Ao ler o post da Adri - "Temos de ser "pais maus" de vez em quando..." lembrei-me deste poema, aqui fica para reflexão:
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segunda-feira, 8 de novembro de 2010
sábado, 6 de novembro de 2010
Os pais também fazem birras
Tenho andado bastante cansada o que me faz ter menos paciência, sou daquelas pessoas que se não durmo bem tenho que lutar contra o mau-humor grande parte do dia. E como os pais bem sabem ter um bebé em casa é (pelo menos por uns tempos) sinónimo de noites mal dormidas, de sonos interrompidos. Conclusão: mãe cansada, mãe rabugenta... mãe que até faz birrar...
Sim birra e já não tenho 3 anos...
Tenho andado seriamente a pensar no assunto e acho que muitas vezes os nossos pequenos ficam chateados, batem o pé, choram sem motivo para isso, somente porque Nós é que estamos sem paciência, porque dissemos um "não" que não havia necessidade e não queremos ceder - Fazemos Birra.
No outro dia o Leo queria brincar com as molas da roupa, mas como já havia pelo chão da sala imensos brinquedos espalhados eu disse que não e tentei distrai-lo... Mas o Leo estava mesmo com vontade e começou a chorar e a barafustar... foi então que fez "clic" na minha cabeça. "Estou a fazer birrinha!" Porque é que o Leo não poderia brincar com as molas? Não se vai magoar, não vai estragar, então porque eu disse não???
Acabei por me consciencializar que não estava correcto negar, dei algumas molas para ele brincar, ele adorou e esteve quase 30 minutos, ali no tapete a brincar com as molas, a explorar as cores, as formas, a atirar, a apanhar, super divertido (acreditam??), enquanto isso eu ainda tive um tempinho para mim. E no final ficou todo contente a ajudar-me a colocá-las de novo na caixinha.
Se uma criança é educada de forma a seguir limites bem estabelecidos, sou levada a crer que grande parte das birras que esta fizer têm um motivo que nós pais podemos evitar: está cansada, tem sono, está num sitio com muita gente e isso deixa-a nervosa...
Se nós adultos temos autonomia para escolher os lugares e os momentos para fazer o que precisamos ou queremos será sensato ter isso em conta com os nossos pequenos, não acham?
E se eles quiserem brincar com coisas mais exóticas, molas de roupa, carrinhos de linhas... acho que não haverá grande problema e além disso será um momento rico na exploração de novos materiais e texturas. :)
Quantas vezes nós mesmo não nos distraímos por longos períodos de formas mais estranhas... eu ás vezes enquanto tomo o café rasgo em pedacinhos pequeninos o pacotinho de açúcar enquanto converso... e isso até me diverte :)
No fundo é tudo uma questão de atitude. Vou tentar canalizar as minhas energias positivas para todos os momentos em que tenho que cuidar do Leo, para estar bem disposta e fazer menos birras.
E vocês também fazem birras?
Sim birra e já não tenho 3 anos...
Tenho andado seriamente a pensar no assunto e acho que muitas vezes os nossos pequenos ficam chateados, batem o pé, choram sem motivo para isso, somente porque Nós é que estamos sem paciência, porque dissemos um "não" que não havia necessidade e não queremos ceder - Fazemos Birra.No outro dia o Leo queria brincar com as molas da roupa, mas como já havia pelo chão da sala imensos brinquedos espalhados eu disse que não e tentei distrai-lo... Mas o Leo estava mesmo com vontade e começou a chorar e a barafustar... foi então que fez "clic" na minha cabeça. "Estou a fazer birrinha!" Porque é que o Leo não poderia brincar com as molas? Não se vai magoar, não vai estragar, então porque eu disse não???
Acabei por me consciencializar que não estava correcto negar, dei algumas molas para ele brincar, ele adorou e esteve quase 30 minutos, ali no tapete a brincar com as molas, a explorar as cores, as formas, a atirar, a apanhar, super divertido (acreditam??), enquanto isso eu ainda tive um tempinho para mim. E no final ficou todo contente a ajudar-me a colocá-las de novo na caixinha.
Se uma criança é educada de forma a seguir limites bem estabelecidos, sou levada a crer que grande parte das birras que esta fizer têm um motivo que nós pais podemos evitar: está cansada, tem sono, está num sitio com muita gente e isso deixa-a nervosa...
Se nós adultos temos autonomia para escolher os lugares e os momentos para fazer o que precisamos ou queremos será sensato ter isso em conta com os nossos pequenos, não acham?
E se eles quiserem brincar com coisas mais exóticas, molas de roupa, carrinhos de linhas... acho que não haverá grande problema e além disso será um momento rico na exploração de novos materiais e texturas. :)
Quantas vezes nós mesmo não nos distraímos por longos períodos de formas mais estranhas... eu ás vezes enquanto tomo o café rasgo em pedacinhos pequeninos o pacotinho de açúcar enquanto converso... e isso até me diverte :)
No fundo é tudo uma questão de atitude. Vou tentar canalizar as minhas energias positivas para todos os momentos em que tenho que cuidar do Leo, para estar bem disposta e fazer menos birras.
