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domingo, 10 de fevereiro de 2013

Blogagem Coletiva: Mamãe tá de olho- alimentação infantil



Uma reflexão sobre Educação Alimentar e os Super Estímulos 

Sempre fui bastante alienada quanto à minha alimentação, apesar de comer coisas não saudáveis sempre me cobrei muito quanto a isso.
Com a chegada do primeiro filho as coisas mudaram muito aqui, a minha prioridade é a alimentação dele.
Eu sempre quis dar o melhor aos meus filhos e nesse melhor está certamente a melhor alimentação.

Um dia numa conversa sobre alimentação questionava-se o facto da comida biológica ser muito cara, principalmente numa cidade, e alguém disse: "Existem dois sitios durante a nossa vida nos quais iremos inevitavelmente gastar o nosso dinheiro e nós podemos escolher em qual deles o queremos fazer:  no médico ou no mercado." - esta frase ficou-me gravada e penso nela muitas vezes quando faço compras.

Amamentei o meu filho até aos 2 anos, desmamou naturalmente por opção dele, sempre comeu legumes e muita fruta, tenho grande orgulho de ele ser uma criança que se alimenta tão bem. Conheceu o açúcar com quase 2 anos contra a minha vontade, mas o meio infelizmente faz uma grande pressão para se comer porcaria e quem tem filhos vai entender-me. É claro que existem alturas em que ele não come tão bem que rejeita alguns legumes, mas como eles estão sempre presentes no prato ele acaba por voltar a comê-los.

Não proíbo o meu filho de comer determinada coisa, mas explico porque não acho bem que ele a coma. Aos 3 anos de idade o meu filho conhece os conceitos de saudável e não saudável, tem conhecimento que é necessário nos alimentarmos de vários tipos de alimentos (proteínas, carbohidratos, vitaminas... ) e eu faço questão de a cada refeição lhe construir um prato com todos os grupos, existe sempre proteína, carbohidrato e muitas vitaminas :) Ou seja, primo pela educação alimentar.

Defendo que cada criança deve ser levada a amadurecer a sua capacidade de escolha consciente.
Porque não explicar aos nossos pequenos as diferenças entre produtos biológicos\orgânicos e não biológicos\orgânicos, entre integral e não integral, gorduras saturadas e insaturadas? Explicar a necessidade de cada tipo no nosso organismo. E as consequências que uma má alimentação pode trazer.
Claro que não é necessário usar termos complicados. Explicar a diferença, por exemplo, entre pão integral  e não integral basta pegar num grão de trigo dizer que é a partir deste que se faz a farinha do pão mas que, no caso de pão não integral, não é usado o grãozinho todo mas sim somente a parte interior e tudo o resto é deitado fora e que neste resto existe vitaminas e fibras que nos fazem muito bem, que nos fazem crescer saudáveis. Faça a experiência, explique ao seu filho e depois pergunte-lhe que pão ele prefer comer.
E porque não devemos comer muito açúcar? E porque a fruta é tão saudável? E os legumes são importantes?
As crianças são pequenos cientistas gostam de saber, experimentar e compreender o mundo que os rodeia e acreditem que eles se sentem melhor se não lhe for dito "não podes" mas sim "não deves porque..."

Orgulho-me muito de ter feito este caminho e hoje ter um filho que fracciona um chocolate para comer mais tarde, recusa um rebuçado porque é só açúcar e me chateia se não tenho sopa de legumes feita para o jantar. Agora espero levar o irmãozinho pelo mesmo caminho.

