta de concentração. É importante dar o valido respeito à doença e se realmente a criança sofre dela devemos recorrer a profissionais especializados para ter a certeza antes que se confunda a hiperactividade com "energia não canalizada". (mais sobre o assunto)
E o que é que está em jogo neste aumento do número de crianças hiperactivas ou ditas muito agitadas?
A meu ver é muitas vezes falso diagnóstico e pura e simplesmente um problema de concentração. Todos devemos treinar a nossa concentração que só com ela conseguimos fazer actividades bem feitas com motivação e com frutos. As nossas crianças precisam deste treinamento em especial e não só porque estão numa fase de desenvolvimento e imensa aprendizagem mas também porque estão sujeitas a muitos estímulos com os quais têm que saber viver mas também exteriorizar.
"Estar concentrado é poder estar sozinho consigo próprio" e as nossas crianças não estão a ser capazes de o fazerem sozinhas temos que as orientar. 
Quem se tornará num adulto equilibrado se não tiver a capacidade de se auto-interrogar de tirar um tempo para si mesmo, para as suas filosofias?


segunda-feira, 28 de março de 2011

Domingo chuvoso, segunda-feira radiante - e mais sobre a adaptação ao infantário

Em primeiro lugar quero agradecer todos os comentários ao meu ultimo post- Adaptação ao infantário, ama e afins- tempo sem a mamã - Sentia-me culpada pelo choro de abandono do Leo, e mais ainda porque não é por tenho que ir trabalhar mas sim para cuidar de mim para ter um tempinho para mim e isso me fez parecer egoísta. Os vossos comentários me deram força, obrigada :)
É verdade que não é por obrigação que o Leo vai passar 4 dias por semana por 2h-2h30 no infantário, mas porque é necessário:
- é necessário eu ter um tempinho para mim (estar longe da família, como já referi, torna-se dificil ter tempo para nos sentirmos também mulheres além de mães) o que se está a revelar melhor do que eu julgava, só ainda fui 2 vezes e me sinto mais leve (ainda não em kilos mas na alma ihihih) e bem disposta :) ;
- é necessário o Leo brincar com mais crianças e quando as pessoas que conheces são em número tão reduzido temos que ir à busca (vida no estrangeiro nem sempre é fácil);
- é necessário o Leo aprender alemão, para um bom começo no jardim escola com 3 anos e uma entrada de sucesso na escola;
Ok, já organizei a minha cabeça e admito que estava a fazer tempestade num copo de água.

Este domingo foi bem cinzento e chuvoso e como vocês devem saber bem, criança o dia inteiro fechada em casa não é fácil. Então tive que puxar pela minha imaginação e... voilá... montámos um bowling cá em casa e foi um sucesso (só por uns 5 minutos por 2 sessões mas já valeu bem a pena). E só foi necessário 5 garrafas vazias e uma bola :) Mais uma actividade para se juntar as dicas: Brincar em casa

 
E hoje o dia já começou radiante, embora com uma noite dificil, acordámos cedo (6h20 da manhã e é assim faz quase 1 mês... eu quero dormir até mais tarde :( se alguém tiver a receita para criança dormir até mais tarde avise ok? ) e pelas 8h40 estávamos no ginásio.
E sabem que mais??!!! Correu lindamente, levei o Leo no infantário fiquei 10 minutos com ele, ele ficou a comer uma bolachinha sentado na mesa com outro bebé e eu disse xau e sai, esperei e ouvi-o chamar por mim, choramingou 3 minutos e 20 segundos (sim eu cronometrei o tempo... tinha colocado a meta de 5 minutos de choro sem parar e eu entrava de novo) não o ouvi mais. Passados 15 minutos ligaram para a recepção (no andar em que eu faço exercício) só para avisar que ele estava bem e para eu estar descansada. Não é fantástico? Ele conseguiu estar lá as 2 horas que eu demorei sem chorar.

O que pode ter ajudado, nesta boa reacção do Leo (que ainda temo que possa ter dias piores):
- Passei o fim de semana todo a falar com o Leo sobre a sua ida para a "escolinha", disse-lhe que ele ia ficar com a professora e que eu ia sair mas voltava; disse-lhe que tinha mesmo que ser e que ele não precisava chorar que podia brincar muito, que eu gostava muito dele e não o ia abandonar nunca  :) (não sei se ele entendeu tudo o que eu disse, mas acredito que tenha ajudado a nossa conversa)
- Vi com ele várias vezes um livrinho que ele tem de uns meninos que vão para o infantário, aproveitando em dizer-lhe que ele também iria;
- Preparamos juntos, de manhã cedo a mochila dele (bem colorida, que ele gosta muito) com a água, umas bolachas, uma banana e o seu "nené" (a fraldinha de pano que ele usa só quando quer dormir ou fica rabugento) e o cãozinho de peluche que ele adora.