E vocês também fazem birras?
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
Os pais devem-se envolver?
Maria de 6 anos gosta muito de brincar com o seu vizinho mais novo. Depois de algum tempo de brincadeira em que Maria tratava o pequeno com carinho, teve uma mudança de humor e tirou da mão do pequeno com alguma violência o balde de plástico e disse bem alto e zangada "É meu!". Ele ficou triste mas continuou a acompanhar Maria, esta não estava para brincar com ele e disse aos gritos "Deixa-me em paz, vai embora! Porque andas sempre atrás de mim? Eu quero estar sozinha." A mãe do pequeno que observava a cena desde o inicio aproximou-se disse para Maria "Isso não foi bonito..." e confortou o pequeno que começava a chorar.
Como devem os pais reagir numa situação destas? Barafustar com a Maria? Proibi-la de brincar com o nosso filho? Isto seria exclusão social, e não ajudaria nenhuma das crianças, certo?
Nem todas as crianças são meigas e bem dispostas como aquelas que idealizamos que brinquem com os nossos filhos.
Já pensaram que Maria com a sua atitude pode-nos estar a mostrar inconscientemente, a sua própria experiência com frustração, rejeição. Nos tempo que correm não é nada incomum encontrar pais stressados e sem tempo (por vezes esta falta de tempo passa também pela falta de organização e prioridades, mas esta é outra história). Os pais sentem que não têm disponibilidade para lidar com os seus filhos. Os filhos acabam muitas vezes expostos a sentimentos que não conseguem lidar sozinhos como é o caso da rejeição, precisam de ajuda e acompanhamento.
Seria bom que os pais de Maria tivessem isso em atenção. Mas infelizmente quando os pais se sentem criticados procuram, muitas vezes, mostrar que o que fazem é o melhor e não pensam que podem estar a errar. Mesmo os pais podem precisar de ajuda e compreensão de forma a ganharem confiança.
Não é fácil admitir que como pais estamos a falhar... não é fácil dar crédito a quem nos critica... os outros são pais e nós também. Por vezes, parece que a máxima que existe rege o ditado "Entre
Mas como se pode ajudar a Maria e proteger ao mesmo tempo as outras crianças? Os pais do pequeno, na história que contei, podem reagir com Maria de forma apreciativa, simpática e com atenção, embora esta atitude por vezes seja difícil de tomar quando vemos o nosso filho a ser mal tratado. Eles podem dizer-lhe algo como: "Eu entendo que possa não te apetecer mais brincar com ele. Já foi muito bom o tempo em que brincaram juntos. Mas então diz-lhe de forma mais simpática. Ou então, podes-me chamar e então eu brincarei com ele. Também não deves gostar quando alguém fala assim contigo." Talvez esta experiência positiva ajude Maria a lidar com os seus sentimentos, com as suas frustrações.
Este tipo de situações pode-nos custar tempo e paciência mas certamente que o resultado será gratificante. Maria aumentará a sua auto-estima ao sentir a sua atitude reconhecida. E certamente esta atitude positiva tanto da parte dos pais como da Maria será canalizará para as outras crianças.
E se o mundo que temos não é como nós o idealizamos para os nossos filhos o melhor a fazer é tomar atitudes e nada como atitudes de respeito, reconhecimento e carinho, não acham?
sábado, 4 de setembro de 2010
O que é ter filhos?
Depois da chegada de um filho a nossa vida ganha outro sentido entram em cena necessidades que antes não questionávamos. Para se sentir confiante a ponto de partir para explorar o mundo por conta própria, a criança precisa de uma base segura. Os pais precisam ser constantes, confiáveis e respeitáveis.
Desde a chegada do meu pequeno tesouro que me sinto, na realidade, outra pessoa, comecei a dar importância a outras coisas, a estar mais atenta, eu e o meu marido mudamos muito, acho que posso mesmo dizer que ficamos mais adultos. :) Antes se fossemos trocar os pneus do carro escolheríamos uns dos mais baratos, mas agora o nosso sentido de "segurança acima de tudo" levou-nos a comprar uns pneus mais seguros logo mais caros, fazemos tudo a pensar, consciente ou inconscientemente, no nosso mais-que-tudo.
Com a chegada dos filhos, nós pais "Plantamo-nos com firmeza no chão para que nossos filhos possam aprender a voar."
Diante da situação desconhecida que é ter um filho, tentamos estabelecer o máximo de segurança possível. Procuramos conter o imprevisível, organizamo-nos, estabelecemos prioridades, ficamos sérios. Deixamos para trás o que é imaturo, irresponsável, agitado, excessivo e improdutivo e agarramo-nos de garras e dentes à nossa tarefa de criar uma família. A vida familiar desenvolve-se numa atmosfera de conforto e consistência.