Li certa vez que para estarmos certos de que nos estamos a alimentar bem nunca devemos comer nada que a nossa bisavó não identificasse como sendo um alimento.
Nem sempre é fácil resistirmos a uns fritos cheios de molhos, uns chips, umas gomas coloridas  mas já pararam para pensar que estes são produtos que não existem directamente na natureza? Que se tratam de produtos inventados e produzidos pelas industrias, com super-estimulantes para as nossas papilas gustativas. Que tudo que ingerimos passar a fazer parte de nós?
Nós adultos, em principio, mais responsáveis que as crianças :) sabemos que um simples rebuçado é somente açúcar, que um refrigerante não tem fruta de verdade, que muita comida tem montes de estimulantes, corantes, conservantes e conseguimos controlar-nos. Mas uma criança responde aos estímulos que o cerebro lhe dá sem os questionar. Comeu um rebuçado, as papilas gustativas ficaram super-estimuladas, estas enviam a informação ao cerebro da presença de energia fácil e  imediata e aí nasce o desejo de mais e mais açúcar, estimulates e todos os adicionantes presentes nas guloseimas, colocados com o objectivo de provocar esse mesmo desejo. Por isso uma criança que come muitas guloseimas (muitas vezes antes de conhecer alimentos saudáveis), não gosta de legumes, pois umas papilas gustativas super estimuladas não conseguem "saborear" um simples brócolo... e neste caso o brócolo não sabe a nada. Temos que educar as nossas papilas gustativas, elas aprendem e o doce ou o salgado pode ser treinado.

E nunca é tarde para mudarmos os comportamento alimentares dos nosso pequenos não esquecendo nunca que a maior arma do sucesso é o exemplo.

Este texto faz parte da Blogagem colectiva: Mamãe tá de olho querem ler mais sobre o assunto passem no blogue da Nádia - http://www.asosmamaenadia.com/ e lá encontraram os links de todas as participantes.

Um bom e saudável domingo para todos

sábado, 4 de junho de 2011

Onde está o sentimento de protecção da cria?

Como animais que somos existe uma serie de atitudes intrínsecas à nossa natureza certo? Temos medo, que nos protege de acidentes, temos raiva, natural do egoísmo da espécie, protegemos as nossas crias, para garantir a continuidade dos nossos genes e da espécie. Ahhhh!!!! protegemos as nossas crias???!! Será??? Acho que esta habilidade natural se está a perder ao longo dos tempos...
Fico triste, zangada e indignada quando leio noticias como esta que foi publicada no Jornal Público: Refrigerantes estão a substituir o consumo de água entre crianças dos seis aos nove anos

Então hoje estou muito triste e indignada com estes país, que não fazem o que é a sua missão. E como diz alguém que comentou a noticia estamos perante uma "crise educativa de pais para filhos, uma crise dos valores que não se passam, uma crise de todos os direitos, nenhumas obrigações e zero de sacrifícios". Será que hoje em dia se tem filhos, porque todos têm? Porque o vizinho comprou casa, carro, tem um filho eu faço igual??? E depois basta colocá-lo na escola e deixar o tempo passar... não esquecendo no dia de Natal de tirar a foto de família!!!???
Porque é que os adultos deixaram de se dedicar aos filhos? Porque é que têm filhos?
Não me digam que é falta de tempo... não consigo acreditar nisso... é sim falta de organização ou melhor falta de prioridade.
Se a prioridade dos pais é chegar do trabalho fazer um jantar rápido e cheio de molhos e gorduras e estarem todos sentados na hora da novela das 20h, como querem alimentar de forma saudável as crianças e eles mesmos, como querem criar laços de confiança com os filhos?

Depois queixam-se de que existe tanta gente a ficar doente, tanta criança com peso a mais, com diabete, com distúrbios de sono, insucesso escolar, hiperactividade, falta de auto-estima, falta de rumo na vida, com altos índices de alergia... pois não fiz trabalho cientifico nenhum mas levo-me a crer que esta incidência de doenças ditas modernas tem muito a ver com a alimentação que fazemos.
Fico preocupada e de mãos atadas (pois entre pais e filhos é dificil meter a colher) quando vejo uma criança beber refrigerantes e a comer gomas e pastilhas, chips de pacote na mão.....  Pobre criança... está-se a destruir aos poucos e nem sabe. Diriam muitos: "Mas é criança as guloseimas fazem parte." Sim, concordo.