E correu tudo lindamente :) vamos ver se assim continua!
Quando saímos de lá fiz questão de lhe dar os parabéns por ter brincado tão bem, dei-lhe muitos beijinhos e mostrei-lhe o tão contente e orgulhosa do meu Big-Boy eu estava.

Uma boa semana para vocês também

quinta-feira, 24 de março de 2011

Adaptação ao infantário, ama e afins - tempo sem a mamã

Tenho andado um bocado desaparecida daqui, pois estamos numa semana de adaptação à nossa nova rotina. Ser mãe a tempo inteiro tem destas coisas também. Até o Leo ter um ano era suficiente sairmos um bocadinho todos os dias até ao parque... mas agora com 18 meses ele precisa de mais, precisa de brincar com outras crianças, ver mais gente e aprender a falar alemão.
E esta semana conseguimos finalmente completar as nossas actividades semanais de forma a que seja possível que o Leo brinque muito com outras crianças, que explore, cresça e se divirta e que a mamã tenha um tempinho para ela e conheça outras mamãs (mudar de cidade deixou-me novamente sem amigas por perto :()
As actividades em que estou presente correm lindamente e o Leo até já começou a dizer umas palavrinhas em alemão :)
- Vamos 3 vezes por semana a um grupo de crianças e mamãs e ele brinca imenso;
- Vamos 1 vez à ginástica para crianças - Leo mais mamã, que embora o Leo não tenha participado em todas as actividade correu muito bem;
- E quero ir 4 vezes ao ginásio, um ginásio que tem um "infantário" integrado onde o Leo pode ficar enquanto a mamã tem um tempinho para cuidar dela.
E agora chegam todos os meus problemas:
O Leo tem 18 meses e está super dependente de mim (e eu dele uiui) é um bebé muito sorridente e consegue ocupar-se sozinho ou com outras crianças, sem mim, mas sabendo que eu estou no seu campo de visão (o que acontece no grupo de bebés e mamãs que a gente frequenta). O Leo só vai frequentar o infantário aos 3 anos mas como estamos num país longe da família e onde se fala outra língua acho importante que o ele conviva com outras crianças e que se familiarize com a língua. (pois cá em casa, mamã e papá portugueses, não falamos senão em português).
Hoje foi o nosso primeiro dia no "infantário", chegamos às 10h30, na sala estavam 2 educadoras e 2 bebés um pouco mais novos que o Leo, a chorarem desalmadamente :(. Fiquei 10 minutos com ele, ele estava bem contente a brincar e a explorar cada brinquedo que havia. Conversei com ele e disse que ia fazer ginástica e que voltava passado pouco tempo, tudo óptimo. Saí e ele ficou a brincar. Esperei 20 minutos no sofá que fica em frente da porta do infantário (acho que serve mesmo para isso lol) e o Leo não perguntou por mim, não chorou... uma maravilha :) (os outros dois continuavam a chorar muito)
Pelas 11h o Leo precisava de mudar a fralda e não deixou a educadora mudar e então chamou por mim e lá fui eu, mudei a fralda, ele todo contente que ia brincar deixei-o lá e passado 10 minutos ou nem isso foram-me chamar :S o Leo estava a gritar, não deitava uma lágrima, parecia super zangado. Abracei-o e acabei por desistir por hoje...
Agora sinto-me muito mal... eu não deixo o meu bebé chorar aqui em casa (quando é birrinha por vezes tenho que deixar né?) mas quando ele pede mimo e atenção eu dou sempre e agora estou a deixá-lo chorar porque quero fazer exercício e ter tempo para mim.... sinto-me má mãe por isso :(
Eu sei que ele precisa ouvir mais alemão, brincar com crianças mas fico a sentir-me culpada de ele chorar... tadinho...
Sei que muitas mães tem que passar por isto muito mais cedo e que têm que deixar os pequenos durante muitas horas no infantário. Eu só serão 2 horas no máximo de cada vez, mas será capricho meu... sinto-me egoísta por estar a pensar no meu tempinho, mas ao mesmo tempo acho que me faz tão bem.... sem família aqui o Leo está comigo 24h sem pausas desde que nasceu...
Mamãs que já passaram por esta adaptação ao infantário, ama e afins (eu estou integrada nos afins) como devemos agir para tornar as coisas mais fáceis???
Devemos deixá-los chorar?? Mesmo ficando com o coração partido?
Ou devo desistir deste "tempo sem a mamã"? ai....  a vida é complicada.
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