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segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Amamentação: dificuldades e mitos

{Estou de volta depois de férias, tempo de reflexão, de feito o balanço de 1 ano do blog e algumas mudanças cá em casa estou finalmente disponível para partilhar convosco os meus devaneios :) }

 Hoje, quero falar-vos de amamentação, sobre os primeiros passos neste mundo de ser mãe, muito se lê e escreve sobre o assunto mas parece-me que ainda posso acrescentar mais alguma coisa, o meu testemunho de uma amamentação de sucesso, quase de 2 anos e continua sã e salva :) não quero medalha nenhuma por isso, mas não posso negar que me sinto feliz, realizada e especial. Especial não tanto por ainda amamentar mas por ter criado uma relação mãe-filho com tanta cumplicidade, amor e confiança e que acredito que amamentar é criar este vinculo. E além disso criar uma criança feliz e equilibrada... Para mim só faz sentido ser mãe assim... Mas não é sobre mim e a minha auto-estima que quero falar mas sim sobre os mitos que a amamentação traz consigo... principalmente quando mães de primeira viagem, perdidas no mundo novo.
É difícil conseguir uma amamentação bem sucedida quando o bebé nasce de cesariana, quanto o bebé nasce antes dos 9 meses, quando o bebé mama no biberão antes do peito da mãe, quando o bebé usa chupeta.
É difícil conseguir uma amamentação bem sucedida quando o leite da mãe é fraco, quando a mãe tem os mamilos achatados ou invertidos, quando a mãe não se prepara fisicamente para a amamentação, quando se recorre ao uso de bicos de silicone.
Estes são alguns dos mitos que fazem muitas mães acabar por desistir da amamentação. Infelizmente preparar um biberão de LA é tão fácil...


Hoje deixo-vos aqui o meu testemunho, a minha experiência. Experiência de uma mãe que teve um filho prematuro que nasceu de cesariana, de um filho que mamou no biberão antes do peito, que usou chupeta mesmo antes de mamar a primeira vez, uma mãe que tem mamilos achatados, uma mãe que não fez nada antes de o filho nascer para preparar os seus mamilos, uma mãe que recorreu aos bicos de silicone (até hoje).
Como podem ver mesmo sem me dar conta passei por cima de muitos mitos, foi muita força de vontade e muita determinação - consegui.
Estás a iniciar a viagem? Está a ser dificil? Não te deixes levar por mitos, acreditar que se é capaz, manter a calma e se necessário procurar ajuda profissional pode fazer a grande diferença.

Já ouviste dizer certamente que há mães que têm o leite fraco - é mais um mito - para que uma mãe tenha leite fraco é preciso estar em um grande grau de desnutrição, pois o teu organismo zela pela qualidade do leite mesmo que não te alimentes bem o leite será completo, o teu corpo recorrerá ás tuas reservas, por exemplo do cálcio, tal como acontece durante a gravidez.
Uma vez li um texto de uma mãe que afirmava ter o leite fraco pois a criança mamava e o leite não era branco mas sim quase água e sabem porque?
O bebé não precisa de mais nada além do leite materno até aos 6 meses, o leite mata a sede nos primeiros minutos que o bebé mama (por isso é que se parece com água) e depois engrossa e mata a fome. Por isso é tão importante ficar bastante tempo na mesma mama e só depois de bem vazia se deve passar para a seguinte (nos primeiros meses eu chegava a estar 20-30 minutos em cada mama).
Já li também mães que se queixam que o seu leite não sacia que o bebé chora muito de fome. Mas será fome? Se ele agarrar a mama novamente talvez seja e se queres mesmo amamentar vai em frente, é sim cansativo e desgastante e sim as formular artificiais são fáceis de preparar... ajuda não ter nenhuma em casa :)  ajuda estares determinada que queres mesmo amamentar.
Eu tenho ao longo da educação do meu filho sempre a tática de analisar o que se passa com ele tentando me colocar no lugar dele... e sempre resultou muito bem.
Imagina comigo,o bebé estava quente e protegido na barriga da mamã, não se tinha que preocupar com nada, agora está cá fora, tudo é novo, tem que se alimentar, respirar, tem que lidar com a luz,o ruído, as visitas... é muita coisa junta... eu acho que também ficaria irrequieta, chorona, nervosa e sem saber o que queria... e tu? Eu quereria mimo, atenção e muita calma. Quereria uma mãe confiante para me transmitir confiança.