imagem daqui
Mas há guloseimas e guloseimas. Uma taça de fruta pode ser uma guloseima fantástica, colorida e divertida se nós fizermos por isso. Mas é mais fácil abrir um pacote de rebuçados do que partir em pedaços uma serie de frutas, não é? Uns bolinhos caseiros sem açúcar refinado mas adoçados com alternativas são uma delicia, acreditem. As batatas fritas podem ser substituídas por "batatas fritas" feitas no forno, ficam uma delícia acreditem, parecem mesmo com as fritas mas são bem mais saudáveis - a receita aqui.
Será que a criança é mais feliz se comer gomas, pastilhas e beber refrigerantes???? Duvido???
E se for uma criança feliz, não será pelas guloseimas que come mas porque tem uma vida equilibrada mas será que será um adulto feliz???? Diabetes, hipertensão, problemas no sistema digestivo não fazem parte dos desejos e sonhos que tenho para o meu filho.
Não vou proibir o meu filho de comer guloseimas mas vou controlar, e para isso não preciso ser a mãe má que não deixa o pequeno comer açúcar, basta  oferecer-lhe outros tipos de doce: muita fruta, bolinhos saudáveis... que ele não sentirá falta de tanto açúcar, corantes, conservantes, emulsionantes e toda essa coleção de Es que só os nomes metem medo. E o mais incrível é que vejo pessoas que se preocupam mais com uma minhoca numa maçã do que com um lote de Es num pacote de chips...
Um dia vi uma mãe recusar que a filha terminasse um pedaço de maçã, que por acaso tinha sido o meu Leo a oferecer-lhe, porque esta caiu no chão. Sim, tinha uns pedacinhos de pedrinhas que eu me prontifiquei a lavar com água que tinha comigo, mas a mãe disse que estava suja e deitou no lixo. Era o último pedaço de maça e a pobre criança chorou porque não pode continuar a comer... E sabem o que aconteceu uns 20 minutos depois??? A criança tinha um pacote de chips na mão e comeu desenfreadamente mais de meio pacote...
Já alguma vez leram a constituição destas guloseimas? Além de nutritivamente serem zero... têm montes de "Es" e gorduras... fico triste.
Por mim colocaria essas guloseimas industrializadas todas no mesmo saco, juntamente com os fast-food, os cigarros, o álcool e as drogas. - radical eu??? Talvez sim. Um bom chocolate não faz mal a ninguém... tal como um bom copo de vinho, mas tal só é verdade em quantidades reduzidas e aliados a uma alimentação saudável.
Mas o que posso eu fazer?? Além de manter o meu gene ativo de proteção da minha cria e escrever aqui umas palavras que talvez cheguem a algum lado... não sei...
O meu instinto maternal diz que devia intrometer-me, fazer guerra e proteger todas as crianças.
O meu instinto racional diz-me para tratar da minha casa e esperar que a minha postura alimentar contagie quem por aqui passa.

De momento fico-me por aqui com as minhas indignações e frustrações por falta de um mundo melhor... e espero que os pais se tornem cada vez mais conscientes de que estão a criar não só uma criança bonitinha e engraçada estão a criar um adulto que vai permitir a continuidades dos seus genes.

quarta-feira, 2 de março de 2011

O que devemos comer?

Com os tempos que correm por vezes é difícil fazermos uma alimentação tão saudável como desejamos. Por vezes por falta de tempo, por vezes por comodismo, gulodice ou preguiça acabamos por consumir comida nada saudável.
Hoje deixo aqui uma ajuda para distinguir "comida a sério" de "outra coisa qualquer" ou se desejarem da "comida moderna":
Cada ponto que se segue pretende funcionar como um filtro para separar a 1ª das outras. Separar comida que eu chamo saudável, boa para a saúde e comida que apesar de por vezes nos parecer muito saborosa não passa de "outra coisa qualquer" e não comida...


Encontrei cada um destes pontos por acaso, num livro que apareceu aqui por casa, "Food Rules" de Michael Pollan, achei bastante interessante e aqui partilho com vocês:

1. Come comida;
2. Não comas nada que a tua trisavó não reconheceria como comida;
3. Evita produtos alimentares que contenham ingredientes que nenhum ser humano normal iria manter na despensa (ex: Ethoxylated diglycerides; Cellulose; Ammonium sulfate - se tu nunca os usarias para cozinhar porque deixas outros usar para cozinharem para ti?);
4. Evita produtos alimentares que contenham HFCS - xarope de milho em frutose (mais informações sobre HFCS podes ver aqui e aqui);
5. Evita alimentos que têm alguma forma de açúcar (ou adoçante), listado entre os três principais ingredientes;
6. Evita produtos alimentares que contenham mais de cinco ingredientes (referência aqui a produtos industriais, não à receitinha caseira de bolo de maça com nozes :) );
7. Evita alimentos que contenham ingredientes que um aluno de 3º ano não consiga pronunciar;
8. Compra os alimentos sempre que possível directamente ao produtor ou no mercado;
9. Evita alimentos com a palavra "light" ou "baixo teor de gordura" inserida no seu nome (produtos alimentares industriais em que lhes são retiradas as gorduras acabam por ser mais ricos em hidratos de carbono e açucares do que o produto original, o ideal é evitar os produtos ricos em gorduras e não substituí-los por produtos equivalentes mas alterados);
10. Evita alimentos que fingem ser algo que não são (como é o caso da margarina que finge ser uma manteiga);
11. Evita alimentos aos quais se faz publicidade na TV (já reparaste que a grande maioria da publicidade a alimentos na TV ou são produtos light ou fast-food? e ainda álcool? nunca vi publicidade a maças ou pêras...);
12. Quando fores ao supermercado incide as tuas compras na periferia do mesmo, evita o meio (este ponto deixou-me a pensar... mas realmente na maioria dos supermercados se circularmos pela periferia vamos encontrar a fruta e os legumes frescos, a carne e o peixe, o pão fresco, a água... nunca tinha reparado nisto!!);
13. Come apenas produtos que eventualmente possam apodrecer (se as bactérias, fungos e insectos gostam é bom sinal, mas claro temos que os comer antes que isso aconteça :) muitos produtos industrializados são processados de forma a se protegerem de competidores como as bactérias e neste processo são perdidos muitos nutrientes);
14. Come alimentos feitos com ingredientes que consegues imaginar no seu estado bruto ou a crescer na natureza;
15. Come apenas alimentos que tenham sido cozinhados por seres humanos;
16. Se o alimento veio de uma planta, come, se foi feito numa fábrica, não;
17. Não comas comida que chega a ti através da janela do teu carro;
18. Não comas comida que é chamada pelo mesmo nome em todas as línguas (Big Mac, Cheetos, Pringles...);

Ok... agora sinto que me alimento mal... faço imensa atenção na alimentação que ofereço ao Leo... Mas já a minha!!!! Como muitos legumes, fruta, peixe e carne frescos e desde que engravidei faço mais cuidado quanto à origem de cada produto, ai ai mas há dias (felizmente não muito frequentes) que não tenho em atenção alguns destes pontos :( mas vou ficar mais atenta. Se não é suficiente a motivação de viver saudável e feliz que seja para o Leo ter uma mãe saudável e feliz :)

E tu comes muitas vezes "comida moderna" ou segues todas as regrinhas no que diz respeito à alimentação?