Ter filhos é descobrirmo-nos como seres humanos, sentirmos na pele que podemos dar tudo de nós, sentirmos que existe um sentimento de amor, afeição e carinho que não podemos medir, sentirmos que não há nada mais importante neste mundo que eles.
Mas também é sentirmos um frio na espinha quando não encontramos soluções prontas e vivermos assustados por não saber como lidar na educação dos nossos filhos. Os filhos são um tesouro que nos torna mais afectuoso e que ao mesmo tempo nos suscitam um profundo sentimento de vulnerabilidade e falta de controle. Temos pavor de pensar na possibilidade de lhes acontecer algo de terrível ou, pior ainda, de perde-los. Eles nos mantém reféns da ansiedade permanente. Amamos muito os nossos filhos e queremos protege-los a todo custo. Queremos acertar na forma como os educamos.
Ter filhos é um viver num turbilhão de emoções... é viver sem limites de amor e carinho mas ao mesmo tempo sem limites de ansiedade, medo, preocupação... é não ter tempo e ter tempo para amar o tempo todo...
E o que é para vocês ter filhos?
E o que é para vocês ter filhos?
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
Os pais não têm que ser perfeitos
Já repararam naquela mãe da publicidade de um detergente qualquer, que recebe o filho com um sorriso quando este chega a casa com a T-shirt suja de lama? Que mãe perfeita... Como é que reagiriam vocês? Provavelmente ficariam zangados de ver a T-shirt tão suja e se estivessem sem paciência como muitas vezes acontece, levantariam a voz ou colocariam o pequeno de castigo...
Existem prateleiras cheias de conselhos de como Educar, temos muito para ler e analisar... mas quando alguma coisa corre de forma diferente daquela que lemos e acreditamos, quando por um momento fizemos o que achamos que está errado, surgem as dúvidas sobre as nossas qualificações educacionais, batendo fundo na nossa auto-estima.
Como pais estamos constantemente a reflectir e a questionar a forma como educamos os nossos filhos e muito frequentemente ficamos agarrados à pretensão de sermos perfeitos. No entanto, esquecemos-nos que perfeito pode talvez ser uma casa, um carro, mas um Homem é um Ser não lapidado, que comete falhas, que tem alterações de humor... É assim que são os pais e é assim que são os filhos... não somos perfeitos.
Numa pequena família encontramos diferentes personalidades, características, limitações... e esta é uma boa comunidade quando todos os pequenos erros humanos que possam acontecer não a venham a ferir num todo. A vida é nesta situação a oportunidade de crescer juntos.
Como seria aborrecida uma família de pessoas perfeitas!! Crianças que não conhecem a palavra "não" mas que sabem estar e obedecer aos pais. E pais sempre a sorrir e equilibrados, sempre pedagogicamente correctos. Respondendo as desavenças dos filhos de forma compreensiva, sendo bem sucedidos profissionalmente e conseguirem organizar a casa sem falhas. Que família esta sem vida... sem conquistas... sem desafios...
Porque temos tanto medo de errar? Porque esperamos tanto de nós, querendo alcançar o perfeccionismo?
Talvez porque o mundo em que vivemos se tornou num mundo de possibilidades e aparências, frequentemente vemos nos média vedetas, às quais as imperfeições físicas são corrigidas cirurgicamente, para cada problema parece haver sempre uma solução simples. Só nós mesmos, com as nossas dores e imperfeições, parecemos não encaixar neste mundo perfeito.
Os pais que se sentem na obrigação de serem perfeitos esperam também ter filhos perfeitos. Ter uma criança que só traga boas notas para casa, que seja boa a desporto e nas aulas de piano. Estes pais guiam a criança segundo as suas expectativas sem limites e quando esta tomar o seu caminho e por qualquer motivo não corresponder as expectativas dos pais, estes sempre poderão dizer "Fizemos tudo por ti". Dizendo isto, parece que como pais estão a exigir os juros do empréstimo que o filho concedeu a alguns anos.
Todos sabemos que não somos perfeitos e que cometemos inevitavelmente falhas, será mais honesto dizer: "Nós não conseguimos fazer tudo o que realmente queríamos. Tentámos dar-te uma boa infância mas várias vezes atingimos os nossos limites. Tivemos muitas vezes de nos chatear contigo e com nós próprios. Mas nós gostamos mesmo muito de ti". Não acham?
As crianças não precisam de pais que "fazem tudo por elas". Elas precisam antes um honesto "Estou exausta/o demais para brincar contigo", de alguém que apesar de estar do seu lado lhe mostrou o dever burocrático. Um ambiente acolhedor, um lugar onde ser lide uns com os outros de uma forma equilibrada e relaxante, tolerância com o outro e consigo mesmo são, na minha opinião, o clima familiar que permite que a criança cresça.
Vamos dar o nosso melhor na educação dos nossos filhos tendo consciência que somos Humanos...
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