O que eu quero dizer com isto tudo é que a amamentação depende somente de nós, da nossa decisão e força... (a percentagem de quem não consegue de forma alguma amamentar é muito reduzida) se não estás a conseguir sozinha procura ajuda mas não justifiques a tua fraqueza (somos humanos e todas as temos) com mitos. Espero com isto ajudar, dar força e confiança... vai em frente pois amamentar é tudo de bom :)

E bons momentos a dois :)  

terça-feira, 5 de julho de 2011

Sabedoria Materna

Tal como a sabedoria Popular a Materna tem muito que se lhe diga... e as mamãs de plantão não me vão negar, que mãe que é mãe tem um poder intrínseco à sua natureza e sabe melhor que ninguém o que é melhor para o seu filho.
E diz a sabedoria materna:
- Amamentar é tudo de bom, quando o filhote tem um ataque de tosse a meio da noite e pede para mamar... adormecendo de seguida numa paz de fazer inveja;
- Amamentar é tudo de bom, quando o filhote está doente e procura mimo e alimento num só momento;



 Pois o Leo está doente, agora é só a tosse que chateia, passou a vez a mamã também, mas não há nada mais reconfortante depois de uma constipação sem importância passar a um susto a valer (contarei mais tarde, ainda tenho que digerir o que aconteceu...) que partilharmos, mãe e filho, a tranquilidade, o calor e o carinho da amamentação.
À 1 ano, 9 meses e 2 semanas que vivo embriagada por estes momentos :)

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Interpretação das curvas de crescimento

Quem de nós, mães, não se deparou já com as curvas de crescimento, que a cada consulta com o pediatra lá vai ele pesar e medir o nosso pequeno e analisar no gráfico se está tudo dentro dos parâmetros.
É acerca desta analise que hoje vos quero falar. A quantas de vocês o pediatra já disse que o vosso filho está abaixo do peso? A quantas de vocês foi aconselhado a adição de suplemento (LA)? 
Eu conheço vários casos pessoalmente e alguns li em blogs que sigo e isto me fez pensar.
Sou seguidora fiel de Carlos Gonzálvez (doutor em Pediatria e escritor de vários livros sobre a criança e a alimentação  infantil). Ele defende que as curvas de crescimento são, a maioria das vezes, mal interpretadas pelos profissionais de saúde e explica os erros que frequentemente são cometidos. Erros estes, que levam muitas vezes ao insucesso da amamentação, à introdução de complemento quando este não é necessário ou mesmo em casos mais graves à obesidade infantil.
Neste vídeo, Carlos Gonzálvez deixa todo muito claro, apresentando até alguns exemplos práticos, visto o vídeo estar em espanhol e eu achar que o assunto merece ser partilhado com vocês fica aqui o meu resumo para aqueles que não dominam a língua.


Estudos realizados mostraram que as antigas curvas de crescimento (norte americanas e que eram usadas pelos pediatras) não coincidem com gráficas realizadas com um conjunto de bebés amamentados durante um ano. Os bebés exclusivamente alimentados com leite materno engordam mais rapidamente no inicio da sua vida, mas a partir dos 2-3 meses engordam menos e estas curvas de crescimento indicam que a maioria destes bebés estão abaixo de peso e daí a implementação de suplemento. E porque é que assim é?
As gráficas antigas foram elaboradas a partir de um grupo de crianças que não tinham sido exclusivamente amamentadas, o que conduziu a um problema grave: a partir dos 2-3 meses de idade de bebés amamentados as mães eram levadas a achar que os bebés não estavam a mamar o suficiente ou que o leite estava a falhar, Eram mesmo aconselhadas pelos médicos a adicionar complemento, o que levava a consequente diminuição do leite materno, tornando aos olhos da mãe a premissa irróneamente correcta.
Com estas curvas de crescimento não foi tido em conta que existe um padrão de crescimento distinto entre bebés amamentados e bebés com LA, estes últimos alteram o seu metabolismo e acabam engordando mais.
Devido a estes factos as curvas de crescimento foram recentemente actualizadas e podem ser consultadas neste site: http://www.who.int/childgrowth/standards/en/ No entanto, existem muitos profissionais de saúde que ainda utilizam as curvas de crescimento anteriores.


Continuam mesmo assim a existirem erros na interpretação das curvas de crescimento.
O que são afinal estas curvas? 
São conjunto de curvas adequadas para avaliar o crescimento e estado nutricional tanto de grupos de população quanto de crianças em idade pré-escolar. São feitas recorrendo a um número elevado de bebés (bebés saudáveis) que são pesados e medidos e a partir dos valores obtidos construídos gráficos.
O que significa então o percentil 50?
Significa que 50% dos bebés usados na construção do gráfico (os quais pretendem representar a população) têm um crescimento segundo está linha de percentil.
Se o bebé está abaixo do percentil de 3% pode ser um bebé que está com problemas, mas também pode ser um dos 3% de bebés que é perfeitamente normal, simplesmente tem um baixo peso em comparação com a média da população.
Ou seja, quando se diz que os bebés têm que crescer de acordo com as curvas de crescimento quer dizer que numa população (cidade, pais) tem que haver mais ou menos 50% de crianças abaixo do percentil de 50%. Se por exemplo nesse pais não existe 50% de bebés abaixo do percentil 50 quer dizer que este país pode estar a sofrer um problema de obesidade infantil. O mesmo ocorrendo quando num pais não existem 50% de crianças acima do percentil 50%, indicando este problemas de desnutrição.
A aplicação das curvas é óptima para estudos de população, a sua interpretação a uma criança tem que ser diferente e feita com muita atenção.
Dizer-se que quando um bebé está abaixo da média está mal. É um erro frequente e grave. É uma média. Certo? Se todos os que estão abaixo desta ficarem acima, esta deixa de ser a média.
Este erro na interpretação das curvas está a levar-nos a problemas graves de obesidade infantil, pois se se pensa que estar  abaixo da média não é normal, acaba-se por conseguir que todas as crianças fiquem acima da média.
A última recta não significa o mínimo. O que significa o 3? Significa que 3% dos bebés que entraram na pesquisa que eram completamente saudáveis e que representam uma população, estão abaixo desta linha. Logo se o deu filho está abaixo do percentil 3 pode fazer simplesmente parte desse 3% da população de bebés saudáveis. Aqui o pediatra deverá analisar a situação com uma atenção especial.
O seu filho está no percentil 25? É uma criança saudável? Então, muito provavelmente, ele faz parte dos 25% da população que segue este peso.