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Sou uma mãe cruel

"Coitadinho do menino que não come doces!!!" esta foi uma das frases que tive que ouvir durante as férias de Natal.
Já escrevi por aqui, aqui e aqui qual é a minha opinião sobre a importância de uma boa alimentação e que esta deve começar bem cedo e que somos nós pais os responsáveis por isso.
Decidi não dar açucares e gorduras por imposição minha até o Leo ter dois anos e depois só darei quando ele sentir interesse em experimentar (controlando sempre a quantidade e qualidade dos mesmos).
Respeito todas as opiniões mesmo as que sejam contrárias com a minha e espero que respeitem também as minhas, no entanto nem sempre é assim e de tal forma informo-vos que sou uma mãe cruel. Que apesar de ter um filho que come super bem, adora legumes e todos os tipos de fruta não lhe dou açúcar e isso é uma crueldade aos olhos de alguns.
Mas para que fique claro que a minha decisão é pensada e consciente ficam aqui os meus argumentos:
  • As papilas gustativas de um bebé ainda não estão educadas, estas não conhecem os sabores mas são sensíveis e preferem tendencialmente o doce; ao introduzir alimentos industrializados, cheios de aditivos, corantes e conservantes, estes vão induzir dependência por parte de quem consume, pois ficará insensível aos sabores menos intensos, característicos de alimentos naturais;
  • Estudos revelam que a ingestão excessiva de açúcar pode deixar as crianças pequenas irritadas e dispersivas. É que o doce, além de provocar uma maior concentração de insulina no sangue, também aumenta a quantidade de adrenalina o que pode provocar ansiedade, excitação e dificuldade de concentração;
  • Os açúcares fazem falta na alimentação, mas fazem parte da dieta habitual e são encontrados, por exemplo, nas frutas (frutose e sacarose), no amido das farinhas de cereais e nos tubérculos (como a batata). Ninguém pode viver sem açúcar, que é uma fonte de energia, mas a dieta normal tem açúcares naturais em abundância, o suficiente para cobrir as necessidades do organismo. 
  • O uso habitual de gomas, doces, biscoitos açucarados, geléias, refrigerantes, achocolatados e açucarados, provoca na boca a presença de um excesso de açúcares de moléculas pequenas, favorecendo a proliferação de bactérias e a formação de cáries e inflamação nas gengivas;
  • O consumo de açucares artificiais provoca o desequilíbrio alimentar. Um dos segredos da boa alimentação é a proporção correta dos diversos nutrientes: proteínas (carnes, arroz integral, ovo, leguminosas como o feijão), gorduras (animais e vegetais), hidratos de carbono ou glicídios (farinhas, açúcares), sais minerais e vitaminas. Ao comer açúcares em excesso, normalmente há menos fome para comer os outros alimentos. O perigo da alimentação rica em açúcar e desbalanceada é a criança ficar obesa e anémica;
  • Introduz alimentos açucarados em crianças pequenas (banana amassada com muito açúcar, com mel ou com geléia, por exemplo), vai provocar a recusa da aceitação de outros alimentos não-doces.
Podem até achar que sou demasiado radical mas a minha responsabilidade de mãe leva-me a agir desta forma. E os resultados até hoje têm comprovado que estou certa. 
O meu filho não conhece o sabor doce do açúcar industrializado, de refrigerantes ou gorduras saturadas... do que não conhece não sente vontade. Em vez disso conhece o sabor doce de uma laranja sumarenta, de uma banana madura, de uma manga suculenta. De uma cenoura, de  brócolos  cozidos a vapor cheios de vitaminas :)
Fico revoltada quando encontro no supermercado papas de bebé aconselhadas para os 4 meses (o que já é um problema, pois a amamentação deverá ser exclusiva até aos 6 meses) e como se não bastasse ainda com adição de açucares (vi isto recentemente numa papa da milupa com o nome "A minha primeira papa", como é possível??!!!). Para mim um problema de saúde publica, mas enfim o que me resta é ficar atenta aos rótulos e não dar importância ao que pessoas desenformadas dizem.
Sou responsável pela alimentação do meu filho, sou responsável pela construção de um individuo saudável e desta forma não vou fugir as minhas responsabilidades e tudo o que tiver ao meu alcance será feito para as cumprir.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

É possivel ser feliz comendo brócolos

Como já referi faz algum tempo aqui sou bastante rígida e atenta quanto à alimentação do meu pequeno. Hoje li no blog da Thelma um post fantástico, um testemunho que merece os meus parabéns. É a escrever algo do género que me quero ver fazer daqui a 2 anos.
Eu poderia escrever sobre o assunto e dar o meu ponto de vista mas a Thelma disse tudo, e concluiu lindamente. Desculpa-me pelo abuso mas faço minhas as tuas palavras:



"Eu acredito que uma criança não sente mais prazer com uma bala cheia de corantes do que chupando uma manga suculenta, com o caldo escorrendo pelo braço. E duvido que seja mais divertido lamber um pirulito do que fazer barulho para tomar a poça de suco que se formou no fundo de um prato cheio de melancia docinha.
Acho que o segredo é não transformar a alimentação em problema, em sofrimento. Aos seis meses, quando os alimentos vão sendo introduzidos aos poucos, podem chegar com alegria às mãos dos bebês. São como brinquedos macios e coloridos para levar à boca, como eles gostam de fazer com tudo o que encontram.
Esse momento é importantíssimo, é a hora de abrir a porta para um mundo de sabores, aromas, texturas, consistências, cores, muitas cores! E enquanto a criança aprende a comer está desenvolvendo linguagem, coordenação motora, percepção e discriminação visual; está construindo cultura, criando comportamentos, formando hábitos para uma vida longa e saudável."
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