O que temos de ter em atenção na interpretação dos gráficos:
- As linhas de percentil não são caminhos a seguir, são sim resultado da média de um conjunto de pontos que levaram à sua obtenção. A linha de crescimento do seu filho não será  seguramente uma linha perfeita;
- Bebés exclusivamente amamentados não aumentam de peso de forma igual a bebés alimentados com leite artificial;
- É normal nos primeiros 6 meses de vida cruzar a linha de percentis o que não indica, salvo raras excepções de doença do bebé, problemas, o bebé está sim a encontrar a sua normalidade;
- Emagrecimentos bruscos devem ser analisados com atenção;
- Grandes variações na relação peso e altura devem ser consideradas, se o filho tem uma altura muito inferior à média e um bom peso não se trata de um problema de alimentação, mas poderá indicar problemas endócrinos;

O mais importante é escutar a mãe, respeitar a sua preocupação. Antes de dar suplemento o mais indicado é analisar como está a ser o bebé alimentado, se está a ser amamentado a que intervalo de tempo ocorre cada mamada. O bebé pode não estar com problemas mas na maioria dos casos o suplemento é aconselhado e este vai piorar a produção de leite.
Existem casos em que o bebé engordou 80g e segundo a interpretação do médico deveria engordar 85g  e lhe é dado suplemento!! Neste caso este não faz sentido. E sei que não é fácil para uma mãe, que não quer certamente ver seu filho a passar mal, recusar a opinião do médico. Mas vamos pelo menos tentar estar mais atentas na interpretação feita a estas curvas e não nos fixemos excessivamente a elas.
E claro que infelizmente existem crianças com problemas de peso e mães com problemas de produção de leite mas estes não são a maioria e deverão ser correctamente diagnosticados.

Espero ter deixado claro o que queria transmitir, pois considero o assunto muito importante, mas não foi nada fácil  :)
Uma óptima semana

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Dicas para amamentar

- Assim que nasce deve-se colocar o bebé imediatamente ao peito, o que não só promove a produção de leite com é óptimo para o bebé e para a mãe.
- Amamentar a pedido - não estabeleça horas para o bebé mamar, ofereça sempre que ele quiser. Ao inicio pode ser complicado e cansativo, pois a maioria dos bebé vai querer mamar de 2 em 2 horas ou 3 em 3, e isto também durante a noite. Mas apesar de ser difícil vale a pena pois desta forma promove-se a melhor produção de leite e o bebé sente-se amado, protegido e confia em si. E ao longo do tempo ele criará o seu próprio ritmo.
- O bebé deve colocar o mamilo completamente na boca (no meu caso precisei usar uns bicos de silicone com os quais funcionaram lindamente);
- Sente-se confortavelmente, com um bom apoio para os braços (existem umas almofadas de amamentação óptimas).
- Uma boa alimentação, beber bastante água e chá de Anis e Funcho também traz muitas vantagens.
-Alguns cuidados com os seios: não os lave após cada mamada. Aplique um pouco do próprio leite no bico. Deixe-os sempre que possível ao ar livre. Caso comecem a doer experiente dar de mamar em diferentes posições (sobre a barriga, debaixo do braço, deitado (para de noite esta é óptima (comigo funcionou :))
- Os primeiros 5 minutos da amamentação o leite é mais fluido, este leite serve para matar a sede do bebé, só depois é que o leite fica mais rico em gordura e proteínas. Por isso é tão importante dar todo o leite de uma mama e só depois passar para a outra. (no inicio o Leo chegava a estar 20 minutos em cada mama)e na próxima mamada deve oferecer a mama que ele não esvaziou;
- Demore o tempo necessário - durante a amamentação você não oferece só leite mas atenção e carinho. Olhe o seu bebé nos olhos, fale ou cante para ele, torne este momento um momento de prazer para os dois.
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